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Correio Braziliense

''É um colado ao outro'', diz Bolsonaro sobre valor de combustível e dólar

Presidente voltou a lamentar que redução de preços dos combustíveis nas refinarias não chega ao consumidor


postado em 18/02/2020 11:31 / atualizado em 18/02/2020 12:41

(foto: Marcos Corrêa/PR)
(foto: Marcos Corrêa/PR)
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta terça-feira (18/2), que o governo se preocupa igualmente com a alta do dólar e do preço da gasolina. Ele foi questionado, na saída do Palácio da Alvorada, sobre qual, dessas duas, seria a maior preocupação do governo.

 

"É um colado ao outro né. Se bem que a gasolina baixou 10% em janeiro na refinaria e na bomba não baixou nada. Sabem o que estou falando, não quero encrenca com ninguém, sabem o que estou falando. Mas é a verdade. E a verdade dói. Um tal de João 8:32 bagunçou a vida de muita gente no Brasil", disse, referindo-se ao versículo bíblico que usa como lema desde a campanha presidencial — "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

 

Na quinta-feira passada (13/2), Bolsonaro reconheceu que “está um pouquinho alto o dólar”. O presidente chegou a dizer ainda que, no caso dos combustíveis, fazia "papel de otário", já que a redução das refinarias não chega às bombas.

Desafio

O preço dos combustíveis gerou ainda uma desavença entre o presidente e governadores, após Bolsonaro dizer que zeraria os tributos federais caso os governadores abrissem mão do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A fala levou a uma reação dos governadores, que, reunidos em Brasília, chamaram o ministro da Economia, Paulo Guedes, para debater o tema. Guedes, então, admitiu que abrir mão dos impostos sobre os combustíveis não era viável nem para o governo federal nem para as administrações estaduais. 

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