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Limpeza inadequada do berço pode trazer riscos ao bebê; veja como evitar

Por Lara
12/01/2026
Em Bem-estar
Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

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Pequenos descuidos na limpeza do berço do bebê podem favorecer alergias, tosse persistente e noites mal dormidas. Mesmo quando a superfície parece limpa, poeira fina, ácaros e resíduos se acumulam em pontos pouco observados, como o colchão, as laterais e os acessórios de tecido. Por isso, a higiene do berço não se limita à troca de lençóis: envolve uma rotina simples, mas constante, que contribui diretamente para o bem-estar da criança.

O tema ganhou espaço nas conversas entre famílias, profissionais de saúde e nas redes sociais, levantando uma dúvida recorrente: será que a limpeza feita no dia a dia é realmente adequada? Na maioria das casas, há cuidado e atenção, porém alguns hábitos comuns podem reduzir a eficiência da higienização e favorecer o contato do bebê com agentes irritantes. Entender como organizar essa limpeza ajuda a tornar o ambiente de sono mais seguro e confortável.

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Por que a limpeza do berço do bebê é tão importante?

A limpeza do berço do bebê está diretamente ligada à saúde respiratória e à proteção da pele. Em um espaço pequeno e fechado, como o berço, a concentração de poeira, ácaros e partículas vindas de roupas, cobertas e objetos do quarto tende a ser maior. Como o organismo do bebê ainda está em desenvolvimento, qualquer excesso de irritantes no ar ou em tecidos pode favorecer espirros, congestão nasal, coceiras e desconforto durante o sono.

Além disso, o bebê passa muitas horas deitado, respirando próximo ao colchão, travesseiros e protetores. Suor, saliva e restos de leite se acumulam nesses tecidos, criando um ambiente adequado para microrganismos. Quando a rotina de higienização é irregular, o risco de alergias aumenta. Por outro lado, uma limpeza bem planejada não precisa ser complexa: com alguns cuidados básicos e uma frequência adequada, é possível reduzir significativamente esses fatores de risco.

Quais erros costumam passar despercebidos?

Em muitos lares, a limpeza do bercinho segue um padrão semelhante: troca de lençol e rápida arrumação dos itens de tecido. No entanto, vários detalhes acabam ficando de fora e podem comprometer o resultado. Alguns pontos costumam ser destacados por pediatras e alergistas como mais delicados.

  • Focar apenas no lençol: trocar a roupa de cama é importante, mas não suficiente. O colchão, as grades e a estrutura também acumulam poeira e precisam de atenção.
  • Uso de produtos muito perfumados: limpadores com cheiro intenso podem deixar resíduos no berço, que entram em contato direto com a pele e as vias respiratórias do bebê.
  • Esquecer capas, mantas e protetores: esses itens de tecido concentram suor e partículas que não são vistas a olho nu, tornando-se um reservatório de ácaros.
  • Limpar só quando aparece sujeira: mesmo quando tudo parece limpo, micropartículas continuam presentes, reforçando a necessidade de uma rotina fixa.
  • Usar o berço como apoio: apoiar roupas, bolsas e brinquedos sobre o berço aumenta o carregamento de poeira e microrganismos para o local de descanso da criança.

O colchão merece atenção especial. Mesmo protegido por lençóis e capas, ele retém umidade e resíduos ao longo do tempo. Se não for aspirado com frequência ou se permanecer úmido após vazamentos e regurgitações, torna-se um ambiente propício ao acúmulo de ácaros. A inspeção visual regular ajuda a identificar sinais como manchas, odores ou pontos de mofo, indicando a necessidade de limpeza mais profunda ou substituição.

Como fazer a limpeza do berço do bebê de forma segura?

Ao organizar a limpeza do berço do bebê, a recomendação de especialistas é priorizar a simplicidade e a segurança. Produtos neutros, enxágue adequado e boa ventilação costumam ser mais importantes do que o uso de desinfetantes fortes. O objetivo é remover sujeira, poeira e resíduos sem deixar substâncias que possam irritar a pele ou o sistema respiratório da criança.

  1. Retirar todos os itens do berço: lençóis, fronhas, mantas, protetores, bichos de pelúcia e almofadas devem ser removidos antes da limpeza.
  2. Aspirar o colchão: usar aspirador com bocal limpo, passando em toda a superfície, inclusive laterais. Se houver capa protetora, seguir as instruções de lavagem indicadas na etiqueta.
  3. Limpar grades e estrutura: passar pano úmido com sabão neutro ou detergente suave, retirando o excesso com outro pano apenas umedecido em água. Em seguida, deixar secar bem.
  4. Lavar tecidos em água adequada: lençóis, fronhas, protetores e capas podem ser lavados com sabão neutro, sem excesso de amaciante perfumado. Sempre que possível, secar ao sol.
  5. Ventilar o ambiente: janelas abertas por alguns minutos ao dia ajudam a reduzir a concentração de poeira e umidade no quarto.

Outro ponto relevante é o controle da quantidade de itens dentro do berço. Quanto mais objetos, maior a área de acúmulo de poeira e maior a dificuldade na limpeza. Manter apenas o que é realmente necessário para o sono facilita a higienização e reduz o contato do bebê com superfícies pouco lavadas.

Com que frequência a limpeza do berço deve ser feita?

A frequência ideal da limpeza do berço varia de acordo com o clima, o tipo de quarto e a rotina da família, mas há orientações gerais que costumam ser adotadas. Em ambientes mais úmidos ou com maior circulação de pessoas, a necessidade de cuidados pode ser maior, principalmente em épocas de aumento de doenças respiratórias.

