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Correio Braziliense

Pelo Twitter, Eduardo Bolsonaro volta a defender AI-5, mesmo com críticas

O deputado lembrou casos envolvendo sequestros de aeronaves e citou personalidades que teriam participado de grupos de oposição ao regime militar


postado em 31/10/2019 17:36

(foto: AFP / NELSON ALMEIDA)
(foto: AFP / NELSON ALMEIDA)
Mesmo após representantes dos Três Poderes, inclusive seu pai, o presidente Jair Bolsonarorechaçarem as declarações sobre a possível volta do AI-5, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) voltou a defender o tema em vídeo publicado no Twitter. Disse que "existe uma polêmica" mas usou os protestos no Chile para exemplificar a "radicalização da esquerda".

 

"O que a esquerda está chamando de protestos e querendo trazer para o Brasil (...) na verdade sabemos que são vandalismos e depredações e, chega sim, a ser terrorismo. Querem fazer uma instabilidade política para retirar do poder um presidente que não é de esquerda (...). Isso tudo está perigando vir para o Brasil. O que ocorre no Brasil nos anos de 1960 e 1970", afirmou o deputado.

 

Eduardo Bolsonaro lembrou casos envolvendo sequestros de aeronaves e citou personalidades que teriam participado de grupos de oposição ao regime militar. O parlamentar também trouxe à tona o livro Verdades Sufocadas, do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um torturador da época militar. "Quem leu o livro vai ver nome, sobrenome e data de ataques terroristas. Ali tem Lula, Dilma...", acrescentou o filho 03 do presidente.

 

O deputado diz que "não convém pintar a esquerda como agressiva", dando a entender que os canais oficiais de comunicação perseguem a família do presidente. Em nenhum momento, Eduardo se desculpa ou faz qualquer menção à possibilidade de arrependimento.

 

 

 

O Ato Institucional de número 5, conhecido como AI-5, marcou o período mais duro da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Deixou um saldo de cassações, direitos políticos suspensos, demissões e aposentadorias forçadas. O decreto concedeu ao presidente poderes quase ilimitados, como fechar o Congresso Nacional e demais casas legislativas por tempo ilimitado.  

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