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Cuidando da mente nas festas: 8 formas de enfrentar a melancolia de fim de ano

Por Lara
31/12/2025
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

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Com a chegada de dezembro, muitas pessoas começam a revisar o que aconteceu ao longo do ano, retomando lembranças de conquistas, frustrações e mudanças inesperadas. Esse balanço pessoal, somado às demandas típicas das festas, costuma mexer com o estado emocional, especialmente de quem já enfrenta dificuldades ligadas à saúde mental. Entre compras de presente, compromissos sociais e cobranças internas, o período pode se tornar um terreno fértil para a chamada melancolia de fim de ano.

Ao mesmo tempo em que o calendário marca um momento de celebração coletiva, nem todos se sentem em clima festivo. A comparação com outras pessoas, a sensação de não ter atingido objetivos ou a lembrança de perdas importantes podem provocar desânimo e solidão. Assim, o fim do ano funciona como uma espécie de amplificador de sentimentos, tanto agradáveis quanto dolorosos, e isso ajuda a explicar por que a melancolia de fim de ano aparece com tanta frequência.

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O que é a melancolia de fim de ano e por que ela aparece?

A chamada melancolia de fim de ano não é um diagnóstico formal, mas um termo usado para descrever o aumento de sintomas depressivos que algumas pessoas vivenciam nesse período. Tristeza intensa, cansaço excessivo, alterações de sono, falta de interesse em atividades habituais e sensação de vazio costumam estar presentes. Em muitos casos, esses sinais se misturam com ansiedade e preocupação, criando um quadro de sofrimento emocional que pode passar despercebido por quem está em volta.

Entre os fatores que favorecem esse quadro estão o encerramento de ciclos, a pressão por comemorar, a cobrança por “felicidade” constante e a ideia de que todos estão bem, reforçada por redes sociais. A distância física de parentes, conflitos familiares e lutos recentes também podem intensificar a tristeza de fim de ano. Em famílias com histórico de desentendimentos, encontros festivos tendem a reabrir feridas que foram deixadas de lado durante os meses anteriores.

Depressão de fim de ano e ansiedade: como a sobrecarga afeta a saúde mental?

Além das tarefas diárias, o fim do ano concentra prazos profissionais, encontros de encerramento, viagens, organização de ceias e adaptação de rotina. Para quem já convive com transtornos de ansiedade ou quadros depressivos, esse acúmulo pode agravar sintomas como irritabilidade, preocupação constante e falta de energia.

O ritmo acelerado favorece o esquecimento de necessidades básicas, como sono adequado, alimentação equilibrada e pausas para descanso. Em algumas situações, o planejamento exagerado também se torna um problema, pois antecipa o estresse e prolonga a tensão por semanas. Assim, tanto a falta quanto o excesso de planejamento podem contribuir para o aumento da ansiedade no fim do ano, criando um círculo de exaustão emocional.

Quais atitudes ajudam a lidar com a melancolia de fim de ano?

Especialistas em saúde mental apontam que pequenas mudanças de rotina podem auxiliar na redução da melancolia de fim de ano e na proteção contra o agravamento da depressão nesse período. Não se trata de eliminar completamente a tristeza, mas de criar condições mais favoráveis para atravessar essa fase com segurança emocional e física.

Entre as estratégias mais citadas, destacam-se:

  • Contato com a luz natural: passar algum tempo ao ar livre, especialmente pela manhã, auxilia na regulação do relógio biológico e contribui para o equilíbrio do humor.
  • Expressão das emoções: permitir que a tristeza seja sentida, em vez de reprimida, reduz a chance de acúmulo emocional e favorece o alívio gradual.
  • Ajuste de expectativas: reconhecer que as festas não precisam ser perfeitas diminui a pressão interna e facilita a convivência com situações imprevistas.
  • Autocuidado: priorizar sono de qualidade, alimentação organizada, hidratação e atividade física leve ajuda o corpo a responder melhor ao estresse.
  • Convívio social possível: manter contato com pessoas de confiança, mesmo virtualmente, tende a reduzir a sensação de isolamento.

Passo a passo para organizar o fim de ano com mais equilíbrio emocional

Para quem sente a depressão de fim de ano se aproximando, criar um plano simples pode tornar esse momento mais administrável. A ideia é incluir ações práticas, adaptadas à realidade de cada pessoa, evitando metas rígidas ou difíceis de cumprir.

  1. Mapear os gatilhos principais
    Identificar quais situações costumam despertar mais tristeza ou ansiedade, como reuniões familiares tensas, lembranças de perdas ou excesso de compromissos.
  2. Definir limites claros
    Estabelecer até que ponto eventos sociais serão priorizados e em quais momentos será necessário recusar convites para preservar o bem-estar.
  3. Planejar pausas ao longo do dia
    Reservar pequenos intervalos para respiração profunda, alongamento, leitura ou silêncio, mesmo em dias mais cheios.
  4. Incluir gestos de solidariedade
    Participar de ações de voluntariado, doações ou apoio a campanhas pode trazer sensação de propósito e conexão social.
  5. Olhar para o ano seguinte com flexibilidade
    Anotar metas de forma realista, sem rigidez, reduz a cobrança pessoal e amplia a sensação de possibilidade.

Quando buscar ajuda profissional no fim de ano?

