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Correio Braziliense

Candidato pelo PSC, Paulo Rabello ainda não tem vice, nem alianças

Ex-presidente do IBGE e do BNDES afirma que chegou a hora de apresentar os próprios planos para não terceirizar a execução de programas. Sem alianças, ele afirma que a coligação dele é com o povo. PSTU apresenta a chapa ao Planalto


postado em 21/07/2018 07:00 / atualizado em 21/07/2018 08:11

Em entrevista ao Correio, Paulo Rabello afirmou que está 'aborrecido' com a situação atual do país e não vai mais terceirizar planos de governo(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Em entrevista ao Correio, Paulo Rabello afirmou que está 'aborrecido' com a situação atual do país e não vai mais terceirizar planos de governo (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
 
O Partido Social Cristão (PSC) oficializou, ontem, a candidatura do economista Paulo Rabello de Castro à Presidência da República. O presidenciável discursou em um auditório para cerca de 50 pessoas no Hotel Kubitschek Plaza, em Brasília. Paulo Rabello tem 69 anos e é formado em economia pela Universidade Federal Fluminense, foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em entrevista ao Correio, Paulo Rabello afirmou que está “aborrecido” com a situação atual do país e não vai mais terceirizar planos de governo. “Desde a época de Tancredo Neves, tenho dado contribuições, às vezes planos de governo completos para vários candidatos, na esperança de dar certo, mas agora a bronca é comigo”, afirmou.

O presidenciável apresentou um plano de 20 metas para o seu governo, mas ainda não tem alianças partidárias: “A minha maior coligação é com o povo”, ressaltou. Paulo ainda não tem vice-candidato confirmado, mas deseja que seja uma mulher.  Segundo ele, as prioridades dentro do plano de metas serão avançar muito na infraestrutura do país e aperfeiçoar as instituições do governo. Para a educação, o candidato afirmou que pretende avançar na “educação fundamental em regime integral, reforço para todo o ensino técnico, e o programa que pretende trazer 1 milhão de jovens para o mercado de trabalho”.

Sobre as pautas da legalização do aborto e da maconha, o candidato afirmou que o diálogo com os seus adeptos será permanente. “Tenho completa adesão ao respeito à diversidade. O Estado brasileiro tem que defender a família tradicional, a Constituição já é justa com a causa do aborto, e, em relação à questão das drogas, eu acho que a legislação afastou da criminalização o mero usuário”.

Em relação ao financiamento da campanha, o candidato do PSC afirma que, “por enquanto, só tenho cuspe e sola, vai ser uma campanha franciscana”. Segundo ele, o partido dispõe de 35 milhões do fundo partidário, mas vai priorizar candidatos para integrar a bancada do Congresso.

Em São Paulo, o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) lançou, no Sindicato dos Metroviários, a chapa Vera e Hertz à Presidência. O PSol (Partido Socialismo e Liberdade) realiza hoje também em São Paulo a convenção para lançar a chapa Boulos e Sonia, apoiada pelo PCB.

* Estagiária sob supervisão de Leonardo Cavalcanti

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