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Ciência aponta idade em que uma pessoa passa a ser considerada velha

Por Lucas
08/01/2026
Em Bem-estar
Ciência aponta idade em que uma pessoa passa a ser considerada velha

Créditos: depositphotos.com / ampack

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O debate sobre a partir de que idade uma pessoa é considerada idosa ganha novos contornos com o avanço das pesquisas científicas. Entretanto, estudos recentes sobre envelhecimento, como o realizado pela Universidade de Stanford, vêm mostrando que o corpo humano passa por fases biológicas bem definidas, o que desafia a ideia de que a velhice começa em uma idade fixa e igual para todos. Ao mesmo tempo, a legislação de cada país mantém critérios próprios para definir quem entra oficialmente na terceira idade e, portanto, quem terá acesso a benefícios específicos.

Esse contraste entre ciência e normas legais ajuda a explicar por que alguém pode ser classificado como idoso aos 60 anos em determinado país, enquanto em outro só recebe essa designação a partir dos 65 anos. Além disso, o estilo de vida, o acesso à saúde, a alimentação e a prática de atividades físicas influenciam diretamente na forma como o organismo envelhece, fazendo com que duas pessoas da mesma idade possam ter condições de saúde muito diferentes. Em suma, a idade no documento não retrata, necessariamente, a idade real do corpo.

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O que é considerado idoso pela ciência hoje?

Do ponto de vista biológico, pesquisadores têm identificado que o envelhecimento não ocorre de maneira linear, mas em etapas. O trabalho divulgado por Stanford, por exemplo, analisou milhares de proteínas presentes no sangue de indivíduos de 18 a 95 anos e identificou três grandes ciclos: idade adulta, maturidade tardia e velhice. Em cada fase, o corpo passa por mudanças estruturais específicas, que vão além da simples contagem de anos e, então, afetam desde o metabolismo até a capacidade de regeneração dos tecidos.

Segundo essa linha de pesquisa, a velhice se intensificaria por volta dos 78 anos, quando o organismo entra em um processo mais acentuado de declínio. Isso se relaciona, entre outros fatores, à redução da capacidade de reparo do DNA e à menor produção de proteínas essenciais para o funcionamento das células. Essas proteínas, frequentemente chamadas de “máquinas de trabalho” do corpo, participam de atividades como defesa imunológica, transporte de substâncias e renovação de tecidos. Portanto, quando há desequilíbrios importantes nesses componentes, surgem sinais mais marcantes de fragilidade física e cognitiva.

Quando a quantidade ou o equilíbrio dessas proteínas se altera de maneira significativa, o corpo também muda. Esse tipo de análise ajuda a entender que a idade biológica — como o corpo de fato funciona — pode ser diferente da idade cronológica, medida pelo número de aniversários. Assim, uma pessoa com 65 anos pode ter marcadores biológicos próximos aos de alguém bem mais jovem, dependendo de seus hábitos ao longo da vida. Em suma, o envelhecimento hoje é visto como um processo altamente individual, influenciado por genética, ambiente, rotina diária e, também, por fatores emocionais, como estresse crônico.

Idoso com quantos anos? Diferenças entre ciência e legislação

A expressão “idoso com quantos anos” costuma aparecer em buscas na internet quando surgem dúvidas sobre direitos, benefícios e políticas públicas. No Brasil, o Estatuto da Pessoa Idosa, em vigor, define que alguém é considerado idoso a partir dos 60 anos de idade. Essa classificação serve de base para acesso prioritário em serviços, políticas de saúde direcionadas e programas sociais. Portanto, do ponto de vista legal, o marco de 60 anos é determinante para uma série de garantias, como vagas preferenciais, atendimento prioritário e algumas modalidades de gratuidade no transporte público.

Em vários países desenvolvidos, o limite legal costuma ser um pouco mais alto. Em nações como Estados Unidos e Japão, a referência mais comum é a partir dos 65 anos. Essa diferença leva em conta fatores demográficos, expectativa de vida média da população e capacidade dos sistemas de seguridade social. Entretanto, mesmo nesses locais, cresce a discussão sobre revisão desses limites, já que muitas pessoas chegam aos 65 anos ainda ativas profissionalmente e com boa saúde. Apesar disso, a definição legal não necessariamente acompanha a complexidade do envelhecimento biológico identificada por estudos recentes.

Na prática, convivem hoje três formas principais de olhar para o envelhecimento:

  • Idade cronológica: quantos anos a pessoa tem, medidos pelo calendário. Em suma, é a forma mais simples e objetiva de contagem, mas não revela como está a saúde real.
  • Idade legal: idade usada pelo Estado para conceder direitos e enquadrar a pessoa como idosa. Portanto, funciona como referência para políticas públicas, aposentadorias e benefícios.
  • Idade biológica: condição real do organismo, avaliada por exames, desempenho físico e cognitivo. Então, alguém pode ter 70 anos cronológicos, mas uma idade biológica semelhante à de uma pessoa de 60, caso mantenha hábitos saudáveis.

Como envelhecer bem e retardar o declínio do organismo?

Embora a pesquisa aponte que o corpo entra em um estágio mais avançado de envelhecimento por volta dos 78 anos, o modo como cada indivíduo chega a essa fase pode variar bastante. Estudos na área de saúde pública indicam que hábitos cotidianos têm impacto direto na qualidade do envelhecimento, especialmente em relação à cognição, mobilidade e prevenção de doenças crônicas. Em suma, não se trata apenas de viver mais anos, mas de viver mais anos com autonomia e bem-estar.