  • Todos os dias: arejar o quarto, abrir janelas quando possível e verificar se há sujeiras visíveis no berço.
  • Duas vezes por semana: trocar lençóis e fronhas, especialmente em dias mais quentes, quando o bebê transpira mais.
  • Semanalmente: aspirar o colchão e passar pano úmido nas grades e na estrutura do móvel.
  • Sempre que necessário: lavar protetores, capas e mantas ao notar manchas, odores ou contato com secreções.

Sinais como tosse noturna frequente, nariz entupido sem causa aparente, coceira no rosto ou dificuldade para manter o sono podem indicar que o ambiente do berço precisa de ajustes na limpeza e na ventilação. Nesses casos, a orientação de um profissional de saúde ajuda a avaliar se há relação com alergias, se é preciso mudar a rotina de higiene ou se é necessário investigar outros fatores do ambiente doméstico.

Ao manter uma rotina simples, regular e cuidadosa na limpeza do berço do bebê, torna-se possível reduzir a exposição a poeira, ácaros e irritantes comuns. Pequenas mudanças de hábito, como evitar produtos muito perfumados, não usar o berço como apoio de objetos e priorizar a ventilação diária do quarto, colaboram para noites mais tranquilas e um espaço de descanso mais adequado à fase delicada da primeira infância.

FAQ sobre cuidados com bebês

1. Bebê pode dormir com travesseiro ou bichos de pelúcia no berço?
Não é recomendado que o bebê durma com travesseiros fofos, bichos de pelúcia grandes ou muitas almofadas dentro do berço. Esses itens podem aumentar o risco de sufocamento e dificultar a circulação do ar ao redor do rosto da criança. Em suma, quanto mais “limpo” e livre de objetos estiver o berço, mais seguro será o sono. Portanto, se desejar utilizar algum item, opte apenas pelo essencial e adequado à idade, seguindo sempre a orientação do pediatra.

2. Com qual idade o bebê pode começar a dormir em outro quarto?
Não há uma regra única, mas muitos profissionais sugerem que o bebê permaneça no quarto dos pais, em seu próprio berço, pelo menos nos primeiros 6 meses de vida. Isso facilita a amamentação noturna e a observação de qualquer alteração na respiração ou no comportamento. Entretanto, cada família organiza a rotina de acordo com o espaço disponível e o conforto de todos. A transição para outro quarto deve ser gradual e respeitar tanto a segurança quanto o bem-estar emocional do bebê e dos cuidadores.

3. Como escolher o colchão ideal para o berço do bebê?
O colchão precisa ser firme, plano e ter o tamanho exato do berço, sem deixar frestas nas laterais, para evitar que o bebê fique preso entre o colchão e as grades. Modelos muito macios podem prejudicar a postura e aumentar riscos de sufocamento. Verifique se o colchão tem certificações de segurança e é fácil de higienizar. Portanto, antes de comprar, confira as medidas do berço e as orientações do fabricante, então escolha a opção que una segurança, conforto e praticidade de limpeza.

4. É melhor usar cobertores, sacos de dormir ou roupas mais quentinhas para o bebê?
Para reduzir o risco de sufocamento e evitar que a coberta cubra o rosto do bebê, muitos especialistas recomendam o uso de sacos de dormir ou macacões mais quentinhos em vez de cobertores soltos. O importante é manter a criança aquecida, mas sem excesso de camadas. Entretanto, em regiões muito frias, pode ser necessário combinar roupas térmicas com outra peça leve. Portanto, observe sinais de calor ou frio (nuca suada, mãos muito frias) e ajuste a quantidade de roupa de acordo com o clima.

5. Como saber se a temperatura do quarto está adequada para o bebê?
De modo geral, o ideal é que o quarto esteja em uma faixa de temperatura confortável, sem estar abafado nem frio demais. O bebê não deve suar excessivamente nem ter extremidades muito geladas. Entretanto, a sensação térmica pode variar conforme o tipo de roupa, umidade do ar e circulação de vento. Portanto, toque a nuca do bebê: se estiver muito quente e úmida, ele pode estar com calor; se estiver fria, pode precisar de uma camada extra de roupa. Então, ajuste ventiladores, aquecedores e roupas com base nessa observação.

6. Até quando o bebê deve dormir de barriga para cima?
Recomenda-se que o bebê seja colocado para dormir de barriga para cima, em especial durante o primeiro ano de vida, pois essa posição está associada a menor risco de complicações respiratórias graves durante o sono. Mesmo que ele aprenda a rolar sozinho, o ideal é sempre iniciar o sono nessa posição. Entretanto, quando o bebê já vira por conta própria e mantém a cabeça firme, é comum que ele encontre a posição mais confortável. Portanto, continue oferecendo um ambiente seguro, sem objetos soltos no berço, então deixe que ele se ajuste naturalmente.

7. Posso compartilhar a cama com o bebê?
O compartilhamento de cama (co-sleeping) é um tema debatido e envolve riscos importantes, como sufocamento acidental e queda. Muitas sociedades pediátricas recomendam que o bebê durma no mesmo quarto dos pais, mas em superfície separada, como um berço acoplado à cama. Entretanto, algumas famílias optam por dividir a cama por questões culturais ou de amamentação. Portanto, se essa for a escolha, é essencial seguir medidas rigorosas de segurança (colchão firme, sem travesseiros perto do bebê, sem adultos fumantes ou sob efeito de álcool/medicamentos). Então, sempre converse com o pediatra para avaliar o cenário específico da sua família.

Tags: ácarosBebêbem-estarberço do bebêlimpeza do berço
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