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Correio Braziliense

Mário Salimon faz show pelo projeto Jazz em cantos

Salimon toca no Noah Garden Bar


postado em 19/12/2019 06:30 / atualizado em 18/12/2019 19:15

(foto: Mario Salimon: show com canções antológicas do jazz no Noah Garden Bar)
(foto: Mario Salimon: show com canções antológicas do jazz no Noah Garden Bar)
Quando chegou a Brasília, em 1985, vindo de São José do Rio Preto (SP), Mário Salimon deixava claro o seu envolvimento com a música. Aqui, à época, ocorria o boom do rock, mas ele passou a largo do movimento que revelou para o Brasil bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rede e Detrito Federal. 

Embora não desgostasse daquele estilo, ao dar início à carreira musical, o jovem paulista tinha a atenção voltada para gêneros como funk, soul, reggae e jazz. Isso, em 1987, o levou a formar o grupo Fama, com o conterrâneo e guitarrista Edmilson Ferrari, o mineiro Dedé e os cariocas Gustavo Vasconcelos (bateria), Hélio Franco (percussão) e Dedé (mineiro). 

Salimon, que faz show nesta quinta (19/12), às 20h30, no Noah Garden Bar, pelo projeto Jazz em cantos, lembra que, naquele tempo, um dos palcos mais concorridos na capital era o do Bom Demais, misto de bar, restaurante e casa de shows, na 706 Norte. “As atrações do lugar eram Cássia Eller, Rubi e Adriano Faquini. Com trabalho autoral, o Fama se juntou a eles. Lá, fizemos várias apresentações”, conta. 

Inquieto, o cantor tomou parte de outros projetos, entre eles, os que deram origem a Another Blues Band, Cocina Del Diablo e Oficina Blues. Mas, entre todos, o de maior sucesso foi a BSB Disco Club. “Estava ao lado do Gustavo Vasconcelos na fundação da banda, da qual fui o primeiro vocalista. A BSB virou a queridinha do público brasiliense, ao cumprir seguidas temporadas no Gates' Pub, na 403 Sul”, recorda-se.

Quando decidiu seguir carreira solo, em 1997, começou a gravar um disco com um repertório de música experimental eletrônica que, por razões diversas, só foi finalizado 10 anos depois. O lançamento ocorreu em 2018, quando Salimon havia se radicado em Portugal. “Moro no Algarve onde tenho me dedicado à fotografia, mas estou sempre atento a shows de músicos e grupos de várias partes da Europa que se apresentam por lá. Em Portugal, conheci bons músicos de jazz”.

No retorno à Brasília, para breve estada, Salimon foi convidado para fazer uma apresentação pelo projeto Jazz em cantos no Noah Garden Bar. “Nesse show, em que vou cantar standards de jazz da obra de Cole Porter, Elton John e também Tom Jobim, além de algumas composições autorais, terei a meu lado no palco Oswaldo Amorim (baixo) e Eladio Oduber (piano), velhos companheiros de bandas nas décadas de 1970 e 1980, Misael Barros (bateria) e o trompetista Moisés Alves como convidado especial”.

Aqui, o cantor soube que o selo GRV vai lançar em 2020, pela série Raridades discos da Banda 69, Tonton Macoute e do Fama. Segundo o produtor Gustavo Vasconcellos, trata-se do primeiro voltado para a preservação de memória da música de Brasília, remasterizado e a ser lançado nos formatos digital e físico. Será um catálogo com três CDs dentro e mais hotsite. Entre as músicas do Fama estão Curva 88, Dance Floor e Cadernos do Terceiro Mundo.

 

Mário Salimon

 

Show do cantor e compositor e banda nesta quinta (19/12), às 20h30, no Noah Garden Bar (409 Sul, Bloco C, Loja 25. Ingresso: R$ 25. Não recomendado para menores de 18 anos. Informações: 99514-6271. 

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