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Correio Braziliense

Projeto que combate o racismo com doação de livros ganha automatização

Idealizado pela pesquisadora Winnie Bueno, o 'Tinder dos livros' agora tem perfil próprio


postado em 19/11/2019 13:11 / atualizado em 19/11/2019 13:11

Winnie Bueno utilizou o perfil no Twitter para criar projeto de doação de livros(foto: Arquivo Pessoal)
Winnie Bueno utilizou o perfil no Twitter para criar projeto de doação de livros (foto: Arquivo Pessoal)

Em entrevista ao Correio, em outubro deste ano, a idealizadora do projeto Tinder dos Livros, Winnie Bueno, revelou o desejo de automatizar a plataforma. Assim, em parceria com o Instituto Geledés e o Twitter Brasil, o trabalho que combate o racismo estrutural conectando pessoas negras que querem livros, com outras pessoas que podem doar, agora ganhou perfil próprio, automatizado, chamado @WinnieTeca.

 

A mudança facilitará tanto a logística para quem pede a obra, quanto para quem doa e para a própria idealizadora, já que antes os pedidos eram feitos em seu perfil pessoal. Agora, a solicitação é feita por meio do link: https://t.co/y3cNJxrTXU?amp=1, que abre uma caixa de mensagem, na qual o interessado responde com informações, como nome e sobrenome, título do livro, editora e endereço completo, com CEP. O sistema então vai buscar um doador que possa comprar o livro e o enviará para a casa do receptor, de forma gratuita.“Este é o Tinder dos livros 2.0. impulsionado”, diz a criadora, que também é doutoranda em sociologia e bacharel em direito.

 

Para doar, basta clicar no mesmo link, mostrar a disponibilidade em doar as obras e aguardar o contato. Quando necessário, receberá uma mensagem com os dados cadastrais do receptor e o nome do livro que ele deseja. 

 

É válido ressaltar que apenas pessoas negras podem receber os livros, mas qualquer um pode doar. “Eu penso que o projeto é uma ferramenta que auxilia nos processos de construção de autonomia da comunidade negra. Eu considero a leitura um instrumento de emancipação e acho que possibilitar o acesso mais democrático aos livros contribuí muito para o combate ao racismo”, explicou Winnie ao Correio.

 

*Estagiário sob a supervisão de Adriana Izel

 

 

 

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