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Anvisa autoriza injeção para prevenção do HIV com alta eficácia

Por Lara
13/01/2026
Em Brasil, Saúde
Créditos: depositphotos.com / BrendaRochaBlossom

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O tratamento contra o HIV ganha um novo aliado no Brasil com a recente aprovação do lenacapavir pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que amplia o leque de estratégias de prevenção e tratamento no país. O medicamento, de aplicação injetável semestral, passa a integrar o debate sobre como reduzir novos casos de infecção e melhorar o cuidado de pessoas que vivem com o vírus. A decisão ocorre em um contexto em que o Brasil busca combinar diferentes ferramentas de prevenção, mantendo o foco na saúde pública.

O fármaco será comercializado sob o nome Sunlenca e foi desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences. A liberação no Brasil acompanha movimentos já observados em agências reguladoras dos Estados Unidos e da Europa. A partir dessa decisão, começam a ganhar força as discussões sobre acesso, financiamento e organização dos serviços de saúde para que a tecnologia possa ser utilizada de forma ampla e sustentável.

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O que é o lenacapavir e como ele age contra o HIV?

O lenacapavir é um antirretroviral de longa duração, administrado por injeção subcutânea a cada seis meses. Seu mecanismo de ação é considerado diferente das terapias tradicionais, pois atua em uma etapa específica do ciclo de replicação do HIV, interferindo na formação e estabilidade do capsídeo viral. Dessa forma, dificulta que o vírus se multiplique e infecte novas células.

Na prática, o lenacapavir se insere em duas grandes frentes: a profilaxia pré-exposição (PrEP), voltada a pessoas que não vivem com HIV, e o tratamento de casos com resistência a outras classes de antirretrovirais. Nos estudos clínicos, quando usado corretamente, o medicamento demonstrou taxa de prevenção de infecção pelo HIV próxima de 100%, o que o coloca entre as estratégias mais eficazes disponíveis atualmente.

Lenacapavir como PrEP semestral: quem pode se beneficiar?

Na modalidade de PrEP, o lenacapavir é indicado para pessoas com teste negativo para HIV, idade igual ou superior a 12 anos e peso acima de 35 kg. Essa forma de prevenção ao HIV se destina sobretudo a grupos com maior exposição ao vírus, como indivíduos com múltiplos parceiros sexuais, uso inconsistente de preservativo ou outras situações de maior vulnerabilidade. A aplicação semestral busca contornar um dos principais obstáculos da PrEP oral diária: a adesão contínua aos comprimidos.

Enquanto o esquema tradicional do Sistema Único de Saúde (SUS) exige ingestão diária de pílulas, a PrEP injetável de longa duração reduz a necessidade de lembrar da medicação todos os dias. Para parte da população, esse formato pode facilitar o seguimento do protocolo preventivo, desde que existam serviços de saúde organizados para as aplicações regulares. A inclusão do lenacapavir na estratégia de prevenção combinada, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reforça a ideia de somar métodos, e não substituí-los.

  • Preservativo: continua sendo fundamental para prevenir outras infecções sexualmente transmissíveis.
  • Testagem periódica: permite diagnóstico precoce e início rápido do tratamento.
  • PrEP oral ou injetável: reduz o risco de infecção pelo HIV quando utilizada corretamente.
  • Acompanhamento de saúde: inclui aconselhamento, monitoramento e suporte contínuo.

Como o lenacapavir contribui para o tratamento de pessoas com essa doença?

Além da prevenção, o lenacapavir no tratamento do HIV foi aprovado para pacientes que já vivem com o vírus e apresentam resistência a múltiplos medicamentos. Nesses casos, muitas vezes as alternativas terapêuticas tornam-se limitadas, o que aumenta o risco de falhas no controle da carga viral. O novo fármaco surge como opção adicional para compor esquemas de resgate em situações de resistência extensa.

Para essa população, a introdução de um antirretroviral com mecanismo diferente pode ajudar a recuperar o controle da infecção, mantendo a carga viral indetectável e reduzindo o risco de transmissão. No entanto, mesmo com aplicações semestrais, o uso do lenacapavir exige seguimento clínico regular, exames laboratoriais e combinação com outros medicamentos, de acordo com o protocolo definido pelo infectologista.