Embora sentimentos de tristeza leves sejam comuns, especialmente em períodos de transição, alguns sinais indicam a necessidade de apoio especializado. A busca por acompanhamento psicológico ou psiquiátrico torna-se importante quando a tristeza é intensa, prolongada e interfere nas tarefas diárias, no trabalho, nos estudos ou nas relações pessoais.

Sintomas como pensamentos recorrentes de morte, sensação de inutilidade, isolamento extremo, alterações marcantes de apetite ou sono e uso abusivo de álcool ou outras substâncias exigem atenção imediata. Nessas situações, o suporte profissional contribui para o manejo seguro da depressão de fim de ano e de outros quadros emocionais, oferecendo estratégias específicas e, quando indicado, tratamento medicamentoso prescrito por médico.

Dessa forma, o fim de ano pode continuar sendo um período de balanço e reorganização, sem deixar de considerar a fragilidade emocional que muitas pessoas enfrentam. Reconhecer a própria condição, respeitar limites e acessar redes de apoio formais e informais são passos importantes para atravessar esse momento com mais estabilidade e cuidado consigo mesmo.

FAQ sobre depressão

1. Depressão de fim de ano é a mesma coisa que transtorno depressivo?
Em suma, não. A depressão de fim de ano descreve um aumento de sintomas depressivos ligado a esse período específico, enquanto o transtorno depressivo maior é um diagnóstico clínico que envolve sintomas intensos e persistentes por semanas ou meses, em diferentes épocas do ano. Entretanto, quem já tem depressão pode perceber agravamento dos sintomas no fim do ano; portanto, é importante observar se o sofrimento persiste além das festas e buscar avaliação profissional quando necessário.

2. É possível ter depressão mesmo continuando a trabalhar e cumprir tarefas?
Sim. Muitas pessoas com depressão mantêm uma rotina aparentemente “normal”, mas com grande esforço interno, fadiga e perda de prazer. Entretanto, o fato de seguir funcionando não significa que o quadro seja leve ou que não precise de ajuda. Portanto, se o dia a dia está sendo levado “no automático”, com sensação de vazio e desânimo constantes, então vale considerar uma avaliação com profissional de saúde mental.

3. Como diferenciar tristeza passageira de um quadro depressivo mais sério?
A tristeza costuma ter um motivo claro, oscila ao longo dos dias e permite algum alívio com descanso, lazer e apoio social. A depressão, por outro lado, tende a durar semanas, afetar várias áreas da vida e vir acompanhada de sintomas como perda de interesse, alterações de sono e apetite, culpa excessiva e falta de energia. Entretanto, só um profissional pode fazer o diagnóstico; portanto, se a dúvida persiste ou o sofrimento está intenso, então é prudente buscar ajuda especializada.

4. Atividade física realmente ajuda na depressão de fim de ano?
Sim, a atividade física leve a moderada costuma auxiliar na regulação do humor, melhoria do sono e redução da tensão muscular. Entretanto, ela não substitui tratamento psicológico ou medicamentoso quando estes são indicados. Portanto, pode ser vista como um complemento importante de cuidado; então, mesmo pequenas caminhadas ou alongamentos diários já podem trazer benefícios gradativos.

5. Uso de álcool nas festas pode piorar a depressão?
O álcool é um depressor do sistema nervoso central e pode intensificar sentimentos de tristeza, impulsividade e irritabilidade, especialmente depois que o efeito inicial de desinibição passa. Entretanto, muitas pessoas associam festas e comemorações ao consumo de bebida, o que pode mascarar o sofrimento emocional de forma temporária. Portanto, é recomendável moderação ou até evitar o álcool, principalmente para quem já percebe sintomas depressivos ou faz uso de medicação; então, conversar com o profissional que acompanha o tratamento é fundamental.

6. O que familiares e amigos podem fazer para apoiar alguém com depressão de fim de ano?
Em suma, atitudes simples como ouvir sem julgamentos, evitar frases que minimizem a dor (“é só uma fase”, “alegra-te”) e oferecer ajuda prática já fazem diferença. Entretanto, é importante respeitar limites, não forçar presença em eventos e incentivar, com delicadeza, a procura por ajuda profissional. Portanto, demonstrar disponibilidade e constância no apoio, mesmo em pequenos gestos, pode aliviar a sensação de solidão; então, manter o contato e checar como a pessoa está ao longo das semanas é essencial.

7. Redes sociais podem influenciar a depressão de fim de ano?
Sim, o excesso de comparações com vidas aparentemente “perfeitas” nas redes pode aumentar a sensação de fracasso, solidão e inadequação. Entretanto, isso não significa que seja preciso abandonar totalmente o ambiente digital, mas usar com mais consciência. Portanto, pode ajudar reduzir o tempo de tela, filtrar conteúdos que disparam gatilhos e priorizar interações mais significativas; então, focar em atividades offline tende a favorecer um contato mais realista com a própria vida.

8. Crianças e adolescentes também podem ter depressão relacionada ao fim de ano?
Podem, especialmente quando vivenciam conflitos familiares, separações, lutos ou mudanças importantes de rotina. Entretanto, em crianças e jovens, a depressão nem sempre aparece como tristeza explícita, podendo surgir como irritabilidade, queda no rendimento escolar, isolamento ou queixas físicas frequentes. Portanto, observar mudanças de comportamento nessa fase é crucial; então, diante de sinais persistentes, a orientação é buscar um profissional especializado em infância e adolescência.

Tags: ansiedadebem-estardepressãodepressão de fim de anomelancolia de fim de anosaúde mental
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