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Injeção contra HIV: entenda o lenacapavir e sua disponibilidade no SUS

Por Lucas
13/01/2026
Em Saúde
Injeção contra HIV: entenda o lenacapavir e sua disponibilidade no SUS

Créditos: depositphotos.com / olanstock

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Em janeiro de 2025, entrou em cena no Brasil uma nova estratégia de proteção contra o HIV: o uso do lenacapavir como injeção semestral para profilaxia pré-exposição (PrEP). Em vez de recorrer a comprimidos tomados todos os dias, essa proposta concentra a prevenção em duas aplicações por ano, realizadas em serviços de saúde habilitados. A decisão partiu da Anvisa, que avaliou estudos internacionais e autorizou o uso do medicamento para pessoas sem o vírus, mas com risco elevado de exposição. Em suma, essa inovação amplia o leque de possibilidades dentro da prevenção combinada, oferecendo mais flexibilidade para diferentes perfis de usuários.

O ponto central desse recurso é a praticidade. Muitos usuários de PrEP oral relatam dificuldade em manter uma rotina diária de comprimidos, seja por esquecimento, rotina de trabalho, viagens ou outros fatores. Portanto, com o lenacapavir, a responsabilidade de manter a proteção se desloca em grande parte para os agendamentos semestrais. A cada aplicação, espera-se que a medicação permaneça ativa no organismo por meses, oferecendo uma espécie de “janela de proteção” contínua contra a infecção pelo HIV. Entretanto, essa praticidade não dispensa o compromisso com consultas regulares, exames e orientações de profissionais de saúde, que ajustam a estratégia conforme a realidade de cada pessoa.

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O que é HIV e por que não é a mesma coisa que aids?

O HIV é um vírus que atinge o sistema de defesa do corpo, especialmente células responsáveis por coordenar a resposta imunológica. Sem acompanhamento, a infecção pode avançar ao longo dos anos até um quadro conhecido como aids, quando a imunidade cai a ponto de facilitar a instalação de doenças oportunistas. Nesse estágio, infecções simples podem evoluir de forma mais grave justamente porque o organismo perdeu parte de sua capacidade de reação. Em suma, HIV é o vírus; aids é a síndrome que surge quando a infecção avança sem controle.

Com os tratamentos atuais, distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), muitas pessoas que vivem com HIV mantêm a chamada carga viral indetectável, situação em que a quantidade de vírus no sangue é tão baixa que os exames padrão não conseguem identificá-lo. Quando isso se mantém, a transmissão sexual do HIV deixa de ocorrer, segundo evidências consolidadas em estudos de grande porte. Portanto, o tratamento funciona ao mesmo tempo como cuidado individual e como estratégia de saúde coletiva, alinhando a ideia de “indetectável = intransmissível” (I=I). Entretanto, é essencial manter a adesão correta aos medicamentos e seguir o acompanhamento médico para que esse benefício permaneça estável ao longo do tempo.

A transmissão do vírus acontece principalmente em relações sexuais sem preservativo, no compartilhamento de agulhas e seringas e da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação, quando não há assistência adequada. Contatos casuais — como beijo, abraço, uso compartilhado de utensílios, assento em transporte público ou contato com suor — não estão associados à infecção por HIV. Então, a prevenção se apoia tanto em estratégias biomédicas, como PrEP e tratamento, quanto em medidas comportamentais, como uso de preservativos e redução de danos. O SUS disponibiliza testes rápidos e gratuitos, que podem ser feitos de forma sigilosa em unidades básicas e serviços especializados, o que facilita o diagnóstico precoce e o início imediato do cuidado.

Lenacapavir para prevenção do HIV: como esse medicamento age no organismo?

Na prática da PrEP, o lenacapavir para prevenção do HIV funciona como um bloqueio químico antecipado. Ele pertence a um grupo de antirretrovirais que interfere diretamente em estruturas do capsídeo do HIV-1 — uma espécie de “invólucro” que protege o material genético viral. Ao atingir essa estrutura, o remédio prejudica várias etapas do ciclo de vida do vírus, reduzindo sua capacidade de entrar nas células e se multiplicar. Em suma, o medicamento cria barreiras em momentos-chave da infecção, então o HIV encontra muito mais dificuldade para se estabelecer no organismo.

