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Correio Braziliense

'Pausa' humanitária não impede combates terrestres em Guta Oriental

Combatentes de uma facção rebelde islamista e as forças de Bashar Al-Assad continuavam com os confrontos terrestres na manhã desta quarta-feira (28/2)


postado em 28/02/2018 09:14

Desde o dia 18 de fevereiro, o reduto de Guta Oriental vem sofrendo constantes ataques do regime sírio, o que já causou a morte de mais de 500 civis(foto: Stringer/ AFP)
Desde o dia 18 de fevereiro, o reduto de Guta Oriental vem sofrendo constantes ataques do regime sírio, o que já causou a morte de mais de 500 civis (foto: Stringer/ AFP)
Beirute, Líbano - Os combates prosseguiam nesta quarta-feira (28/2) de manhã entre grupos rebeldes e forças leais ao governo sírio na periferia de Guta Oriental, uma região sitiada perto de Damasco, apesar do segundo dia da trégua humanitária prevista na Síria - informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Retomados de madrugada, os bombardeios aéreos do governo se arrefeceram pouco a pouco a partir das 9h (4h, horário de Brasília), a hora que marca o início da "pausa" humanitária de cinco horas decretada por Moscou, segundo o OSDH.

Graças a "bombardeios intensivos e aos combates à beira de Guta Oriental, as forças pró-regime conseguiram avançar no terreno, de maneira limitada, na altura das localidades de Hosh Al-Zawahira e Shifuniya", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Os confrontos terrestres entre combatentes do Yaish al-Islam, uma facção rebelde islamista, e as forças de Bashar Al-Assad continuavam, apesar de a "pausa" ter começado, acrescentou o diretor do OSDH.

Algumas localidades de Ghuta Oriental afastadas da linha de frente viveram uma noite tranquila. Em contrapartida, no início da manhã, a cidade de Duma - uma das mais importantes do enclave rebelde - voltou a ser bombardeada, de acordo com um correspondente da AFP e com o OSDH.

Segundo a imprensa russa, entre 9h e 14h locais, será aberto um "corredor humanitário", partindo da represa de Al-Rafidin, para permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação de moradores e feridos.

Desde 18 de fevereiro, 590 civis morreram nesse território e, desses, quase 25% eram crianças, de acordo com balanço o OSDH.

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