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Correio Braziliense

Francischini não destiste de votar a Previdência na CCJ esta semana

O presidente da CCJ na Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), diz que conseguiu reduzir o tempo de debate e tenta iniciar votação do parecer ainda nesta terça-feira


postado em 16/04/2019 13:32 / atualizado em 16/04/2019 13:48

(foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)
(foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)
Apesar do acordo firmado na segunda-feira (15/4) para que a votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ocorresse apenas depois da Páscoa, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), negocia, nesta terça-feira (16/4), com as bancadas, a votação do parecer antes do feriado. 

O objetivo do presidente é dar início à votação ainda nesta terça, ao contrário do acordado com os coordenadores de bancada e o líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Francischini, que pediu para que os deputados diminuíssem seus tempos de fala, inclusive, começou o mapeamento de votos na sessão.  

Francischini diz que conseguiu diminuir em 70% o tempo de parlamentares pró-reforma, mas não negociou com a oposição. Ele afirmou que deixará os deputados contrários ao projeto discursarem e, de acordo com a estimativa dele, o tempo de debate seria de oito horas. 

Depois do período de debate, seriam analisados os requerimentos protocolados na comissão e, depois disso, daria início à votação."Quero que seja hoje à noite. Mas vai depender do plenário", ponderou. 

Maia pede pressa

Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pressionou o deputado para colocar o projeto em votação antes do feriado de Páscoa. Ele disse que, se fosse o presidente da comissão, as discussões entrariam madrugada a dentro. “Minha opinião é que CCJ tinha de ir madrugada toda para votar amanhã”, afirmou. “Não acho razoável deixar de votar amanhã. O debate do mérito deve começar na próxima semana”, acrescentou.

Segundo o acordo firmado ontem, todos os inscritos poderiam discursar na sessão. Maia, contudo, criticou a decisão dos líderes e do Major Vitor Hugo. Antes do início da discussão, tinham mais de 100 parlamentares na fila para falar. "Não faz sentindo. Acordo razoável era que 30 ou 40 pudessem falar. Um acordo para todos falarem é algo que inviabiliza”, destacou. 

Maia afirmou ainda que se reuniria com lideranças partidárias ainda nesta terça para conversar e pedir que o debate na comissão se estenda e que a votação do relatório do delegado Marcelo Freitas (PSL-MG) ocorra na quarta-feira (17/4). Ele disse que, se for preciso, não abrirá votação no Plenário da Casa.  Segundo o regimento interno, sempre que o presidente da Câmara abre a ordem do dia, as comissões devem ser encerradas.

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