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Correio Braziliense

Associações repudiam agressões a jornalistas do Correio e de outro veículos

Agressões a jornalistas ocorreram após a decretação da prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sergio Moro


postado em 06/04/2018 13:25 / atualizado em 06/04/2018 13:28

 Carro do Jornal Correio Braziliense atacado por manifestantes da CUT(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Carro do Jornal Correio Braziliense atacado por manifestantes da CUT (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) e o Sindicato de Jornalista Profissionais do DF (SJPDF) informaram, em nota, que repudiam as agressões a jornalistas que ocorreram após a decretação da prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sergio Moro. 
 
pedido de prisão do ex-presidente Lula, expedido pelo juiz Sérgio Moro na noite dessa quinta-feira (5/4), provocou agressões a jornalistas que cobriam os desdobramentos do caso. Foram registrados incidentes em São Bernardo do Campo e em Brasília. 

"A violência contra profissionais da imprensa é inaceitável em qualquer contexto. Impedir jornalistas de exercer seu ofício é atentar contra a democracia. Os autores devem ser identificados e punidos pelas autoridades”, disse a Abraji.

Já a Abratel “considera esse tipo de ato inadmissível e se posiciona sempre a favor da liberdade imprensa e de expressão, sem deixar de defender também a manifestação popular, desde que pacífica e ordenada (...) Mais do que isso, a Abratel entende que o respeito mútuo é essencial na construção de uma nação equilibrada e justa”. 

O SJPDF considera “inadmissível que este tipo de agressão contra trabalhadores da imprensa continue a ocorrer no país, independentemente da corrente ideológica dos envolvidos. Jornalistas devem ser respeitados para garantir a democracia no país e não podem ser responsabilizados pelas críticas à linha editorial e à cobertura dos veículos em que trabalham. Eles são trabalhadores como quaisquer outros e, por isso, merecem respeito”.

“As opiniões dos veículos de imprensa não devem ser confundidas com a liberdade do exercício profissional. Não aceitaremos intimidação, seja de militantes, forças de segurança, políticos ou do Judiciário, independententemente da matriz ideológica. Sem liberdade de expressão, não há plena democracia!”, conclui a nota do SJPDF.

Casos de violência 

Um carro do jornal Correio Braziliense foi atingido em frente à sede da CUT, na capital federal, por pelo menos 30 manifestantes que avançaram em direção ao veículo em que estavam uma repórter, uma fotógrafa e o motorista. 

Um vidro foi quebrado enquanto os militantes gritavam ofensas ao jornal e à imprensa de modo geral. O caso foi registrado na Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado. 
 
Ver galeria . 5 Fotos CB/D.A Press
(foto: CB/D.A Press )


Em São Bernardo do Campo, onde Lula passou a noite no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a imprensa teve que sair da sala onde estava, no térreo, para o terceiro andar do edifício, depois de acuados por militantes que tentaram forçar a entrada na área destinada aos profissionais.

O fotógrafo do jornal O Estado de S. Paulo Nilton Fukuda foi atingido por ovos arremessados por um homem que vestia camiseta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na noite da quinta-feira.

No mesmo local, equipes do SBT e da Reuters foram ameaçadas e cercadas. "Vocês vão sair daqui para o bem de vocês", ouviu um cinegrafista do canal televisivo.
 
Com informações da Agência estado 

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