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Correio Braziliense

Entenda o que é Vostok 2018, citado por Cabo Daciolo durante debate

Além do alerta, o candidato voltou a profetizar e partiu para cima dos adversários


postado em 01/10/2018 08:22 / atualizado em 01/10/2018 08:31

Daciolo disse mais uma vez que sua missão era alertar a nação brasileira (foto: Reprodução / Mladen Antonov/ AFP )
Daciolo disse mais uma vez que sua missão era alertar a nação brasileira (foto: Reprodução / Mladen Antonov/ AFP )

O candidato do Patriota Cabo Daciolo roubou a cena, mais uma vez, no penúltimo debate entre os presidenciáveis na Rede Record. Depois da Ursal, “alertou” a nação brasileira pra uma possível guerra mundial que estaria para ocorrer, a Vostok 2018. Segundo ele, o PIB global chegou a um teto e, por isso, vão tentar "matar uma massa". “Mas Deus está nos levantando para proteger a nação".
 
A expressão usada pelo candidato Cabo Daciolo, Vostok 2018, foi uma manobra militar do Exército russo no início de setembro em várias regiões na divisa da Rússia com Mongólia. O exercício militar envolveu unidades do Exército, da Força Aérea e da Marinha russa. 
 
Outros países da região, como a China e a Mongólia, foram convidados para participar do exercício, assim como a Turquia, integrante da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). 
 
 

Apesar de as informações serem extraoficiais, estima-se que as manobras militares de Vostok foram as maiores das últimas décadas e envolveram cerca de 300 mil militares e mais de mil aeronaves de guerra. 

O exercício aconteceu em momento de forte tensão entre governantes chineses e russos com os norte-americanos, que travam uma batalha comercial com os países, aumentando tarifas de produtos importados para tentar turbinar suas indústrias locais.

A exemplo do que ocoreu com a Ursal, logo após a fala de Daciolo, o termo Vostok 2018 se tornou um dos assuntos mais procurados no Google. 

A diferença é que o primeiro termo foi uma invenção da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa, como uma ironia para criticar um encontro do Foro de São Paulo. Já Vostok não foi uma fantasia, mas Daciolo exagerou ao citar o termo para falar de uma guerra que estaria em andamento e afetaria o mundo inteiro.  

Profecias e bate-bola 

 
Mantendo o estilo de profetizar e soltar grandes pérolas, Daciolo se apresentou um pouco mais enfático do que em outras ocasiões. Acusou PT e MDB de “massacrar a população” e os demais candidatos de “bater bola” contra o candidato ausente Jair Bolsonaro (PSL). 

Cabo Daciolo abriu o debate com seu tradicional “Glória a Deus” e perguntando a Fernando Haddad (PT) quem era o presidente Lula para ele. Após o petista elogiar o padrinho político, Daciolo disse para o candidato do PT: “O Lula é um líder, o senhor tem que aprender muito para ser um líder”, disse. 

O candidato do Patriota também denunciou a “farsa” da eleição. Segundo ele, os candidatos estavam todos batendo bola para atacar Bolsonaro. “Os senhores são tudo amiguinhos jogando vôlei, um toca a bola e o outro corta. Também discordo do Bolsonaro em muita coisa, mas os senhores do PT estão há 13 anos no poder massacrando o povo”, afirmou. 

Ao ser perguntado por Marina Silva sobre sua proposta para recuperar os empregos, Daciolo aproveitou para “identificar os culpados” pelo desemprego, que disse serem Henrique Meirelles e Haddad. Segundo o cabo, os partidos investiram fora do país para dar trabalho a pessoas de outra nação e ajudar o comunismo. 

Óleo de peroba para a glória do Senhor


Daciolo disse que a arma do cristão é a palavra de Deus e que não fala de religião, mas de amor. O candidato acusou os adversários de ter "cara de pau" por disputar a cadeira presidencial. “Da próxima vez vou trazer um óleo de peroba para honra e glória do Senhor Jesus”, disse. 

Daciolo disse que vai adorar o senhor sete dias e depois encaminhar os brasileiros para o mercado de trabalho. 

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