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Correio Braziliense

Lula e Alckmin são um obstáculo na renovação política, diz Marina Silva

A ex-ministra credita a eles e a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) o 'extremismo' político que pode ser uma grande ameaça à democracia brasileira


postado em 06/08/2018 12:04

Marina terá apenas 21 segundos de propaganda no rádio e na tevê(foto: Sérgio Lima/AFP)
Marina terá apenas 21 segundos de propaganda no rádio e na tevê (foto: Sérgio Lima/AFP)

 
A candidata à Presidência Marina Silva (Rede) disse, nesta segunda-feira (6/8), que as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são um obstáculo para a renovação política. A ex-ministra credita a elas e à campanha de Jair Bolsonaro (PSL), o “extremismo” político que pode ser uma grande ameaça à democracia brasileira. 

“É uma situação extrema desrespeitar direitos humanos, não reconhecer que tivemos graves problemas de corrupção e é necessário que seja prevenida, punida e que sobretudo seja promovida a gestão pública ética. Não reconhecer erros cometidos e achar que a população deva negar a realidade que vivemos é extremo”, pontuou Marina.

No domingo, todos os partidos tiveram que homologar a chapa presidencial ao pleito junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Próximo ao fim do prazo, o PT homologou Lula como candidato e Fernando Haddad como vice. Para Marina, a tentativa de manter o petista, que está preso desde abril, como cabeça de chapa e fazer um acordo com o PCdoB para manter Manuela D'Ávila como plano B e desistir de concorrer ao pleito, reforçará a polarização das grandes legendas nas eleições.

Com as coligações formadas, já é possível prever o tempo de televisão de cada candidato. Enquanto Geraldo Alckmin e a vice Ana Amélia (PP) reunirão o melhor tempo, com 5 minutos e 32 segundos, Marina terá apenas 21 segundos. Alckmin é o candidato que mais conseguiu firmar alianças com outros partidos - estão com ele PP, PR, PTB, PPS, DEM e PRB, PSD e Solidariedade. Enquanto o PT fez acordo com o PSB e o PCdoB e ocupa o lugar de segundo melhor tempo - 2 minutos e 8 segundos. 

Com a coligação pequena, formada apenas com a Rede e o PV, do vice Eduardo Jorge (PV), Marina alega que não será um problema  manter a governabilidade, se eleita. Inclusive afirma que as coalizões feitas por Dilma Rousseff (PT) com o atual presidente Michel Temer (MDB), duas das maiores siglas do país, foram as responsáveis por deixar o país na recessão na qual se encontra.

“Os extremos políticos como PT, MDB e PSDB tratam a sociedade como se fosse um “simples detalhe” e é ela que está fadada a escolher um ou outro. Mas dessa vez temos uma diferença: as pessoas já sabem a verdade. Espero que elas a utilizem para dar férias a aqueles que levaram o Brasil à situação na qual se encontra.”

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