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Charges da esposa de Kim Jong-un irritam Coreia do Norte

Folhetos são enviados por dissidentes norte-coreanos que vivem no sul em balões para o norte

Agência France-Presse
postado em 30/06/2020 09:26
Esta foto tirada em 1 de maio de 2020 e divulgada pela Agência Central de Notícias da Coréia do Norte (KCNA) oficial da Coréia do Norte em 2 de maio de 2020 mostra o líder norte-coreano Kim Jong Un (2º E)A indignação de Pyongyang em Seul é alimentada por charges "sujas e ofensivas" contra a mulher do líder norte-coreano, Kim Jong-un - disse o embaixador russo na Coreia do Norte, Alexandre Matsegora, à agência de notícias pública TASS.

Nas últimas semanas, o regime norte-coreano multiplicou os ataques verbais a Seul, criticando, principalmente, a propaganda enviada por dissidentes norte-coreanos que vivem no sul. Folhetos são enviados por eles em balões para o norte.

Isso causou um crescente atrito, e a Coreia do Norte deu um passo adiante. Em meados de junho, destruiu o escritório de ligação aberto em setembro de 2018, ameaçando adotar retaliação militar. O local simbolizava a distensão na península.

As charges enviadas em 31 de maio constituem "uma forma particularmente repugnante de propaganda contra a esposa do líder norte-coreano, Kim Jong-un", Ri Sol-ju, o que provocou a "grave indignação" da Coreia do Norte, disse o embaixador russo à TASS.

Esses desenhos foram "a gota d;água" para Pyongyang, acrescentou.

As relações intercoreanas se deterioraram no ano passado, após o fracasso da segunda reunião entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em fevereiro de 2019, em Hanói.

Na mesma entrevista, Matsegora negou os rumores de que Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, seja uma potencial herdeira do regime desde que, há semana, tornou-se o pilar da estratégia norte-coreana de ruptura com o vizinho ao sul.

Apesar de sua "sólida experiência em política e política externa", Kim Yo-jong, nascida em 1988, é "muito jovem", e "não há razão para falar sobre isso", completou.

"Ninguém ousa se chamar ;número dois; naquele país. Existe apenas um ;número um; (...). Acho que se eu perguntasse à camarada Kim Yo-jong se ela se considera ;número dois;, ela responderia categoricamente que não". acrescentou o diplomata.

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