  1. Avaliação do histórico de tratamento e resistência.
  2. Definição do esquema que inclui o lenacapavir.
  3. Aplicações periódicas em serviço de saúde habilitado.
  4. Monitoramento de efeitos adversos e resposta virológica.

Quais são os desafios de acesso ao lenacapavir no Brasil?

Apesar da eficácia, o acesso ao lenacapavir envolve questões econômicas e regulatórias. Nos Estados Unidos, o custo anual supera 28 mil dólares por pessoa, valor considerado elevado para sistemas públicos de saúde. No Brasil, a definição do preço máximo depende da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), etapa necessária antes do início da comercialização no país.

Para que o lenacapavir no SUS seja ofertado gratuitamente, como já ocorre com a PrEP oral e os antirretrovirais de uso contínuo, ainda é preciso passar pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e por decisão do Ministério da Saúde. Nessa análise, costumam ser considerados critérios como custo-efetividade, impacto orçamentário, viabilidade operacional e benefícios em saúde pública.

Há também um desafio logístico. As aplicações semestrais exigem serviços capacitados, agendas organizadas, acompanhamento de faltas e estrutura para armazenamento e aplicação segura. Em regiões com menor oferta de serviços especializados, isso pode representar um entrave adicional, especialmente em áreas de maior incidência de HIV.

Lenacapavir e cenário internacional: onde o Brasil se encaixa?

No cenário global, a empresa responsável pelo medicamento anunciou acordos para produção e venda de versões genéricas em países de baixa e média renda com alta incidência de HIV. A iniciativa busca reduzir custos e facilitar a adoção da PrEP injetável de longa duração e do tratamento em contextos com recursos limitados. Entretanto, o Brasil não foi incluído nesses acordos iniciais, assim como outros países da América do Sul, Ásia e Europa.

Pesquisadores da Universidade de Liverpool estimaram que o remédio poderia ser vendido a um valor bem inferior ao atualmente praticado, ainda com margem de lucro, o que alimenta o debate sobre preços e ampliação de acesso. Nesse contexto, negociações entre governo, indústria farmacêutica e organismos internacionais podem influenciar de forma decisiva a velocidade com que o lenacapavir se tornará disponível em larga escala para a população brasileira.

Com a aprovação regulatória já concedida, o próximo período tende a ser marcado por discussões técnicas e políticas sobre financiamento, priorização de grupos e organização dos serviços. A forma como essas decisões forem conduzidas terá impacto direto na capacidade do país de incorporar o lenacapavir à resposta ao HIV, tanto na prevenção quanto no tratamento, mantendo o foco na redução de novas infecções e na melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus.

FAQ sobre HIV e prevenção

1. Qual a diferença entre HIV e AIDS?

HIV é o vírus da imunodeficiência humana, que ataca o sistema imunológico. AIDS é o estágio avançado da infecção pelo HIV, quando o sistema imunológico está bastante comprometido e surgem infecções oportunistas e alguns tipos de câncer. Em suma, a pessoa pode ter HIV e não ter AIDS, especialmente quando faz tratamento correto. Portanto, o tratamento antirretroviral visa justamente evitar que a infecção progrida para AIDS.

2. Como o HIV é transmitido?

O HIV é transmitido principalmente por relações sexuais sem preservativo com pessoa infectada, pelo compartilhamento de seringas e agulhas, da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação e, mais raramente, por transfusão de sangue contaminado (o que é rigorosamente controlado no Brasil). O vírus precisa de contato com sangue, sêmen, secreção vaginal ou leite materno. Entretanto, abraços, beijos, talheres, assentos de banheiro e picadas de insetos não transmitem HIV.

3. HIV tem cura?

Até o momento, não há cura amplamente disponível para o HIV. Existem casos muito específicos de remissão após transplantes de medula óssea, mas não são estratégias aplicáveis à população em geral. Então, o tratamento atual é considerado crônico e altamente eficaz: com uso correto dos antirretrovirais, a pessoa pode ter carga viral indetectável, viver por muitos anos com boa qualidade de vida e sem transmitir o vírus por via sexual.

