Publicidade

Correio Braziliense

Meirelles defende livre mercado e rejeita tabelamento de frete

Para Meirelles, é necessária a criação de um fundo soberano de estabilização dos combustíveis


postado em 29/08/2018 15:34

O candidato participou de sabatina organizada pela CNA(foto: Nelson Almeida / AFP)
O candidato participou de sabatina organizada pela CNA (foto: Nelson Almeida / AFP)

O candidato do MDB, Henrique Meirelles, foi o segundo presidenciável na sabatina organizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a se posicionar contrariamente à Medida Provisória (MP) que instituiu a tabela mínima de frete para os caminhoneiros. Nesta quarta-feira (29/8), o emedebista se disse favorável ao livre mercado e contra qualquer tabelamento.

A decisão em estabelecer uma tabela mínima para o preço do frete foi uma medida adotada pelo governo para pôr fim à paralisação dos caminhoneiros, iniciada em maio. O emedebista ressaltou que, à época, não era mais ministro e admite que algo precisava ser feito para desmobilizar a categoria. Mas declarou ser contrário à medida. “Qualquer tabelamento nunca funcionou no Brasil e já tivemos muitos. Cruzado, Plano Verão, Plano Bresser. Dilma tabelou gasolina e nunca deu certo. Não dá certo no Egito, na Venezuela, em lugar nenhum. E não vai dar certo no Brasil”, disse.

O emedebista mostrou posicionamento semelhante ao apresentado pelo candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, em criar um colchão tributário para proteger o mercado de oscilações do preço do barril de petróleo. A ideia dele é instituir um fundo soberano de estabilização dos combustíveis. “O que tem que haver: um sistema automático na tributação de maneira que, quando o preço do barril de petróleo cair muito, pode ter certo aumento de tributação. E, quando subir (o barril), diminui a tributação. E isso seria bancado por um fundo que se capitaliza”, explicou. 

A prática, segundo Meirelles, é comum nos próprios países produtores de petróleo. No Chile, grande produtor de cobre, também se criou um fundo soberano. “É um fundo de estabilização do orçamento do governo devido à flutuação do preço de commodities. Aqui, podemos usar o mesmo conceito para garantir maior estabilidade de preço na bomba (dos combustíveis) e liberar exatamente para que o mercado funcione livremente. E fazer uma outra coisa. Que é uma maior competição no setor de refino e distribuição de petróleo”, destacou. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade