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Correio Braziliense

É fake! Ameaça atribuída ao PCC não passa de notícia falsa

Segundo o governo de São Paulo, áudios e mensagens em circulação nas redes sociais são falsas e não deve ser repassadas pela população

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postado em 16/02/2019 16:40 / atualizado em 16/02/2019 17:03

Integrantes do PCC são transferidos para Brasília(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Integrantes do PCC são transferidos para Brasília (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

A transferência de 22 líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para presídios brasileiros, na quarta-feira (13/2), gerou insegurança no país. Cada estado cogitado para receber parte do grupo manifestou preocupação. No caso de Brasília, três integrantes da cúpula da organização criminosa deixaram Presidente Venceslau, em São Paulo, para ficar em celas da Penitenciária Federal, ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. Aproveitando a inquietação, alguns áudios e textos apócrifos passaram a circular nas redes sociais a partir de sexta-feira (15/2) com alertas à população, principalmente em São Paulo.

Um desses áudios tem como fonte a "capitão Luciana", que, com sotaque paulistano, avisa sobre possíveis ataques ligados ao PCC no fim de semana: "Reforcem a segurança de vocês, redobrem a cautela com os familiares. Não é hora de ir para boteco. (...) É hora de sossegar o facho e cuidar da família".
 
Esse e outro áudio são acompanhados da seguinte mensagem, supostamente encaminhada por integrantes do PCC:
 
(foto: Reprodução/ WhatsApp)
(foto: Reprodução/ WhatsApp)
 

Ainda na sexta-feira (15/2), às 19h50, a Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública emitiu nota tranquilizando a população sobre possíveis ataques da organização criminosa naquele estado. Confira na íntegra:

"Circulam pelas redes sociais e serviços de mensagens áudios e textos apócrifos sobre o cenário da segurança pública no Estado de São Paulo em função da transferência de presos do Sistema Penitenciário estadual para unidades federais.
As forças de segurança do Estado de São Paulo tem adotado todas as medidas preventivas para garantir a segurança da sociedade.
O sistema de Inteligência da polícia recomenda que não se compartilhe ou se dê credibilidade a mensagens de autorias desconhecidas cujo objetivo é gerar desinformação.
O enfrentamento contra o crime organizado é uma luta prioritária do Governo do Estado em parceria com o Governo Federal, que deve contar com a colaboração de toda população."

O Estadão Verifica também fez a checagem dos alertas e publicou uma frase do governador de São Paulo, João Doria, sobre a notícia falsa: "Quero deixar muito claro: fake news. Temos um monitoramento da Polícia Militar, da Polícia Civil. São notícias falsas. Ontem (quinta-feira, 14), no Conselho de Segurança Pública, esses áudios já tinham sido identificados por nós. São improcedentes. Não há nenhum movimento".

A insegurança trazida pelos alertas e pela mensagem supostamente atribuída ao PCC fez lembrar a onda de atentados ocorridos em 2006, quando Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC, foi transferido do presídio de Avaré para Presidente Venceslau. À época, ataques coordenados pelo grupo geraram pânico e deixaram 564 mortos.
 
 
Com colaboração de Rosana Hessel

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