Publicidade

Correio Braziliense

MPF reforçará luta contra a corrupção e poderá acionar o Congresso, diz Raquel

A procuradora-geral da República ainda disse que lavagem de dinheiro, crime organizado e corrupção são prioridades do MPF


postado em 15/03/2019 18:50 / atualizado em 15/03/2019 18:51

Raquel Dodge, procuradora-geral da República(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Raquel Dodge, procuradora-geral da República (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que o Ministério Público Federal "seguirá firme para prevenir e combater a corrupção no País". A declaração foi feita logo após a sessão desta quinta-feira, 14, do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs pesado revés à Lava-Jato. Prevaleceu o entendimento dos ministros de que cabe à Justiça Eleitoral processar e julgar casos em que há indícios da prática tanto de crimes eleitorais quanto comuns.

As informações sobre as declarações de Raquel foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

A tese defendida pela procuradora-geral no julgamento foi a de que deveria haver uma cisão entre os casos, "em respeito à competência criminal da Justiça Federal discriminada no artigo 109, inciso IV da Constituição".

Seis ministros votaram pela prevalência da competência da Justiça Eleitoral - pelo critério da conexão - e cinco acataram os argumentos do Ministério Público Federal.

Ao analisar o resultado, Raquel afirmou que "a instituição respeitará a decisão, mas também reforçará estratégias para combater a corrupção utilizando novos instrumentos jurídicos podendo, inclusive acionar o Poder Legislativo, se este for considerado o melhor caminho para enfrentar o problema".

"Corrupção, lavagem de dinheiro e crime organizado são prioridades no Ministério Público Federal", declarou a procuradora.

"As verbas públicas são extremamente importantes. Devem ser intocáveis por corruptos. Se desviadas, causam danos imensos. Devem ser devolvidas aos cofres públicos. Os infratores devem ser punidos", afirmou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade