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Correio Braziliense

Bolsonaro admite preocupação com preços da carne e dos combustíveis

Presidente frisou, no entanto, que não adotará medidas de congelamento ou tabelamento de preços


postado em 10/12/2019 12:19

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta turistas no Palácio da Alvorada (foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil )
Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta turistas no Palácio da Alvorada (foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil )
O presidente Jair Bolsonaro admitiu a preocupação com a alta do preço das carnes e dos combustíveis, mas frisa que não adotará medidas de congelamento ou tabelamento de preços. “Estamos em política de mercado”, avisou. Ele lembrou que, no ano passado, o país conviveu com alta de outros produtos também e considera normal a potencialização de notícias em cima da inflação sobre esses produtos. “É natural”, ponderou. 

 

Uma das causas para a alta da carne é causada por conta do aumento da exportação para mercados estrangeiros, sobretudo a China, que convive com uma epidemia da peste suína africana. A recente viagem à Ásia possibilitou ao governo brasileiro a abertura de mais plantas industriais produtoras de proteína animal para atender o mercado chinês. “Nós devemos abrir, estamos abrindo mercado com o mundo. O mundo vem comprar aqui, sobe (o preço)”, sustentou.

 

O presidente lembrou da live feita segunda-feira (9/12) em que o Ministério da Agricultura explica que o Brasil ainda produz, em média, um boi por hectare em locais onde não há produção com métodos mais avançados de elevação da produtividade. “De outra forma, com irrigação entre manejo, entre outros métodos, você consegue criar até quatro bois por hectare. Isso que foi mostrado ontem, que ela manda para o campo das associações estimulando o pessoal a criar gado nessas circunstâncias”, destacou. 

 

Provocação

O equilíbrio do preço da carne tende a demorar, mas a tendência da própria alta do custo do alimento tende a impulsionar mais a produção de gado em confinamento. O movimento, por consequência, pode ajustar a oferta e a demanda. “Agora, o Brasil está progredindo bem nessa questão. São 7 bilhões de habitantes, a gente cresce mais ou menos 60 milhões de habitantes por ano, hoje em dia tem que ter 7,5 milhões de toneladas de comida no mundo mais ou menos para o pessoal comer. De onde vem essa comida?”, indagou. 

 

Ao questionar e abrir uma pausa depois da declaração, Bolsonaro provocou a ex-presidente Dilma Rousseff. “(Vou) falar besteira aqui, mas uma mulher um tempo atrás disse que podia ensacar vento. Na linha dela, a gente não pode plantar na lua”, ironizou. O presidente comentou que, no bioma amazônico, menos de 3% é usado para cultivo de milho, soja e para pecuária. “E ninguém está pensando em devastar a Amazônia para criar boi não, fiquem tranquilos. Mas a pressão sobre a Amazônia, por que acontece? Tentando nos prejudicar, para que comércios de outros países, commodities de outros países sejam vendidos no mundo, e não o nosso. É a guerra da informação”, acusou. 

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