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Correio Braziliense

Flávio Bolsonaro posta suposto vídeo de autópsia de miliciano

Imagens publicadas no Twitter são usadas pelo parlamentar para reforçar a tese de que Adriano da Nóbrega foi torturado antes de morrer


postado em 18/02/2020 15:14 / atualizado em 18/02/2020 15:36

(foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
(foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, publicou um vídeo que seria da autópsia realizada no corpo do miliciano Adriano da Nóbrega, morto no último dia 9 em uma operação policial na cidade de Esplanada, na Bahia. As imagens foram postadas na conta oficial do parlamentar no Twitter.

 

O senador afirma, na legenda, que existem claros sinais de tortura contra o miliciano. O governador da Bahia, Rui Costa (PT) e a Secretaria de Segurança Pública do estado afirmam que o miliciano foi morto ao reagir com tiros ao ver os policiais se aproximando. O advogado de Adriano, Paulo Emílio Catta Preta, afirmou que o cliente temia ser alvo de queima de arquivo. 

 

Adriano era ligado ao senador Flávio Bolsonaro, tendo sido homenageado por ele na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O parlamentar também empregou no gabinete, quando era deputado estadual, a ex-mulher e a mãe do miliciano. No vídeo, é possível ver o corpo sendo avaliado pelo legistas. "Perícia da Bahia (governo PT), diz não ser possível afirmar se Adriano foi torturado. Foram 7 costelas quebradas, coronhada na cabeça, queimadura com ferro quente no peito, dois tiros a queima-roupa (um na garganta de baixo para cima e outro no tórax, que perfurou coração e pulmões", escreveu Flávio.

Perícia

O corpo de Adriano da Nóbrega segue no Instituto Médico Legal (IML) localizado no centro do Rio de Janeiro. Somente servidores autorizados podem ter acesso ao local. A família solicitou à Justiça da Bahia a realização de uma nova perícia para saber as verdadeiras circunstâncias da morte.

 

No entanto, na noite de segunda-feira (17/2), o juiz titular do 4º Tribunal do Júri do Rio, Gustavo Gomes Kalil, determinou que o corpo não precisa ser preservado, nem passar por novos exames. Os laudos que já foram liberados confirmam as versões oficiais, de que ele teria reagido antes de morrer. 

 

No entanto, o exame residuográfico, que deve comprovar se ele fez ou não disparos antes de ser atingido não ficou pronto ainda. O relatório da perícia realizada no local da ação também não foi finalizado até o momento. Um pedido da defesa, apresentado na Justiça da Bahia, para que uma nova perícia seja realizada no corpo ainda não foi analisado.

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