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Gaza: Saiba os principais pontos do acordo de reconciliação palestina

Essa transferência do controle das fronteiras é vista como um grande teste desse acordo firmado em 12 de outubro, no Cairo

Gaza, Territórios palestinos - O movimento islamita Hamas cedeu à Autoridade Palestina, nesta quarta-feira (1;/11), o controle das fronteiras da Faixa de Gaza, no âmbito de um acordo de reconciliação assinado no mês passado para pôr fim a uma década de ruptura com seus rivais do Fatah.

Essa transferência do controle das fronteiras é vista como um grande teste desse acordo firmado em 12 de outubro, no Cairo. Confira abaixo seus principais pontos, assim como os tópicos deixados em aberto:

Principais pontos:
  • Dominada pelo Fatah e baseada na Cisjordânia ocupada, a Autoridade Palestina retomará até 1; de dezembro o controle total da Faixa de Gaza, de onde foi cassada em junho de 2007.
  • Todos os grandes movimentos palestinos, incluindo Fatah e Hamas, reuniram-se em novembro, no Cairo, para discussões em torno da formação de um governo de unidade nacional.
  • O problema dos milhares de funcionários empregados pelo Hamas será resolvido até fevereiro de 2018.
  • As medidas punitivas tomadas pela Autoridade Palestina contra o Hamas em Gaza, especialmente a redução dos pagamentos de energia elétrica, devem ser suspensas.

Pontos em suspenso:
  • O destino dos 25.000 homens do braço armado do Hamas - as Brigadas Ezzedin al-Qassam - ainda não foi abordado em nenhuma declaração pública. Israel garante que rejeitará qualquer acordo que não contenha a desmilitarização do Hamas, cujo desarmamento também é exigido pelos Estados Unidos. Israel já travou três guerras contra o Hamas desde 2008.
  • O reconhecimento de Israel também não foi mais mencionado. Dirigida por Mahmud Abbas, a Organização para Libertação da Palestina (OLP) reconheceu Israel, ao contrário do Hamas.

Esse último foi classificado como uma organização terrorista por Israel, EUA e União Europeia (UE). Diplomatas de países ocidentais garantem que não aceitarão um governo com membros do Hamas, se este último não reconhecer Israel.