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Correio Braziliense

Netflix lança a adaptação seriada de 'The Witcher' nesta sexta-feira

Saga criada nos anos 1990 por Andrzej Sapkowski virou sucesso dos videogames


postado em 19/12/2019 06:40

Henry Cavill dá vida ao protagonista Gerald da Rívia, que se tornou famoso em game(foto: Netflix/Divulgação)
Henry Cavill dá vida ao protagonista Gerald da Rívia, que se tornou famoso em game (foto: Netflix/Divulgação)
 
 
São Paulo — Bruxos, feiticeiras, elfos e criaturas mágicas e com poderes sobrenaturais invadem, a partir desta sexta-feira (20/12), o ambiente da Netflix. É que o serviço de streaming lança no catálogo a aguardada adaptação da fantasia The witcher, saga criada nos anos 1990 pelo polonês Andrzej Sapkowski e que ganhou o mundo anos mais tarde ao se tornar um jogo de videogame no formato de RPG, em que os jogadores assumem papéis dos personagens nas narrativas. A adaptação tem Henry Cavill na pele do bruxo e caçador de monstros Geralt da Rívia; Freya Allan interpretando a princesa misteriosa Cirilla; e Anya Chalotra dando vida à feiticeira Yennefer, os três protagonistas da história.

A versão seriada foi criada por Lauren Schmidt Hissrich a convite da própria Netflix. A produtora executiva havia trabalhado na produção e nos roteiros de outras séries, como Demolidor, The Umbrella Academy, Os Defensores, The west wing e Parenthood. “Li o livro, me apaixonei na hora e sabia que queria contar essa história”, revelou a criadora durante o painel dedicado à série na Comic Con Experience (CCXP), convenção de cultura pop que abre espaço para divulgação de conteúdos audiovisuais de estúdios, plataformas de streaming e emissoras de tevê.

Assim coube a Lauren apresentar o mundo fantasioso em que Geralt, Ciri e Yennefer acabam se tornando uma família depois de uma série de acontecimentos inesperados que os une. A adaptação vem em formato seriado com uma primeira temporada com oito episódios. Em The witcher, o espectador é apresentado primeiramente a Geralt, um solitário bruxo e caçador de monstros que vê a vida mudar quando aceita salvar a princesa Ciri, do reino de Cintra, que está sendo caçada e não sabe o motivo. Nesse caminho, ele se depara com a feiticeira Yennefer, com quem vive um romance conturbado, e o trio acaba se unindo para lutar e tentar entender esse momento volátil do mundo em que vivem.
 
A série tem o protagonismo feminino de Ciri(foto: Netflix/Divulgação)
A série tem o protagonismo feminino de Ciri (foto: Netflix/Divulgação)
 

“Ele quase nunca faz boas escolhas. Ele prefere a vida simples, mas o destino tinha outros planos para ele”, afirmou Henry Cavill, o protagonista da série na passagem pelo Brasil. E ainda acrescentou contando um pouco mais sobre o protagonista: “Ele basicamente pode fazer coisas mágicas. O poder secreto é sua capacidade de amar, o que é interessante, porque, geralmente, os bruxos são frios”. Sobre a relação com Yennefer, adiantou: “Eles querem evitar, mas o destino os une. Eles adoram se odiar e não conseguem se separar”.

Universo mágico


Como a produtora executiva, Henry Cavill se encantou com o papel por conta dos livros e, claro, dos famosos games, que ele também jogou. “Eu já era fã dos jogos, e depois li os livros”, admitiu o ator. Em The witcher, da Netflix, a história bebe da fonte tanto dos livros quanto dos jogos e, por isso, está ambientada em um mundo assolado pela guerra, em que as criaturas mágicas, como os bruxos, estão em extinção. Até por isso, Geralt é um personagem que é visto com maus olhos por muitos desse mundo. “Geralt não é um personagem simples. Ele é complexo. É uma pessoa bondosa, que criou um exterior muito duro. Ele tem tudo que um cavaleiro honrado tem, mas é visto como um vilão”, disse o ator.

Além de ser uma trama fantasiosa que apresenta a mágica e o sobrenatural, The witcher discute nas entrelinhas temas sociais, políticos e atuais. A começar pelo empoderamento feminino. Apesar de o grande nome da série ser de Henry Cavill por conta de Geralt da Rívia, ele divide o protagonismo com as personagens Ciri e Yennefer, tão relevantes quanto o bruxo para o desenrolar da trama. “Era importante para a gente que todos tivessem as mesmas dimensões (na história). O melhor jeito de mostrar Geralt era com essas mulheres, com essa família disfuncional que se cria”, acrescentou Lauren Schmidt Hissrich.
 
Criaturas com poderes sobrenaturais invadem, a partir desta sexta-feira (20/12), o ambiente da Netflix(foto: Netflix/Divulgação)
Criaturas com poderes sobrenaturais invadem, a partir desta sexta-feira (20/12), o ambiente da Netflix (foto: Netflix/Divulgação)
 

“Tanto no game, como na série, é tudo sobre respeitar as pessoas à sua volta. Já estou feliz se alguém assistir, para amar essas personagens femininas tão fortes”, admitiu Cavill. “Há monstros, música, sangue, sexo, mas também há dramas relacionáveis. Queremos que as pessoas vejam esses personagens e vejam neles”, explicou a produtora executiva. “É para entreter, mas mostrando também empatia. The witcher é sobre como lidar com as diferenças. Parece brega, eu sei, mas o mundo é grande o suficiente para todos nós”, completou Lauren, justificando que a série tem como mensagem principal outro tema bastante atual: a convivência mesmo com as diferenças.

A primeira menção a esse universo que tem Geralt da Rívia como protagonista foi em 1986, quando o escritor Andrzej Sapkowski inscreveu um conto em um concurso. A obra ficou em terceiro lugar, mas, em 1992, deu início a uma saga com oito livros: O último desejo (2011), A espada do destino (2012), O sangue dos elfos (2013) — mais popular das obras —, Tempo do desprezo (2014), Batismo de fogo (2015), A torre da andorinha (2016), A senhora do lago — Volumes 1 & 2 (2017) e Tempo de tempestade (2019). A primeira adaptação para o videogame foi em 2007. Mas a versão mais conhecida dos fãs de jogos é de 2015, com o lançamento de The Witcher 3: Wild hunt.


The witcher — Primeira temporada

Estreia sexta-feira (20/12), a partir das 5h, no catálogo da Netflix.


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