O que você mais gosta em Brasília?

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postado em 21/04/2014 07:00 / atualizado em 18/04/2014 11:32

Parece estranho, mas pode ser difícil saber, assim de supetão, o que mais te agrada na cidade em que mora, ou frequenta diariamente. Pelo menos num primeiro momento foi o que alguns brasilienses de nascimento, e de coração, relataram. Observando o olhar perdido que todos expressaram ao serem abordados num dia comum no meio da semana, com um questionamento tão simples e direto, é notável que a correria da rotina nos impede de pensar mais profundamente sobre o que nos prende à capital. Afinal, você está aqui hoje, e deve ter um bom motivo para isso.

 

Foi o que aconteceu com dona Hilda Aparecida de Souza, de 69 anos, que demonstrou não ter mais tanto apreço por Brasília como antes. Com pressa para encontrar o marido no shopping, quando questionada sobre o que mais gostava na cidade, ela logo soltou “já gostei mais, muita violência”. Mas quando disse que deixou Poços de Caldas há 53 anos, e desde então mora na Asa Norte, retruquei sua resposta afirmando que certamente algo de bom a mantém aqui por tanto tempo. Foi quando Hilda refletiu melhor e disse que gosta de caminhar pelo Parque da Cidade, hoje mais raramente que antes, mas ainda frequenta o lugar com a família. “O que eu gosto é das pessoas, dessa mistura daqui, tenho uma loja de presentes, então lido com o público diariamente. Tem gente de todos os lugares”. No final da entrevista, quando percebeu que criou os dois filhos e hoje tem cinco netos como cidadãos da capital, ela admitiu, não para mim, mas para si mesma “é um lugar bom para se viver”.

Lorena Pacheco/Esp./CB/D.A Press


Com bem menos tempo de Brasília que dona Hilda, a arquiteta da informação Marina Guimarães, de 30 anos, está descobrindo a cidade agora. Há apenas oito meses ela também é moradora da Asa Norte, e afirma, com todas as letras e um orgulho digno de quem nasceu aqui, que desconhece uma cidade como a capital. “Sou de Itaúna, Minas Gerais, e estou apaixonada pelo verde da cidade. O que mais gosto mesmo são as sombras das árvores das entrequadras, onde sento, deito, leio. Nem Belo Horizonte, que é bem arborizada, chega aos pés. Aqui tenho mais qualidade de vida”. Sem carro, ela diz que gosta de andar de bicicleta por aí, em lugares como o Parque Olhos d’Água. Marina ainda deixa uma dica para que os brasilienses aproveitem mais o lugar: andar mais à pé pela cidade, “está errado quem diz que em Brasília só se anda de carro”.

Lorena Pacheco/Esp./CB/D.A Press


O engenheiro civil Jamil Rodrigues de Freitas, de 45 anos, concorda. Ele nasceu no Rio de Janeiro e trocou há 14 anos a cidade maravilhosa pela capital do Brasil. Nos primeiros dois anos foi difícil se adaptar, “aqui não tem praia, e o carioca é mais de rua, mais hospitaleiro. Em contrapartida, aqui tem mais segurança e trabalho. Um dia quero voltar ao Rio, porém a vida calma que Brasília me proporciona é sem igual”. Jamil considera também que a cidade não perdeu a essência de terra da oportunidade, como quando foi criada há 54 anos, “aqui ainda é um lugar próspero para quem tem conhecimento e especialização, quem vem pra cá consegue se estabelecer”.

Lorena Pacheco/Esp./CB/D.A Press


Trabalho é o que motiva Esequias Vieira Prado, de 44 anos, a ir ao centro de Brasília, no mínimo, de segunda a sábado. Ele é morador do Gama e trabalha como técnico de laboratório. Questionado se gostaria de mudar-se para o Plano e diminuir a distância entre o serviço e sua casa ele diz sem pestanejar que sim. “O que gosto daqui é a organização, tudo tem seu setor específico, rua das farmácias, setor hoteleiro, setor de clubes. E gosto especialmente da sinalização de trânsito nas ruas, onde moro é bem bagunçado nesse quesito”.

Lorena Pacheco/Esp./CB/D.A Press


Os mais jovens, como o publicitário Thiago Ramos, de 24 anos, buscam um lugar para se identificar na capital, um refúgio. Mesmo morando no Guará, ele diz que vai frequentemente para o Panteão da Liberdade, na Praça dos Três Poderes, para espairecer, já que nem todos sabem onde fica. “É lá perto do Pombal, tem uma cripta com um fogo que nunca apaga. Curto o sentido histórico do local, tem umas placas de granito, acho um espaço bonito”.

Há até quem ache que o clima seco e quente de Brasília é agradável. Aline Leal, de 27 anos, é uma dessas pessoas. “Moro há um ano e dois meses aqui e nunca tive problemas de saúde por conta do clima, acho ótimo esse sol vespertino de Brasília. Sou de Santa Catarina e não gosto de frio, sem falar que o cabelo fica horrível”, brinca a concurseira que veio tentar uma chance no serviço público de Brasília, na área de auditoria.

E você, o que mais gosta em Brasília? A pergunta é mais que pertinente em tempos de comemoração aos 54 anos da cidade. A resposta certamente te levará a dar mais valor ao lugar que escolheu para viver e a reconhecer a necessidade de redescobrir Brasília como um lar.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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marcio
marcio - 23 de Abril às 10:24
Difícil enumerar: natureza associada, o Céu, horizontes, crepúsculo/aurora indescritíveis, do Cerrado, espaços vazios, verde, passarinhada, topografia plana, do lago, arquitetura única servindo ao ser humano, organização, as faixas de pedestres respeitadas pelos motoristas, do clima/estações definids
 
marcio
marcio - 21 de Abril às 09:24
O que mais gosto em Brasília? O Céu inigualável; espaço vazio, verde, o clima marcando bem as estações, a arquitetura única, inovadora, os horizontes, por do sol de arrepiar, arborização, passarinhada, as entre-quadras, os edifícios baixos, as auroras, as travessias de pedestre com os carros parand.