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Correio Braziliense

Bolsonaro jantará com Trump após Assembleia da ONU

Presidente diz que tem mantido conversas 'sobre os mais variados assuntos' com o líder dos EUA


postado em 20/09/2019 20:09 / atualizado em 20/09/2019 20:33

(foto: Evaristo Sa/AFP)
(foto: Evaristo Sa/AFP)
Na entrada para o Palácio do Alvorada na noite desta sexta-feira (20/9), após sancionar a MP da liberdade econômica no Planalto, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que se encontrará com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, em um jantar, depois de participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na semana que vem.

Bolsonaro diz que tem mantido conversas com o presidente dos EUA e que está se preparando para o discurso: “Quero sair daqui numa boa. Tanto é que a previsão é sair na segunda (23/9) e na madrugada de quarta-feira estar de volta aqui. Não tenho mais nenhum compromisso, apenas um jantar lá que devemos comparecer. Estarei ao lado do Trump, um motivo de honra, satisfação. Tenho conversado muito com ele, sobre os mais variados assuntos”, destacou.

O chefe do executivo voltou a falar da pressão internacional que vem sofrendo por conta das queimadas na Amazônia. “A pressão internacional tem dois objetivos: inviabilizar o agronegócio e, com a queda da economia, nós todos nos transformar em mais pobres”.

Ele comentou ainda sobre a demarcação de terras indígenas. “Todas as vezes que um chefe de estado do Brasil foi para fora em eventos como Osaka e Davos sempre veio demarcando mais terras indígenas, ampliando parques nacionais e inviabilizando o Brasil. 14% das terras indígenas, umas 400 na fila. A gente passaria para 20% da entrada nacional como reserva indígena, são mais de 900 quilombolas que estão na fase final também. Imagina assinar isso por decreto".

Por fim, afirmou que tem mantido conversas com o Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Antônio de Oliveira Francisco para realizar alterações no decreto de porte de armas.

“Não queremos suspeição de estarmos atrapalhando a compra de armamento do cidadão de bem. Devo conversar com Rodrigo Maia nos próximos dias e deve entrar na pauta isso aí (porte de armas)”, concluiu.


“Estou me preparando com um discurso bastante objetivo, diferente de outros presidentes que me antecederam, ninguém vai brigar com ninguém lá. Pode ficar tranquilo. Vou apanhar da mídia de qualquer maneira, essa mídia sempre tem o que reclamar, mas vou falar como anda o Brasil nessa questão e eles tem números verídicos sobre essa questão, mas o que interessa? Desgastar a imagem do Brasil para ver se cria um caos aqui. Para quem se dar bem?O pessoal lá fora. Se a nossa agricultura cair é bom para outros países que vivem disso, vão acabar vendendo mais e mais caro e nós vamos ficar em uma situação bastante complicada”, apontou.

Ele ainda emendou dizendo “estar na cara” que seria cobrado pelos recentes acontecimentos envolvendo questões ambientais. “Alguns países me atacam de forma bastante virulenta dizendo que sou o responsável pelas queimadas aí pelo Brasil. Nós sabemos por dados oficiais é que queimada tem todo ano, infelizmente. Quer que eu faça o quê? Até por uma questão de tradição, o caboclo toca fogo para plantar, índio faz a mesma coisa, tem gente que faz de forma criminosa. Como combater isso sem meios numa região amazônica que é maior que  a Europa Ocidental? É complicado.  A gente faz o possível”.

O presidente ironizou dizendo que, caso tivesse chegado dos eventos de Davos ou Osaka e demarcado novas terras indígenas e quilombolas, o incêndio na Amazônia ‘acabaria imediatamente’.

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