Nas formulações aprovadas, o lenacapavir é administrado por via injetável em intervalos aproximados de seis meses. Depois de aplicado, o fármaco se distribui nos tecidos e mantém concentrações estáveis por longo período. Se houver contato com o HIV durante essa janela de proteção, a presença do medicamento torna muito mais difícil que a infecção se instale. Estudos clínicos de grande escala, conduzidos em diferentes países, observaram taxas muito baixas de novas infecções entre usuários que receberam as injeções de forma correta. Portanto, quando o esquema é seguido conforme a recomendação, a proteção tende a ser bastante elevada.

Uma característica apontada pelos pesquisadores é a adesão. Em ensaios que compararam esquemas orais diários com a injeção semestral, a frequência de comparecimento às datas de aplicação foi alta, indicando que esse formato pode ser mais compatível com a rotina de parte do público-alvo. Entretanto, o uso do lenacapavir não dispensa o acompanhamento médico, a realização periódica de exames e o diálogo contínuo sobre outras formas de cuidado, como preservativos e testagem regular. Em suma, o medicamento entra como mais uma ferramenta dentro de um conjunto de ações e não como substituto único de todas as demais práticas de prevenção.

Quem pode usar lenacapavir para PrEP?

A norma atual da Anvisa autoriza o uso do lenacapavir na PrEP para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, desde que tenham pelo menos 35 quilos e não estejam infectados pelo HIV. A confirmação da sorologia negativa é obrigatória antes da primeira aplicação e também em retomadas após interrupções. Essa checagem é importante porque a dose e o esquema de uso são diferentes quando o medicamento é empregado para tratar pessoas que já vivem com o vírus. Portanto, o teste de HIV atua como porta de entrada segura para o início da PrEP injetável.

A indicação costuma focar perfis com maior probabilidade de exposição, como pessoas com múltiplos parceiros sexuais, casais em que um parceiro vive com HIV, trabalhadores do sexo, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e usuários de drogas injetáveis. Mesmo assim, não há regra automática. Cada caso deve ser avaliado por profissionais de saúde, que levam em conta histórico clínico, uso de outros remédios, condições de acesso ao serviço e possibilidade de comparecer aos agendamentos semestrais. Em suma, a indicação é personalizada: o profissional analisa risco, contexto social, preferência da pessoa e alternativas já utilizadas.

  • Pré-requisito clínico: teste de HIV com resultado negativo antes de iniciar o esquema;
  • Faixa etária mínima: 12 anos;
  • Peso mínimo: 35 kg;
  • Seguimento: consultas para novas doses, avaliação de efeitos adversos e atualização de exames.

Além desses critérios básicos, profissionais também observam possíveis interações medicamentosas, histórico de alergias e presença de outras infecções sexualmente transmissíveis que precisem de tratamento. Então, a consulta prévia serve tanto para checar a elegibilidade quanto para orientar sobre o que esperar em termos de efeitos locais (como dor no local da aplicação), sinais de alerta e necessidade de manter outras práticas preventivas.

Lenacapavir estará no SUS? Qual é a discussão sobre preço?

O registro sanitário pela Anvisa não significa distribuição imediata pelo SUS. Para que o lenacapavir para prevenção do HIV passe a fazer parte da lista de medicamentos oferecidos na rede pública, é necessário que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analise o impacto clínico e econômico. Esse processo leva em conta resultados de estudos, comparação com opções já disponíveis e efeitos sobre o orçamento do sistema. Portanto, entre o registro e a oferta gratuita existe um caminho regulatório e orçamentário que precisa ser percorrido passo a passo.

O custo é um ponto sensível. Em valores atuais de mercado internacional, o tratamento preventivo com lenacapavir chega à casa de dezenas de milhares de dólares por pessoa ao ano, o que dificulta a adoção em larga escala por sistemas públicos. Pesquisas independentes, porém, sugerem que o preço poderia ser reduzido de forma expressiva em cenários de produção ampliada. Um artigo publicado em 2025 na revista The Lancet, liderado pelo pesquisador Andrew Hill, estimou que duas doses anuais poderiam ser produzidas por algo em torno de 25 dólares, valor muito abaixo dos preços praticados hoje. Em suma, o desafio passa por alinhar negociação, volume de compras e modelos de produção que tornem o medicamento mais acessível.

