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Jovem de 24 anos infarta e só descobre ao vomitar sangue

Por Lucas
14/01/2026
Em Saúde
Jovem de 24 anos infarta e só descobre ao vomitar sangue

Créditos: depositphotos.com / Tharakorn

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O caso recente da influenciadora inglesa Faye Greenwood, que sofreu um ataque cardíaco em plena viagem de férias a Paris no início de 2025, chamou atenção para um problema que vem crescendo entre o público feminino mais jovem: o infarto em mulheres. Aos 24 anos, ela apresentou sinais pouco específicos, demorou a receber atendimento adequado e acabou passando por um transplante de coração meses depois, após uma longa internação e múltiplos procedimentos. Em suma, a história de Faye ilustra como um quadro cardíaco grave pode se desenvolver de forma silenciosa e progressiva, principalmente quando sintomas iniciais não recebem a devida atenção.

O episódio ilustra como o reconhecimento dos primeiros sintomas ainda é um desafio, principalmente quando o quadro foge do padrão mais conhecido. Greenwood relatou confusão mental, mal-estar geral e, posteriormente, vômitos com aparência de sangue. Entre uma ida e outra ao hospital, houve atraso no diagnóstico e no início do tratamento, o que contribuiu para danos extensos ao músculo cardíaco e insuficiência cardíaca grave. Portanto, quando sinais estranhos e persistentes surgem, especialmente associados a mal-estar intenso, tontura ou falta de ar, torna-se fundamental procurar ajuda rapidamente, mesmo que a pessoa seja jovem e aparentemente saudável.

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Infarto em mulheres jovens: por que a atenção precisa ser redobrada?

O infarto agudo do miocárdio é tradicionalmente associado a homens mais velhos, mas dados recentes indicam uma mudança importante nesse cenário. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) aponta que, entre 1990 e 2019, as mortes por infarto em mulheres de 15 a 49 anos aumentaram cerca de 62%. O infarto em mulheres, portanto, deixou de ser uma condição considerada rara em idades precoces e passou a ser um tema prioritário de saúde pública. Em suma, entender essa mudança de perfil ajuda a quebrar o mito de que “coração só é problema depois dos 50”.

Especialistas atribuem esse aumento a uma combinação de fatores: maior prevalência de sobrepeso e obesidade, sedentarismo, tabagismo, alterações metabólicas, além de estresse crônico e noites de sono cada vez mais curtas. Em muitas situações, essas condições se somam a fatores genéticos ou a doenças pré-existentes ainda não diagnosticadas, elevando o risco de obstrução das artérias coronárias mesmo em pessoas com menos de 30 anos. Entretanto, vale ressaltar que nem todas as mulheres com infarto apresentam múltiplos fatores de risco clássicos; algumas desenvolvem o problema por alterações específicas nas artérias, como a dissecção espontânea de coronária, mais frequente no sexo feminino.

Quais são os sintomas de infarto em mulheres?

De acordo com orientações do Ministério da Saúde e de entidades cardiológicas, o infarto em mulheres pode se manifestar de duas formas principais: com sintomas considerados “típicos” e com sinais chamados de “atípicos”, que costumam gerar mais confusão. A dor intensa no peito ainda é um alerta importante, mas não é a única forma de apresentação, especialmente entre mulheres jovens. Portanto, reconhecer tanto os sinais clássicos quanto os mais sutis torna-se essencial para buscar atendimento sem demora.

Entre os sintomas clássicos de infarto, costumam aparecer:

  • Dor ou pressão no peito, que pode irradiar para o braço, ombro, costas ou mandíbula;
  • Suor frio repentino;
  • Falta de ar, mesmo em repouso;
  • Sensação de aperto ou queimação no tórax por mais de 20 minutos.

Já os sintomas atípicos mais observados em mulheres incluem:

  • Desconforto no estômago, azia intensa ou indigestão persistente;
  • Náuseas e vômitos sem causa gastrointestinal evidente;
  • Cansaço extremo ou fraqueza sem motivo aparente;
  • Tontura, desmaios ou sensação de desfalecimento;
  • Palpitações frequentes ou ritmo cardíaco irregular;
  • Mal-estar generalizado, às vezes descrito como “algo errado que não passa”.

