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Correio Braziliense

Temer confirma que não tolerará cartelização no setor de combustíveis

A suspeita do governo é de que os postos de combustíveis não estão repassando às bombas eventuais reduções do preço da gasolina nas refinarias


postado em 09/02/2018 08:46 / atualizado em 09/02/2018 09:32

Para Temer, a medida é necessária para impedir uma quase 'agressão' ao consumidor(foto: Alan Santos/PR)
Para Temer, a medida é necessária para impedir uma quase 'agressão' ao consumidor (foto: Alan Santos/PR)
 
 
O presidente Michel Temer confirmou que o governo federal não tolerará a prática de cartéis no setor de combustíveis. Em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira (9/2), ele garantiu que o governo vai colocar a Polícia Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar as práticas anticoncorrenciais no mercado. 

Para Temer, a medida é necessária para impedir uma quase 'agressão' ao consumidor. “A Petrobras decidiu fazer os aumentos ou as reduções (do valor da gasolina nas refinarias) de acordo com os preços internacionais. Hora tem aumento, hora tem redução. Quando tem aumento, as bombas registra aumento. Quando tem redução, não se registra. Daí, se vem um novo aumento e o preço se vem sobre o anteriormente cobrado. Não vamos permitir isso”, afirmou. 

A decisão já havia sido anunciada nessa quinta-feira (8/2) pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco. A suspeita do governo é de que os postos de combustíveis não estão repassando às bombas eventuais reduções do preço da gasolina nas refinarias. A volatilidade do custo do combustível se deve à nova política de preços da Petrobras, adotada em 3 de julho do ano passado.

O modelo de correção até então adotado é pautado de acordo com avaliações de todas as condições do mercado. Pesam nas análises questões como o câmbio e as cotações internacionais do barril do petróleo. Dessa forma, muitos desses ajustes ocorrem quase que diariamente, para cima ou para baixo.

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