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Correio Braziliense

Após festa polêmica, Donata Meirelles pede demissão da Vogue Brasil

Socialite virou alvo de críticas nas redes sociais após o tema de sua festa de aniversário, em Salvador, ser considerado racista


postado em 13/02/2019 22:25

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
 
Após a polêmica envolvendo sua festa de 50 anos, em Salvador, a socialite Donata Meirelles pediu demissão da revista Vogue Brasil, onde trabalhava como diretora de estilo, nesta quarta-feira (13/2).

De acordo com o portal Uol, Donata teria enviado uma carta a amigos próximos para anunciar a decisão. "Com tristeza no coração, mas com a coragem e a cabeça erguida que sempre pautaram a minha vida, inicio um novo ciclo e peço demissão da Vogue Brasil, uma publicação que ajudei a construir", disse, no comunicado.

"Te amo Vogue, te amo desde jovenzinha. Conte comigo para que você continue fazendo a diferença no mercado editorial e de moda, defendendo e promovendo todas as belezas humanas, como eu continuarei a defender", acrescentou a socialite.

A celebração polêmica aconteceu na última sexta-feira (8/2). Diversas celebridades estiveram presentes na festividade, que ocorreu em Salvador. Elas posaram para fotos sentadas em cadeiras ao lado de mulheres negras. As postagens geraram repercussão negativa nas redes sociais. Os comentários criticavam a temática colonial, escravocrata e coronelista.

Donata chegou a usar o Instagram para se defender. "Ontem comemorei meus 50 anos em Salvador, cidade do meu marido e que tanto amo. Não era uma festa temática. Como era sexta-feira e a festa foi na Bahia, muitos convidados e o receptivo estavam de branco, como reza a tradição. Mas vale também esclarecer: nas fotos publicadas, a cadeira não era uma cadeira de Sinhá, e sim de candomblé, e as roupas não eram de mucama, mas trajes de baiana de festa.", legendou.
 
 

A Vogue também fez uma postagem onde disse lamentar "profundamente o ocorrido" e esperar que "o debate gerado sirva de aprendizado".  "Nós acreditamos em ações afirmativas e propositivas e também que a empatia é a melhor alternativa para a construção de uma sociedade mais justa, em que as desigualdades históricas do País sejam debatidas e enfrentadas", afirmou a publicação. 
 
 

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