A combinação desses sinais atípicos com falta de informação e dúvidas em relação à gravidade dos sintomas pode levar ao atraso na procura por ajuda ou à subvalorização do quadro durante a triagem hospitalar, o que aumenta o risco de sequelas permanentes no coração. Então, ao notar sintomas persistentes, principalmente quando eles surgem de forma súbita e intensa, a recomendação é não esperar passar sozinho e, sim, buscar avaliação em serviço de urgência.

O que pode levar uma mulher jovem a ter infarto?

O infarto em mulheres jovens geralmente está relacionado a um conjunto de fatores de risco. Em muitos casos, não se trata de uma única causa isolada, mas de um acúmulo de elementos que, ao longo do tempo, comprometem as artérias e o músculo cardíaco. A literatura médica e as diretrizes da SBC destacam alguns pontos recorrentes nesse perfil de paciente. Em suma, estilo de vida, genética, doenças prévias e até condições específicas da mulher (como gestação e uso de hormônios) interagem entre si.

Entre os fatores de risco mais comuns, estão:

  1. Sedentarismo: ausência de atividade física regular favorece ganho de peso, resistência à insulina e aumento da pressão arterial.
  2. Sobrepeso e obesidade: excesso de gordura corporal está diretamente ligado a inflamação crônica, colesterol alterado e maior sobrecarga para o coração.
  3. Tabagismo: o cigarro danifica a parede das artérias, facilita a formação de placas de gordura e aumenta a tendência à formação de coágulos.
  4. Alimentação rica em ultraprocessados: consumo elevado de sal, gorduras saturadas e açúcar contribui para hipertensão, diabetes e dislipidemia.
  5. Estresse contínuo e sono ruim: níveis elevados de cortisol e noites mal dormidas interferem no controle da pressão, do peso e da glicemia.
  6. Histórico familiar: parentes de primeiro grau com infarto precoce sugerem maior predisposição genética.

Além desses pontos, algumas condições específicas aumentam o risco de infarto em mulheres, como uso de anticoncepcionais hormonais em combinação com tabagismo, doenças autoimunes, distúrbios de coagulação, hipertensão gestacional e diabetes. Em determinados casos, mesmo sem fatores de risco aparentes, podem ocorrer alterações nas artérias coronárias, como dissecção espontânea, mais frequente em mulheres. Portanto, consultas regulares com médicos de clínica ou cardiologistas, sobretudo quando existem dores no peito recorrentes, palpitações ou cansaço desproporcional, tornam-se importantes mesmo na faixa etária jovem.

Como reconhecer o infarto em mulheres e agir mais rápido?

A experiência de Faye Greenwood evidencia como a interpretação inicial dos sintomas pode influenciar diretamente o desfecho. Ela chegou a considerar que estaria “exagerando” ao procurar atendimento pela primeira vez, algo relatado com frequência por mulheres que enfrentam quadros cardíacos agudos. A desconfiança em relação à própria percepção de mal-estar tende a adiar a busca por ajuda. Em suma, a mensagem central é: não minimizar o que o corpo sinaliza, principalmente quando o mal-estar foge totalmente ao habitual.

Para reduzir esse intervalo entre o início dos sinais e o atendimento adequado, algumas medidas são destacadas por profissionais de saúde:

  • Levar a sério dores no peito, falta de ar intensa ou mal-estar súbito, mesmo em pessoas jovens;
  • Prestar atenção quando sintomas digestivos (como náusea ou dor abdominal) aparecem junto com cansaço extremo, suor frio ou tontura;
  • Buscar serviço de emergência em vez de aguardar melhora espontânea quando os sinais persistem por mais de alguns minutos ou pioram rapidamente;
  • Informar, sempre que possível, histórico familiar de problemas cardíacos, uso de medicamentos e fatores de risco pessoais.

Nos hospitais, exames como eletrocardiograma, dosagem de marcadores cardíacos no sangue e, em alguns casos, ecocardiograma ou cateterismo são fundamentais para confirmar o diagnóstico e direcionar o tratamento, que pode envolver medicamentos para desobstrução das artérias ou procedimentos como angioplastia e colocação de stent. Então, quanto mais cedo a mulher chega ao atendimento especializado, maiores são as chances de salvar músculo cardíaco e retornar às atividades com menos limitações.

