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Correio Braziliense

Bia Kicis afirma que não foi notificada para prestar depoimento

O Correio apurou, no entanto, que parlamentar foi intimada por e-mail, mas exigiu que isso fosse feito pessoalmente


postado em 02/06/2020 14:24 / atualizado em 02/06/2020 14:55

(foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press)
A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF)) informou, por meio da assessoria de imprensa, que não foi notificada da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ela preste depoimento. A parlamentar é um dos alvos do inquérito aberto na Corte para investigar ataques e fake news contra integrantes do Supremo.

A reportagem, no entanto, apurou que a deputada foi notificada via e-mail institucional, mas exigiu que a notificação fosse feita pessoalmente. Segundo um servidor da PF, a intimação é legal, independentemente do meio pelo qual ela chega. Envolvidos com o inquérito estão vendo como proceder. De qualquer forma, Bia tem até sexta-feira para depor. 

 

Em sua decisão, expedida no dia 26 de maio, o ministro concedeu o prazo de 10 dias para que a Polícia Federal realize a oitiva de parlamentares arrolados no inquérito, como Bia Kicis, Carla Zambelli, Daniel Silveira e Felipe Barros. No entanto, alguns parlamentares alegam não terem acesso aos autos e se negam a prestar depoimento.

 

Esse é o caso de Daniel Silveira, que afirmou que não vai comparecer, pois de acordo com ele, o inquérito é "cercado de vícios e ilegalidades". Pelo Twitter, a deputada Bia Kicis afirmou que ainda não teve acesso ao processo.

"Informo que peticionei por intermédio de meu advogado ao ministro Alexandre de Moraes para ter acesso aos autos do inquérito p/ depor e que a OAB impetrou HC p/ que os advogados do Allan dos Santos tenham acesso ao inquérito,o que ainda não ocorreu.O gabinete de vossa excelência está produzindo fake news", escreveu.


 

 

Procurada pelo Correio, a assessoria da parlamentar afirmou que Bia Kicis ainda não foi notificada do depoimento e que ainda tenta acesso aos autos. Outros investigados também devem depor, como a militante Sara Winter e o empresário Edgard Corona, da rede de academias SmartFit.

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