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Correio Braziliense

Bolsonaro autoriza o uso das Forças Armadas para combater queimadas

Serão enviadas tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Pelo decreto, elas estarão autorizadas a atuar na região Amazônica de 24 de agosto a 24 de setembro


postado em 23/08/2019 18:33 / atualizado em 23/08/2019 18:43

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

O presidente Jair Bolsonaro assinou, no início da noite desta sexta-feira (23/8), o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que autorizará o reforço das Forças Armadas em terras indígenas e em unidades de conservação ambiental na região de Roraima. Outros governadores da região Norte concordaram com o envio de tropas para combater as queimadas em toda a extensão da Amazônia Legal, mas ainda não formalizaram solicitação de GLO. 

(foto: Reprodução/Diário Oficial da União)
(foto: Reprodução/Diário Oficial da União)
Serão enviadas tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Pelo decreto, elas estarão autorizadas a atuar na região Amazônica de 24 de agosto a 24 de setembro “nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas dos estados da Amazônia Legal que requererem”: ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais; e levantamento e combate a focos de incêndio. 

O decreto estipula que o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, definirá a “alocação dos meios disponíveis e dos comandos que serão responsáveis pela operação”. O uso das Forças Armadas ocorrerá em articulação com os órgãos de segurança pública estaduais, “sob a coordenação dos Comandos” e “as entidades públicas de proteção ambiental.”

Primeiro governador da região Norte a formalizar o pedido de GLO, Antônio Denarium (PSL), de Roraima, admite as limitações de, sozinho, conter o incêndio na região do estado. “Os estados da região amazônica não tem condições hoje só de fazer combate a incêndios florestais. Por isso solicitamos ajuda do governo para que, em parceria com o Estado, nosso Corpo Bombeiros, o militar e civil, fazer combate dos incêndios na região norte”, explicou.

Trabalho ordenado


O governador minimizou, no entanto, o potencial de queimadas na região. Frisou que os incêndios que acometeram a região “não são os maiores da nossa história”. “Em anos anteriores sempre foram maiores, inclusive. O que precisamos é de um trabalho ordenado para resolver esse problema”, afirmou. Sobre o número de militares que serão disponibilizados ainda não está definido. 

“Existe um consenso de que precisamos fazer parceria com governo federal. Conversei com diversos governadores da Amazônia e todos estão dispostos a aderir a GLO. Inclusive, ficou definida uma reunião com Bolsonaro e todos os governadores da Amazônia Legal e o ministro do Meio Ambiente na próxima terça-feira (27), às 16hrs”, concluiu Denarium.

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