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Correio Braziliense

Morre o ator Caio Junqueira, aos 42 anos, uma semana após acidente de carro

Caio estava internado no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, após acidente no Aterro do Flamengo, quando teria perdido o controle do carro e batido em uma árvore. O ator veio a óbito às 5h15


postado em 23/01/2019 09:52 / atualizado em 23/01/2019 10:50

Caio Junqueira no filme 'Tropa de elite' (foto: David Prichard/Divulgação)
Caio Junqueira no filme 'Tropa de elite' (foto: David Prichard/Divulgação)

 

O ator Caio Junqueira, de 42 anos, faleceu na madrugada desta quarta-feira (23/1), após sofrer um acidente de carro na última quarta-feira (16/1). A informação foi confirmada ao Correio pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. 

 

Caio estava internado no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, após acidente no Aterro do Flamengo, quando teria perdido o controle do carro e batido em uma árvore. O ator veio a óbito às 5h15.

 

Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Caio estava internado no centro de tratamento intensivo (CTI) e morreu vítima de complicações do acidente. O ator tinha passado por uma nova cirurgia na última segunda-feira (21/1).


Dois dias após o acidente, um grupo de atores se mobilizou para uma campanha de doação de sangue ao ator. Na terça-feira (22/1), Caio acordou com a febre mais baixa e os drenos dos pulmões foram retirados. E na noite de segunda-feira (21/1), passou por uma cirurgia na mão direita.

 

Histórico

 

O ator, de 42 anos, ganhou fama nacional após interpretar o aspirante 06 no filme Tropa de elite (2007). Na tevê, Junqueira trabalhou novelas bíblicas, como José do Egito, em 2013, e Milagres de Jesus, em 2014. Ambas pela emissora Record. Um dos últimos trabalhos do ator foi a série O mecanismo, na Netflix, em 2018. 

 

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(foto: Divulgação )
 

 

Caio começou a carreira ainda criança, aos 9 anos, no programa "Tamanho Família", na extinta TV Manchete, ao lado de nomes como Diogo Vilela e Zezé Polessa. Em 1988, estreou na Globo, no humorístico "Grupo Escolacho", com texto de Miguel Falabella, Luiz Carlos Góes e Leo Jaime, e redação final de Chico Anysio. 

 

Depois, fez participação em outras produções da emissora, como na novela "Barriga de Aluguel", em 1990, e nas minisséries "Engraçadinha", em 1995, "Hilda Furacão", em 98, e "Chiquinha Gonzaga", em 99. Foi no remake de "A Escrava Isaura", em 2004, que o ator destacou-se vivendo o personagem abolicionista Geraldo. Seu último trabalho na Globo foi na novela das 6 "Desejo Proibido", exibida entre 2007 e 2008. 

 

Em 2009, estreou na Record, na série "A Lei e o Crime". No canal, atuou ainda em produções como "Ribeirão do Tempo", em 2010, em que viveu seu primeiro protagonista. Em 2016, participou da série "1 Contra Todos", da Fox, e em 2018, fez Ricky na polêmica série "O Mecanismo", de José Padilha, disponível na Netflix. 

 

No cinema, o ator trabalhou em filmes consagrados, como "O Que É Isso, Companheiro?", em 97, e "Central do Brasil", em 98, mas foi em "Tropa de Elite", lançado em 2007 e dirigido por Padilha, que ganhou projeção com a grande repercussão conquistada pelo longa. No filme, ele interpreta o policial militar Neto Gouveia, jovem impulsivo que sonha em entrar no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). 

 

Ator talentoso e carismático, Caio Junqueira era filho do ator Fábio Junqueira e irmão do ator Jonas Torres. 

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