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Correio Braziliense

A Aruc tem aniversário celebrado pelo samba de Gilsinho da Portela

Gilsinho da Portela, expoente dos carnavais da Marquês de Sapucaí, traz apresentação na Aruc


postado em 20/10/2019 06:15 / atualizado em 18/10/2019 20:03

Gilsinho da Portela se apresenta hoje na Aruc(foto: Arquivo pessoal)
Gilsinho da Portela se apresenta hoje na Aruc (foto: Arquivo pessoal)

 

Filho de Jorge do Violão e afilhado de Casquinha, ex-integrantes da Velha Guarda da Portela; amigo do Mestre Monarco, presidente de honra da tradicional escola de samba de Madureira, Gilson da Conceição, o Gilsinho, integra a agremiação desde 1993; e, há três anos, se fixou como intérprete da azul e branco — função que já havia exercido em outras oportunidades — em desfiles no carnaval carioca na Marquês de Sapucaí.

Embora tenha esse pedigree portelense, como profissional do canto, tem emprestado o talento vocal para outras escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Fora do período da folia, ele costuma fazer shows pelo país, inclusive em Brasília, onde esteve por quatro vezes, sempre a convite da Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc), a afilhada da Portela e sede do consulado portelense na capital.

Com dois discos lançados, Gilsinho está de volta a esta instituição brasiliense, localizada no Cruzeiro Velho, como atração principal da festa comemorativa dos 58 anos, que ocorre neste domingo (20/10), a partir das 17h. Da celebração participam também do grupo Quinteto + 1, dos cantores Fabinho do Samba e Luciano Ibiapina, da Bateria Furiosa e da bateria, intérpretes, passistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira da Aruc. Durante o evento, vão ser coroadas a rainha da bateria (Anaalice Patrocínio), a madrinha da bateria (Gisele Araújo) e a musa da escola (Gelda Matos).

A Aruc foi fundada em 21 de outubro de 1961 por um grupo de funcionários públicos, transferidos do Rio de Janeiro para a nova capital. Nesses 59 anos de existência ganhou 31 títulos de campeã do carnaval de Brasília — é a única octa-campeão, com títulos conquistados entre 1986 e 1993. Afilhada da Portela, foi batizada em janeiro de 1962, por Natal da Portela, com a presença do compositor Candeia e da porta-baneira Vilma Nascimento. Pelo seu trabalho no samba, na cultura e no esporte, foi reconhecida como Patrimônio Imaterial do Distrito Federal, em 2009.

Três perguntas// Gilsinho



A Portela foi a primeira escola que o teve como intérprete?

Embora eu seja integrante da Portela desde 1993, estreei como intérprete de samba-enredo na escola paulistana Vai Vai, em 2001. Depois, passei pela Braroca Zona Sul (2004) e Vila Maria (2005), também em São Paulo. Na Portela, inicialmente, fiquei como intérprete entre 2006 e 2013. Em 2014 e 2015, estive na Villa Isabel; e voltei à Vai Vai em 2015. Desde 2016, estou fixo na Portela, embora tenha estado também na Vai Vai em 2015 e 2018.


Você interpretou samba-enredo também na Argentina?

Sim. Em 2012 e 2013, fui intérprete do samba da escola Sierras del Carnaval, em San Luis, na Argentina.


O que a Portela propõe para o carnaval de 2020?

Vamos fortes para para a Marquês de Sapucaí com um samba que enaltece a cultura indígena, Guajupiá, terra sem males, enredo idealizado pelos carnavalescos Renato e Márcia Lage, que conta a história dos primeiros habitantes do Rio de Janeiro.
 

Gilsinho da Portela

Show do intérprete da escola de samba carioca neste domingo (20/10), no encerramento da programação comemorativa dos 58 anos da Aruc, no Cruzeiro Velho. Antes, a partir das 17h, se apresentam cantores e grupos brasilienses, além da bateria e outros integrantes da agremiação brasiliense. Os ingressos, à venda no local, custam R$ 25 (em dinheiro) e R$ 30 (no cartão). Não recomendado para menores de 16 anos. 

 

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