4. O que significa “carga viral indetectável” e “indetectável = intransmissível” (I=I)?

Carga viral indetectável é quando a quantidade de HIV no sangue fica tão baixa que não é detectada pelos exames de rotina. Isso indica que o tratamento está funcionando muito bem. Portanto, pessoas que mantêm carga viral indetectável de forma sustentada não transmitem o HIV por via sexual, conceito conhecido como “Indetectável = Intransmissível (I=I)”. Entretanto, ainda é recomendado acompanhamento regular, pois a manutenção da indetectabilidade depende da adesão ao tratamento.

5. Quais são os sintomas iniciais da infecção pelo HIV?

Algumas pessoas podem ter, nas primeiras semanas após a infecção, um quadro parecido com uma gripe forte: febre, dor de garganta, manchas na pele, aumento de gânglios (ínguas), cansaço intenso. Esses sinais não são específicos e podem ser confundidos com várias outras doenças. Portanto, a única forma de saber se há infecção é fazendo o teste de HIV. Então, diante de uma exposição de risco, é importante buscar o serviço de saúde e realizar a testagem.

6. Quais testes existem para diagnosticar o HIV e quando devo fazê-los?

Existem testes rápidos, que usam uma gota de sangue ou fluido oral e dão resultado em cerca de 30 minutos, e exames laboratoriais convencionais, que detectam anticorpos e/ou antígenos do vírus. Após uma situação de risco (como relação sexual sem preservativo), recomenda-se um teste inicial e, dependendo do tipo de exame, uma nova testagem após a chamada “janela imunológica” (geralmente até 30 dias). Portanto, é importante seguir a orientação do profissional de saúde sobre o melhor momento para testar.

7. Além da PrEP, o que é PEP e quando ela é indicada?

PEP (profilaxia pós-exposição) é o uso de medicamentos antirretrovirais por 28 dias após uma situação de risco, como relação sexual sem preservativo, violência sexual ou acidente ocupacional com material biológico. O objetivo é reduzir a chance de o vírus se estabelecer no organismo. Entretanto, a PEP só é eficaz se iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, em até 72 horas após a exposição. Então, em qualquer situação de risco recente, é fundamental procurar um serviço de saúde imediatamente.

8. Pessoas com HIV podem ter filhos sem transmitir o vírus?

Sim. Com acompanhamento adequado, tratamento da pessoa que vive com HIV e uso de estratégias específicas na gestação, parto e amamentação, o risco de transmissão vertical (da mãe para o bebê) pode ser reduzido a níveis muito baixos. Pessoas vivendo com HIV têm direito à reprodução e à formação de família. Portanto, o planejamento reprodutivo com equipe de saúde especializada é fundamental para garantir segurança para o bebê e para os pais.

9. Quais são os mitos mais comuns sobre HIV que precisam ser desmentidos?

Alguns mitos frequentes são: acreditar que HIV se transmite por beijo, abraço, suor, saliva ou uso compartilhado de copos e talheres; pensar que apenas “grupos específicos” estão em risco; ou achar que quem “parece saudável” não pode ter HIV. Em suma, esses equívocos aumentam o estigma e afastam as pessoas da testagem e do cuidado. Portanto, é essencial basear-se em informações científicas e atualizadas. Então, combater esses mitos ajuda a reduzir o preconceito e a fortalecer a prevenção.

10. Como o estigma em torno do HIV afeta a prevenção e o tratamento?

O estigma e a discriminação podem levar pessoas a evitarem testes, esconderem o diagnóstico, atrasarem o início do tratamento ou abandonarem o acompanhamento de saúde. Isso piora o controle individual da doença e mantém a circulação do vírus na comunidade. Portanto, combater o preconceito é tão importante quanto disponibilizar medicamentos. Então, políticas públicas, educação em saúde e respeito aos direitos humanos são pilares para uma resposta eficaz ao HIV.

Tags: Agência Nacional de Vigilância SanitáriaAnvisaBrasilhivinjeçãolenacapavirprevenção do hivsaúdetratamento do hiv
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