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Correio Braziliense

Alunos de escolas públicas devem ter aulas pela TV e internet

Medida está prevista para começar em 5 de abril, quando termina o prazo de suspensão das aulas


postado em 30/03/2020 16:07 / atualizado em 30/03/2020 16:38

O prazo de suspensão das aulas pelo decreto do governador Ibaneis Rocha termina em 5 de abril. No entanto, diante do número crescente de casos do novo coronavírus no Distrito Federal, as atividades presenciais podem continuar suspensas. Nesse cenário, o GDF  planeja oferecer duas outras modalidades de ensino: aulas virtuais pela internet e videoaulas transmitidas pela televisão.
 
 
 
Na terça-feira (24), o Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF) aprovou uma medida que autoriza o ensino mediado por tecnologia nas escolas públicas e particulares da capital federal. Na rede pública, a metodologia será aplicada primeiro aos 80 mil estudantes do ensino médio.

As aulas virtuais serão viabilizadas por meio da plataforma Moodle, que poderá ser acessada pelo computador ou por aplicativo para celular. Para capacitar o corpo docente, a Secretaria de Educação oferecerá o curso “Escola em Rede Virtual do Distrito Federal”, com carga horária de 60 horas.

Em entrevista à Agência Brasília, o secretário de Educação, João Pedro Ferraz, afirmou que a pasta também está negociando com a TV Justiça a transmissão de aulas para alunos do ensino médio, pensando nos estudantes que não têm acesso à internet. Ainda segundo o secretário, não há previsão para a retomada das atividades escolares presencialmente.
 
Na tarde desta segunda-feira (30), a Secretaria  deve detalhar as medidas para o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF). No entanto, a diretora da entidade, Rosilene Corrêa, adianta que elas trazem preocupações. “Seja qual for a ferramenta, ela não atingirá 100% dos nossos alunos, pela falta de condições mesmo”, afirma.
 
Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF(foto: Deva Garcia / Divulgação)
Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF (foto: Deva Garcia / Divulgação)
 

“Temos um problema com a realidade socioeconômica e também intelectual das nossas famílias. É claro que isso não é regra, mas é uma realidade”, acrescenta. Ainda segundo a diretora do sindicato, as aulas virtuais são inviáveis para algumas modalidades de ensino, como a educação especial e infantil.
 
Opinião de estudantes
 
A medida gerou polêmica entre os alunos. Clarisse Soares, 15 anos, é estudante do Instituto Federal de Brasília (IFB), na unidade do Riacho Fundo, e está no 1° ano do ensino médio. Para ela, a preocupação é com o bem maior. “Eu tenho os recursos necessários, mas nem todo mundo tem acesso."
 
Sarah de Lacerda, 17, cursa o 3° ano do ensino médio no Centro de Ensino Médio 304 (CEM 304) de Samambaia Sul. Ela acredita que as aulas on-line não surtirão efeito. “Acho que não vai dar certo, é muito difícil as pessoas estudarem em casa."
 
Mas, quando questionada se prefere que o conteúdo seja transmitido pela TV Justiça ou Moodle, ela não exita. “Eu não sei nem qual canal é esse. Prefiro que seja on-line, assim é mais fácil, pode acessar na hora que quiser." 
 
*Estagiárias sob supervisão de Ana Sá  

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