No Brasil, antes de qualquer negociação com o SUS, o medicamento precisa ter um preço máximo definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Só depois dessa etapa será possível simular o impacto de uma eventual incorporação nas contas públicas. Enquanto isso, o Ministério da Saúde mantém conversas com a farmacêutica responsável em busca de acordos que tornem o fornecimento financeiramente viável para o sistema. Então, a presença do lenacapavir na rede pública dependerá da combinação entre evidências científicas, pressão social por acesso e acordos de preço considerados sustentáveis a longo prazo.

Como o lenacapavir se encaixa na prevenção combinada ao HIV?

A introdução da PrEP injetável não anula o papel de outras ferramentas de prevenção. A camisinha continua essencial para diminuir o risco de HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis, além de contribuir para o controle da gravidez. A PrEP oral segue disponível para quem prefere ou se adapta melhor ao uso diário de comprimidos. A testagem periódica, o tratamento imediato de ISTs e ações educativas permanecem como bases da chamada prevenção combinada. Em suma, lenacapavir entra como reforço, não como substituto absoluto.

  1. Buscar testagem regular para HIV e outras ISTs em serviços de saúde;
  2. Avaliar, com profissionais, se há indicação para PrEP oral, injetável ou ambas em momentos distintos;
  3. Manter o uso de preservativos, mesmo quando se utiliza lenacapavir para prevenção do HIV;
  4. Comparecer às consultas agendadas para atualizar exames, renovar esquemas e discutir possíveis ajustes na estratégia de cuidado.

Ao ampliar o cardápio de opções, o lenacapavir oferece uma alternativa para quem tinha dificuldade de aderir aos esquemas tradicionais de prevenção. A efetividade desse recurso, porém, depende de informação acessível, de serviços estruturados e de políticas públicas capazes de equilibrar custo, benefício e acesso, especialmente entre populações mais expostas ao HIV no país. Portanto, discutir PrEP injetável envolve também enfrentar desigualdades regionais, estigma e barreiras culturais, para que a inovação chegue de forma justa a quem mais precisa. Em suma, tecnologia e política de saúde pública precisam caminhar juntas para que o impacto seja real.

FAQ – Perguntas frequentes sobre lenacapavir na PrEP

1. Lenacapavir protege contra outras ISTs além do HIV?
Não. Lenacapavir atua especificamente na prevenção da infecção pelo HIV-1. Entretanto, ele não protege contra sífilis, gonorreia, clamídia, HPV, hepatites virais ou outras ISTs. Portanto, o uso de preservativos e a testagem regular continuam fundamentais para um cuidado sexual mais completo.

2. O que acontece se eu atrasar ou perder a data da injeção?
Se o intervalo entre as doses ficar muito longo, o nível do medicamento no organismo pode cair e a proteção contra o HIV pode diminuir. Então, se você atrasar ou perder a data, procure o serviço de saúde o quanto antes para avaliar o risco, realizar testes e decidir se será necessário usar outra forma de PrEP ou uma nova aplicação em esquema ajustado.

3. Quais são os efeitos colaterais mais comuns do lenacapavir?
Os estudos descrevem, com mais frequência, dor, sensibilidade, endurecimento ou vermelhidão no local da injeção. Algumas pessoas relatam cefaleia, náusea ou mal-estar leve, que costumam ser temporários. Entretanto, qualquer sintoma intenso, persistente ou incomum deve ser comunicado à equipe de saúde para avaliação detalhada.

4. Posso usar lenacapavir e PrEP oral ao mesmo tempo?
Em geral, profissionais evitam o uso simultâneo rotineiro, pois lenacapavir já oferece proteção de longa duração. Entretanto, em situações específicas de transição entre esquemas, pode haver orientação personalizada por curto período. Portanto, nunca combine medicamentos por conta própria; converse sempre com a equipe que acompanha seu cuidado.

5. Pessoas gestantes ou que querem engravidar podem usar lenacapavir para PrEP?
Os dados sobre uso na gestação ainda são mais limitados do que para alguns esquemas orais de PrEP. Então, a decisão precisa ser individualizada, avaliando risco de exposição ao HIV, alternativas disponíveis e evidências mais recentes. Em suma, quem está gestante, amamentando ou planejando engravidar deve discutir em detalhe as opções com profissionais especializados em saúde sexual e reprodutiva.

Tags: aidshivinjeçãolenacapavirpreçosaudeSUSvalor
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