Infarto em mulheres: o papel da prevenção e do acompanhamento médico

Além do atendimento emergencial, o infarto em mulheres levanta a importância de estratégias de longo prazo para reduzir o risco de novos eventos. A SBC reforça que grande parte das doenças cardiovasculares pode ser evitada ou adiada com medidas de prevenção e acompanhamento adequado, especialmente quando os fatores de risco são identificados precocemente. Em suma, prevenção cardiovascular começa muito antes de qualquer dor no peito, com escolhas diárias e acompanhamento médico regular.

Entre as recomendações gerais para proteção do coração feminino, costumam ser citadas:

  • Manter alimentação equilibrada, com foco em frutas, legumes, verduras e grãos integrais;
  • Praticar atividade física regular, adaptada à condição de saúde e orientada por profissional;
  • Evitar tabagismo e reduzir consumo de álcool;
  • Cuidar do sono e adotar estratégias para manejo do estresse;
  • Realizar check-ups periódicos, com avaliação da pressão arterial, colesterol, glicemia e peso;
  • Seguir corretamente o tratamento em casos de hipertensão, diabetes, arritmias ou outras cardiopatias.

O aumento dos casos de infarto em mulheres jovens, especialmente entre 15 e 49 anos, indica que a saúde cardiovascular desse grupo precisa ser observada com a mesma atenção dedicada tradicionalmente aos homens. Informar sobre sinais típicos e atípicos, reduzir o estigma em torno da busca por ajuda e incentivar hábitos protetores são etapas centrais para diminuir mortes e sequelas decorrentes do infarto em mulheres nos próximos anos. Portanto, falar abertamente sobre o tema em consultas, em casa, no ambiente de trabalho e nas redes sociais contribui para que mais mulheres reconheçam os sinais de alerta a tempo.

FAQ – Perguntas frequentes sobre infarto em mulheres

1. Infarto em mulheres jovens é mais emocional ou “psicológico”?
Não. Embora o estresse emocional intenso possa desencadear alterações cardíacas (como a síndrome de Takotsubo), infarto envolve, na maior parte das vezes, alteração real das artérias coronárias ou do fluxo de sangue para o coração. Portanto, não é “drama” nem “exagero”; sintomas devem sempre ser levados a sério.

2. Anticoncepcional sempre aumenta o risco de infarto?
Não é sempre, mas alguns anticoncepcionais hormonais podem elevar o risco de trombose e de eventos cardiovasculares, especialmente quando combinados com tabagismo, obesidade, enxaqueca com aura ou hipertensão. Em suma, a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, com avaliação médica e revisão periódica.

3. Mulheres com vida ativa e magras podem ter infarto?
Sim. Embora atividade física regular e peso adequado reduzam bastante o risco, não existe proteção absoluta. Fatores como genética, doenças autoimunes, distúrbios de coagulação e dissecção espontânea de coronária podem levar ao infarto em mulheres aparentemente saudáveis. Então, mesmo quem cuida bem da saúde precisa ouvir o próprio corpo e investigar sintomas estranhos.

4. Qual a diferença entre crise de ansiedade e infarto em mulheres?
Ambos podem causar palpitações, sensação de aperto no peito e falta de ar. Entretanto, no infarto, o desconforto costuma durar mais, pode piorar com esforço, vir acompanhado de náuseas, suor frio intenso, dor irradiada para braço, costas ou mandíbula e sensação de mal-estar muito marcante. Quando há dúvida, portanto, o mais seguro é procurar pronto-atendimento para afastar causa cardíaca.

5. Depois de um infarto, a mulher pode voltar a treinar e trabalhar normalmente?
Na maioria dos casos, sim, com acompanhamento cardiológico e participação em reabilitação cardíaca. O retorno às atividades físicas e ao trabalho ocorre de forma gradual, respeitando limites individuais e orientações médicas. Em suma, aderir ao tratamento, aos medicamentos e às mudanças de estilo de vida aumenta bastante a chance de recuperação funcional e de boa qualidade de vida após o evento.

Tags: Infartojovemsanguesaudesintomasvomitar
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