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Correio Braziliense

Fux e Barroso defendem prisão após 2ª instância na véspera de julgamento

Os ministros do STF consideram que o fim da prisão após segunda instância seria um ''retrocesso'' e beneficiaria corruptos


postado em 16/10/2019 20:29

Luiz Fux e Roberto Barroso durante sessão no STF(foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Luiz Fux e Roberto Barroso durante sessão no STF (foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Na véspera do início do julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode derrubar a prisão após condenação em segunda instância, ministros da Corte se manifestaram contra a alteração de entendimento, que hoje permite a execução antecipada de pena.

Vice-presidente do Supremo, o ministro Luiz Fux disse que seria um "retrocesso" o tribunal derrubar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, afirmou que haveria um "impacto negativo grave" se o STF revisse sua posição.

O plenário do Supremo começa a julgar nesta quinta-feira (17/10) o mérito de três ações que contestam a constitucionalidade da medida. Fux e Barroso certamente votarão contra os pedidos, mas há ministros com entendimento diferente. 

Para Barroso, o país prejudicará sua imagem com uma decisão contrária à segunda instância. "O mundo nos vê como um paraíso de corruptos e acho que nós temos que superar essa imagem, e não há como superar essa imagem sem o enfrentamento determinado da corrupção, dentro da Constituição e dentro das leis", disse.

"Precisamos ter consciência de que não ingressaremos no grupo dos países desenvolvidos sem enfrentamento com determinação da corrupção", completou. Com informações da Agência Estado

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