Publicidade

Correio Braziliense

'Nenhum direito adquirido vai ser violado', afirma Damares Alves

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos também disse que sua pasta não vai se envolver nas discussões sobre aborto


postado em 04/01/2019 00:12 / atualizado em 04/01/2019 11:42

(foto: Sérgio Lima/AFP)
(foto: Sérgio Lima/AFP)
 
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou na noite desta quinta-feira (3/1), em entrevista à GloboNews, que "nenhum direito adquirido vai ser violado" pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. 

Nessa quarta-feira, uma Medida Provisória assinada pelo presidente — apesar de mencionar várias minorias — não citava explicitamente a comunidade LGBT entre os grupos que seriam atendidos pela pasta dos Direitos Humanos. Damares ressaltou que essa população seria atendida por uma diretoria subordinada à Secretaria de Proteção Global, nos moldes do que acontecia no governo Temer. 

A ministra também se pronunciou novamente à respeito da declaração, dada logo após a cerimônia de transmissão de cargo, nessa quarta-feira, de que o Brasil vivia uma "nova ordem", onde "menino veste azul e menina veste rosa". Mais uma vez ela afirmou estar usando uma metáfora e disse querer combater a ideologia de gênero, que, segundo ela, estaria sendo "imposta nas escolas". Damares reconheceu, porém, que, com a declaração, estaria ela mesmo também defendendo uma ideologia: "Temos uma ideologia que é a ideologia da proteção da família. Mas nós não estamos impondo. Se o papai e a mamãe quiserem vestir de colorido, vista".

Damares fala sobre o estatuto do nascituro

Outro ponto polêmico comentado por Damares na entrevista foi o aborto. A ministra, já chegou a defender que as mulheres que desejam ter filhos após serem estupradas recebam um auxílio do Estado, disse que sua pasta não vai se envolver com o estatuto do nascituro — pauta em tramitação no Congresso, que dispõe sobre o aborto. "Não vamos apresentar nenhuma proposta em relação ao aborto. O governo Bolsonaro não vai se envolver. É uma discussão do Congresso. Nosso Ministério vai obeceder o que está na lei", pontou.

Ainda na entrevista, a ministra se disse a favor das cotas raciais e sociais, defendeu a educação como forma de combater a violência contra a mulher e a discriminação contra homossexuais, afirmou que sua pasta dará atenção a todas as pessoas — incluindo índios e encarcerados — e garantiu que sua religião não vai interferir na gestão do Ministério: "O Estado é laico e nós vamos respeitar a laicidade do Estado"




Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade