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Correio Braziliense

Juiz nega prisão, mas determina que Mantega use tornozeleira eletrônica

Ex-ministro é suspeito de receber pagamentos periódicos de propina por parte da Odebrecht


postado em 21/08/2019 13:39

Ex-ministro Guido Mantega(foto: Marcelo Casal/JBR)
Ex-ministro Guido Mantega (foto: Marcelo Casal/JBR)

O juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega use tornozeleira eletrônica. A determinação ocorreu na mesma decisão que autorizou o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na 63ª fase da operação Lava-Jato. O magistrado aplicou também outras medidas alternativas à prisão, como a proibição para que o ex-ministro deixe o país ou movimente contas no exterior.

A operação investiga quem foram os beneficiados com propina de R$ 118 milhões repassados pela Braskem, por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, entre 2005 e 2013.  Mantega deve comparecer em até três dias à Justiça para colocar o equipamento.

Esta fase da Lava-Jato, batizada de Carbonara Chimica, apura o crime de corrupção e lavagem de dinheiro durante a edição das medidas provisórias (MPs) 470 e 472, de 2009, que concederam o direito de pagamento dos débitos fiscais do imposto sobre produtos industrializados (IPI) com a utilização de prejuízos fiscais de exercícios anteriores.

Chaves criptográficas

Durante as ações de busca, a PF encontrou duas chaves criptográfica (tokens) que podem dar acesso ao Drousys, um dos sistemas utilizados para gerir a propina da Odebrecht, e que até agora não havia sido acessado na íntegra. É possível que por meio das informações deste sistema, sejam identificados novos nomes de quem recebeu os recursos ilegais.

O delegado Thiago Giavarotti, coordenador da operação desta fase da operação, pelo menos duas pastas com dados podem ser acessadas com as chaves encontradas. “Podemos talvez ter acesso a esse arquivo nos quais pode haver detalhamento de pagamento mais recentes e informações que podem resultar em mais investigações e ações penais”, disse.

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