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Correio Braziliense

Ao inaugurar hospital, Bolsonaro volta a criticar manifestantes contrários

Ao participar de evento em local dedicado para pacientes com covid-19, presidente falou sobre tacógrafos, multas de trânsito e efeitos econômicos da pandemia, mas não fez referência a óbitos e casos de covid-19, doença que já matou mais de 34 mil brasileiros


postado em 05/06/2020 10:39 / atualizado em 05/06/2020 12:08

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Durante a inauguração do hospital de campanha de Águas Lindas de Goiás, na manhã desta sexta-feira (5/6), o primeiro a ser anunciado pela União para atender pacientes com covid-19, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar manifestantes que fazem atos contra o governo.

Bolsonaro os chamou de "marginais, terroristas, maconheiros, desocupados" e continua caracterizando os atos contrários a ele como violentos. O chefe do Executivo reforçou o pedido para que os apoiadores bolsonaristas não compareçam no mesmo ato.

Durante o discurso, Bolsonaro falou ainda sobre tacógrafos, multas de trânsito e efeitos econômicos da pandemia, mas não fez referência a óbitos e casos de covid-19, doença que já matou mais de 34 mil brasileiros

 

“Esperamos que a questão do vírus, se Deus quiser, se atenue rapidamente de modo que o comércio volte a funcionar e o efeito colateral do combate à pandemia não seja mais danoso do que o próprio vírus em si", afirmou.

"Estamos assistindo agora grupos de marginais, terroristas querendo se movimentar para quebrar o Brasil. Esses marginais tiveram uma ação em SP. Esses terroristas voltaram logo depois para Curitiba e estão nos ameaçando. Agora, tenho certeza Caiado que se vier aqui você vai tratar com a dureza da lei que eles merecem", prosseguiu.

 

O chefe do Executivo completou: “Geralmente são marginais, terroristas, maconheiros, desocupados que não sabe o que é economia, não sabe o que que é trabalhar para ganhar o seu pão de cada dia e querem quebrar o Brasil em nome de uma democracia nunca souberam o que é e nunca zelaram por ela. A gente faz um apelo, não está previsto na nossa inteligência movimento na região de Goiás, não sei se estou equivocado ou não, mas onde tiver, a gente pede que o pessoal não participe desse movimento”.

 

Hospital de campanha

 

O hospital de campanha de Águas Lindas de Goiás está sendo entregue com 29 dias de atraso. Ele começou a ser construído no dia 7 de abril, com a promessa que seria entregue em um mês, sendo 15 para erguer a estrutura e outros 15 para o estado de Goiás (que é quem gere a unidade) equipá-lo.

Como já mostrado pelo Correio, ele seria inaugurado e começaria na última quarta-feira, mas abertura e início de atendimento foi atrasado para ter a participação do presidente.

 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também esteve presente na inauguração. Nem ele e nem Bolsonaro usaram máscaras antes ou depois da solenidade.

Live

Nessa quinta-feira (4/6), durante a live semanal, Bolsonaro caracterizou como “marginais” os participantes de atos contra o governo. Ele se referiu aos atos antifascismo previstos para este domingo (7/6).

Por fim, Bolsonaro disse esperar que pouca gente utilize o hospital. "Do fundo do coração, a gente torce para que pouca gente venha para cá, porque é sinal de que ele não precisa de atendimento".

Breve escorregada 

Bolsonaro chegou ao local de helicóptero. Ele cumprimentou com aperto de mãos um bombeiro e, logo após, tropeçou em uma mangueira do Corpo de Bombeiros levando um tombo antes de entrar no hospital.

Ver galeria . 7 Fotos Ed Alves/CB/D.A Press
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )

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