Entre as estratégias mais citadas por profissionais de saúde para preservar a autonomia e o bem-estar na terceira idade estão:

  1. Alimentação equilibrada: priorizar frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas magras, reduzindo frituras, ultraprocessados e excesso de açúcar. Portanto, uma dieta rica em fibras, gorduras boas (como azeite e oleaginosas) e variedade de cores no prato se associa a menor risco de doenças cardiovasculares e demência.
  2. Atividade física regular: incluir caminhadas, musculação leve, alongamentos e exercícios de equilíbrio, sempre com orientação adequada. Em suma, mexer o corpo ajuda a preservar massa muscular, fortalecer ossos, proteger o coração e ainda contribui para o humor, prevenindo sintomas de depressão e ansiedade.
  3. Controle de doenças crônicas: acompanhar pressão arterial, diabetes e colesterol com exames periódicos e adesão ao tratamento. Portanto, manter consultas em dia e seguir as orientações médicas reduz complicações graves, como AVC, infarto e perda de visão.
  4. Estimulação cognitiva: manter o cérebro ativo com leitura, cursos, jogos de raciocínio e novas aprendizagens. Então, aprender um novo idioma, tocar um instrumento ou participar de atividades culturais pode fortalecer conexões neurais e retardar o declínio cognitivo.
  5. Sono de qualidade: respeitar horários, evitar estímulos intensos antes de dormir e buscar ajuda médica em casos de insônia persistente. Em suma, dormir bem favorece a memória, o sistema imunológico e o equilíbrio hormonal, fatores essenciais para envelhecer com saúde.
  6. Rede social ativa: preservar laços familiares, amizades e participação em grupos ou projetos comunitários. Portanto, o contato social reduz o sentimento de solidão, melhora o humor e até se relaciona a menor risco de mortalidade em diversas pesquisas internacionais.

Essas medidas não impedem o envelhecimento, mas podem diminuir o ritmo de declínio físico e mental, ajudando a aproximar a idade biológica de um padrão mais saudável, mesmo quando a idade cronológica avança. Em 2025, com o aumento constante da expectativa de vida no Brasil e no mundo, a discussão sobre “idoso com quantos anos” tende a se tornar cada vez mais ligada não apenas à quantidade de anos vividos, mas, principalmente, à forma como cada pessoa chega às últimas décadas de vida. Em suma, quanto mais cedo hábitos saudáveis forem adotados, maior a chance de um envelhecimento ativo, participativo e com boa qualidade de vida.

Perguntas frequentes sobre envelhecimento e pessoa idosa

1. Idoso e terceira idade são a mesma coisa?
Em termos práticos, sim. A expressão “terceira idade” costuma ser usada de forma mais informal para se referir ao período da vida a partir do marco legal da velhice. Entretanto, “idoso” é o termo empregado nas leis, como o Estatuto da Pessoa Idosa.

2. Quem tem 55 anos já pode ser considerado idoso?
Do ponto de vista legal, não. No Brasil, a idade mínima é de 60 anos. Entretanto, em alguns contextos médicos ou de pesquisa, pessoas entre 55 e 59 anos podem ser analisadas como grupo de “pré-idosos” ou “meia-idade tardia”, especialmente quando apresentam doenças crônicas ou fragilidades precoces.

3. A menopausa marca o início da velhice para as mulheres?
Não. A menopausa indica uma transição hormonal importante, que geralmente ocorre entre 45 e 55 anos. Portanto, é uma fase do ciclo reprodutivo, não o começo automático da velhice. Com acompanhamento médico e hábitos saudáveis, muitas mulheres permanecem ativas física e profissionalmente por várias décadas após a menopausa.

4. É possível rejuvenescer a idade biológica?
Em suma, não se volta no tempo, mas alguns estudos mostram que mudanças consistentes no estilo de vida podem melhorar marcadores biológicos, como pressão arterial, gordura corporal, inflamação e condicionamento cardiorrespiratório. Portanto, mesmo em idades mais avançadas, vale muito a pena ajustar alimentação, sono, atividade física e manejo do estresse.

5. Quem é idoso pode começar a fazer musculação?
Sim, desde que com liberação médica e acompanhamento profissional. A musculação leve ou moderada ajuda a preservar massa muscular, fortalecer ossos e melhorar o equilíbrio, reduzindo o risco de quedas. Então, o treinamento de força costuma ser um aliado importante de homens e mulheres na terceira idade.

6. Tecnologia e uso de internet ajudam no envelhecimento saudável?
Podem ajudar bastante. O uso de celulares, computadores e redes sociais, quando equilibrado, favorece a comunicação com familiares e amigos, facilita o acesso a informações de saúde e estimula o cérebro. Entretanto, é importante manter limites de tempo de tela, para não prejudicar o sono, a atividade física e o convívio presencial.

7. Qual a diferença entre envelhecimento normal e envelhecimento patológico?
O envelhecimento normal envolve mudanças esperadas, como leve redução da velocidade de raciocínio ou da força muscular, sem perda importante de autonomia. Já o envelhecimento patológico inclui doenças que comprometem a funcionalidade, como demências, limitações motoras severas ou doenças cardiovasculares descompensadas. Portanto, acompanhamento médico regular ajuda a identificar quando algo ultrapassa o que seria esperado para a idade.

Tags: cienciaIdadeidosovelhice
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