Publicidade

Correio Braziliense

Com Bolsonaro na Índia, Mourão recebe Moro no Palácio do Planalto

O encontro ocorreu um dia após a ameaça do presidente Jair Bolsonaro, de dividir a pasta comandada pelo ministro


postado em 24/01/2020 11:59 / atualizado em 24/01/2020 12:33

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), recebeu na manhã desta sexta-feira (24/1), no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O encontro, que durou cerca de 30 minutos, não consta na agenda oficial de ambos. O teor dos assuntos tratados durante o encontro também não foi divulgado. Na saída, Moro evitou a imprensa.

 

A reunião ocorreu em meio a atritos entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro, que cogitou, a pedido de secretários de segurança, recriar o Ministério da Segurança Pública. A pasta em questão foi criada em 2018, no governo do ex-presidente Michel Temer, e extinto pelo presidente Jair Bolsonaro no enxugamento da Esplanada.

 

Atualmente, a área está vinculada à Justiça e é comandada pelo ex-juiz. Caso ocorresse a divisão, Moro sofreria redução de poder com o ministério esvaziado. Um dos nomes cotados para assumir o cargo, na eventual implementação da pasta é o do ex-deputado Alberto Fraga (DEM), amigo e aliado de Bolsonaro.

Na reunião com secretários estaduais da área, ocorrida no último dia 22, Moro não foi convidado pelo chefe do Executivo. Na quinta-feira (23/1), Bolsonaro tinha confirmado que a proposta de recriação seria avaliada. “Isso é estudado. Estudado com Moro, lógico que o Moro deve ser contra”, reconheceu.

 

Nos bastidores, a informação é de que Moro disse a aliados que caso Bolsonaro dividisse os ministérios em questão, deixaria o governo. Ainda nesta sexta-feira (24/1), em Nova Délhi, Bolsonaro descartou, “no momento”, a possibilidade de dividir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Está descartada (a divisão da pasta). A chance, no momento, é zero. Tá bom? Não sei amanhã. Na política, tudo muda. Mas não há intenção de dividir (o ministério da Justiça)”, completou. 


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade