Publicidade

Correio Braziliense

Velório de Bibi Ferreira no Theatro Municipal é aberto ao público

'No palco é o momento que não sou atingida por nada', dizia a artista. Pioneira do teatro brasileiro, Bibi Ferreira morreu, aos 96 anos, nessa quarta


postado em 14/02/2019 10:00 / atualizado em 14/02/2019 10:07

No Theatro Municipal, Bibi Ferreira foi diretora de dramartugia e apresentou-se várias vezes(foto: Divulgação/Biscoito Fino)
No Theatro Municipal, Bibi Ferreira foi diretora de dramartugia e apresentou-se várias vezes (foto: Divulgação/Biscoito Fino)

O velório da atriz, cantora, diretora e compositora Bibi Ferreira, de 96 anos, foi aberto, nesta sexta-feira (14/2), ao público às 10h e vai até às 15h, no foyer do Theatro Municipal, no Rio de Janeiro. Com mais de nove décadas dedicadas aos palcos, será em um dos principais do país que ela receberá as últimas homenagens. 

O corpo da artista será cremado no Memorial do Carmo, às 17h, em cerimônia reservada à família e aos amigos. Bibi Ferreira morreu, nessa quarta-feira (13/2), no começo da tarde em consequência de problemas cardíacos, enquanto dormia no seu apartamento, no Flamengo.

De acordo com a única filha, Tina Ferreira, a mãe aproveitou bem a vida e morreu tranquilamente. Ela contou que a mãe amanheceu ontem bem, mas reclamando de um “pouco de falta de ar”. Porém, quando os médicos chegaram, ela já havia morrido.

Ver galeria . 12 Fotos Studio Prime/Divulgação
(foto: Studio Prime/Divulgação )

 
“Ela fez o que ela queria, ela teve uma vida muito boa”, disse Tina Ferreira. “Ela sempre falou isso: ‘Eu vivo para o meu público e que fique nas lembranças deles [espectadores], o que eu pude dar, eu dei o meu melhor”, acrescentou.

Em seguida, Tina Ferreira lembrou-se da frase que a mãe gostava de repetir. “'No palco, é o momento que não sou atingida por nada. É o momento que eu me encontro com Deus.'”

No Theatro Municipal, Bibi Ferreira foi diretora de dramartugia e apresentou-se várias vezes. A primeira apresentação, aos 16 anos, com a peça João e Maria, baseada na ópera homônima, no papel da bruxa. Em 1951, já acumulava as funções de diretora e atriz na peça Diabinho de Saias, de N. Krasna, e em A Hipócrita, de Hagar Wilde e Dale Eunson, nessa última também como tradutora. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade