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Correio Braziliense

Ex-executivo tentou impedir acesso ao sistema de propina da Odebrecht

Maurício Ferro foi preso pela Polícia Federal sob acusação de tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato


postado em 21/08/2019 09:58 / atualizado em 21/08/2019 09:59

(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)
O ex-executivo da Odebrecht Maurício Ferro, preso, nesta quarta-feira (21/8), pela Polícia Federal durante as ações da 63ª fase da Lava-Jato, tentou impedir o acesso das autoridades ao sistema de pagamento de propinas da Odebrecht, de acordo com informações do Ministério Público Federal (MPF). Ferro é alvo de um mandado de prisão por ter tentado atrapalhar as investigações

Genro de Emílio Odebrecht, Maurício Ferro é apontado pelo ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, como alguém que participava ativamente dos esquemas de pagamento de propina para políticos. De acordo com o Ministério Público, no aprofundamento das investigações, foi identificado que Ferro “teria atuado para impedir o acesso do MPF às bases de dados do sistema “My Web Day”, que era empregado pelos agentes ligados às diversas empresas do grupo Odebrecht para pagamento de propina”.

Além dele, o advogado Nilton Serson também é alvo de um mandado de prisão. Bernardo Gradin, ex-presidente da Brasken, é alvo de buscas. Esta fase da operação, batizada de apura o crime de corrupção e lavagem de dinheiro durante a edição das medidas provisórias (MPs) 470 e 472, de 2009, que concederam o direito de pagamento dos débitos fiscais do imposto sobre produtos industrializados (IPI) com a utilização de prejuízos fiscais de exercícios anteriores.

A PF investiga o suposto pagamento periódico de propina aos ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega. A propina para a edição das MPs pode ter chegado a R$ 50 milhões.

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