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Correio Braziliense

Nicolas Behr participa de encontro literário no Instituto Cervantes

Nesta quinta-feira (19/11), o poeta será entrevistado pela professora María del Mar Paramos Cebey, da Universidade de Brasília (UnB), e lança o livro 'Naranja selecta'


postado em 19/11/2019 14:57 / atualizado em 19/11/2019 15:15

(foto: Celso Junior/Divulgação)
(foto: Celso Junior/Divulgação)
 
“Você não tem como fugir de si mesmo”, afirma o poeta, radicado brasiliense, Nicolas Behr. Doze anos depois de lançar seu primeiro livro por uma editora, o escritor revê o material de Laranja seleta em uma publicação bilíngue - Naranja selecta. A antologia, que reúne 30 anos dedicados à poesia, com um apanhado dos melhores poemas feitos entre 1977 e 2007, foi escolhida para ser lançada no Peru com apoio de um fundo da Biblioteca Nacional para divulgação de autores brasileiros no exterior. 

Nesta terça-feira (19/11), o poeta participa de um encontro literário, no Instituto Cervantes, acompanhado da professora María del Mar Paramos Cebey, do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (UnB). Na pauta: a criação poética de Behr, o papel de Brasília em sua obra, além do lançamento da antologia Naranja selecta, com leitura de poemas.

O livro não é dividido em capítulos, mas segue uma ordem quase cronológica. Os poemas passeiam pelas memórias da infância de Behr em Mato Grosso, pela crítica aos poderes, a questão ecológica, o amor e a cidade de Brasília, e finaliza com questões existenciais e a temática da morte. “É um bom apanhado”, comenta o poeta. Alfredo Ruiz e Roy Dávatoc foram os responsáveis por traduzir para o espanhol a escrita direta do brasileiro.

Assim como o tempo passou, ao rever os poemas escolhidos, alguns feitos na época da Geração do Mimeógrafo, o autor avalia que amadureceu. “Com leitura e muita prática. Fui ministrar oficinas de poesia e hoje tenho um embasamento teórico muito mais firme, mais presente”, detalha. Não que a teoria, agora, censure a criatividade do artista. “Pelo contrário, isso me dá mais segurança na escrita”, acrescenta Behr. 

O poeta segue rebelde e inquieto. Contudo, se tornou mais atento para não virar o que ele chama de “cover de mim mesmo”. “Você cria um estilo, vai naquela cadência, fazendo variações, mas tem que tomar muito cuidado com a repetição para não virar um plágio de si mesmo”, explica. 

Apesar da escrita ser um fazer solitário, Behr é um poeta que gosta do diálogo e do embate. A ideia do encontro literário no Instituto Cervantes é interagir e compartilhar com o público. “Cada artista tem a sua estratégia. Esse bate-papo me oxigena”, conta o autor. Trocar com os leitores as impressões da escrita é também uma forma de desmistificar a imagem do poeta e da poesia.   
 

Serviço 

Encontro literário com Nicolas Behr e lançamento do livro Naranja seleta
No Instituto Cervantes (Seps 707/907), das 19h às 21h. Entrada gratuita 

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