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Correio Braziliense

Rainha Elizabeth II, Papa e Trump lamentam ataques na Nova Zelândia

Ao menos 49 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas durante ataques a duas mesquitas na cidade de Christchurch


postado em 15/03/2019 09:15 / atualizado em 15/03/2019 09:45

(foto: John Stillwell/AFP)
(foto: John Stillwell/AFP)

 
Londres, Reino Unido - A rainha Elizabeth II da Inglaterra, que também é chefe de Estado da Nova Zelândia, se declarou "profundamente" triste com os ataques contra duas mesquitas que deixaram 49 mortos neste país.

"Eu fiquei profundamente triste com os terríveis acontecimentos em Christchurch hoje ... Neste momento trágico, meus pensamentos e orações estão com todos os neozelandeses", afirmou em um comunicado publicado em Londres. "O príncipe Philip e eu enviamos nossas condolências às famílias e amigos das pessoas que perderam a vida", completou.

O papa Francisco declarou estar muito triste pelos atos violência cometidos contra duas mesquitas na Nova Zelândia, expressando sua solidariedade para com a comunidade muçulmana do país.

"O Papa Francisco ficou muito triste ao tomar conhecimento dos feridos e das mortes causadas por atos de violência sem sentido contra duas mesquitas em Christchurch, e assegura a todos os neozelandeses, e em particular à comunidade muçulmana, sua sincera solidariedade neste momento", afirma um comunicado assinado pelo número dois do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin.

"Sua santidade reza pela recuperação dos feridos, o consolo daqueles que lamentam o desaparecimento de seus entes queridos e por todos os afetados por esta tragédia", acrescenta o texto.
 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou como um horrível massacre. "Minhas mais sinceras condolência e meus melhores desejos ao povo da Nova Zelândia após o horrível massacre nas mesquitas mesquitas. 49 inocentes morreram de modo tão sem sentido, com muitos mais gravemente feridos. Estados Unidos apoiam a Nova Zelândia em tudo que pudermos fazer", tuitou Trump. 

A porta-voz da presidência americana, Sarah Sanders, também condenou o "impiedoso ato de ódio" na cidade de Christchurch. 

Ao menos 49 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas durante ataques a duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, nesta sexta-feira (15/3). A polícia afirmou que mantém quatro pessoas sob custódia acusadas de envolvimento nas ações. 

As motivações do crime ainda não foram esclarecidas. As mesquitas atacadas são Masjid Al Noor, no centro da cidade, e Linwood, localizada a cerca de 5 km da primeira, segundo a polícia.

Ataque 'ao vivo'


O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, confirmou que entre os detidos há um cidadão australiano. Além disso, um homem que assumiu a autoria dos atentados escreveu um manifesto anti-imigração de 74 páginas na internet no qual explicava as suas motivações.
 
No manifesto, ele se identifica como um australiano de 28 anos branco e nacionalista. A publicação do suspeito incluía um link para o perfil no Facebook de um suposto atirador, no qual ele dizia que transmitiria o ataque ao vivo na rede social. 



A polícia afirmou ainda que não procura outros suspeitos. Um homem de cerca de 20 anos foi acusado de assassinato e se apresentará ao tribunal no sábado. 

As autoridades locais não informaram as identidades dos detidos. De acordo com a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, todos eles têm visão extremista, mas não eram vigiados pela polícia. Ela afirmou que o nível de ameaça à segurança nacional foi elevado para o segundo nível mais alto.

A polícia advertiu a população a evitar as mesquitas em todo o país. Um enorme cordão policial foi formado para isolar parte de Christchurch, cidade da Ilha do Sul da Nova Zelândia. Mike Bush afirmou que todas as escolas da cidade estão fechadas e a polícia pediu "às pessoas no centro que evitem permanecer nas ruas e informem qualquer comportamento suspeito".
 
Com informações da Agência Estado 

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