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Correio Braziliense

'Vamos acabar com o cocô do Brasil'', diz Bolsonaro sobre comunistas

Presidente disse que ''cocô é essa raça de corruptos e comunistas''. ''Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil'', acrescentou


postado em 14/08/2019 14:07 / atualizado em 14/08/2019 16:01

(foto: Marcos Correa/PR)
(foto: Marcos Correa/PR)
Em visita ao Piauí, onde foi participar da inauguração de uma escola que leva o seu nome, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em discurso para apoiadores, nesta quarta-feira, que vai "acabar com o cocô do Brasil", explicando em seguida, que, para ele, "cocô é essa raça de corruptos e comunistas".

Na mensagem, o presidente também se referiu às eleições de 2022. "Vamos acabar com o cocô do Brasil. O cocô é essa raça de corruptos e comunistas", disse, sendo interrompido nessa hora por gritos de "mito, mito, mito".

"Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil. Já que na Venezuela está bom, vou mandar essa cambada para lá. Quem quiser ir um pouco mais para o norte, vai até Cuba. Lá deve ser muito bom também", completou, sob aplausos e gritos de apoio (veja a íntegra do discurso abaixo). No discurso, Bolsonaro abordou outros temas, como o porte de arma, as eleições na Argentina e o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
 

Colégio militar

Bolsonaro viajou ao estado para participar da cerimônia de inauguração de uma escola que leva seu nome. Localizado em Parnaíba, a 335km de Teresina, o colégio é mantido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e tem gestão militar — dirigido pelo coronel da reserva de Brasília, Eliezer Francisco Marques Santos. A escola foi batizada de Jair Messias Bolsonaro. 

Escolas mantidas pelo Estado, como qualquer bem público, não podem receber nome de pessoas vivas. No entanto, o novo colégio é mantido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), o que torna legal esse tipo de homenagem.

A instituição mantenedora integra o Sistema S, conjunto de nove instituições dedicadas, principalmente, ao ensino profissionalizante. Boa parte da renda que mantém as entidades vem de empresas, mas há também recursos proveninetes do governo. Ano passado, a arrecadação chegou a R$ 16,5 bilhões.

 

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