Os golpes se tornam mais frequentes durante o período de férias, que costuma trazer descanso, viagens e maior uso do celular, mas também amplia a atuação de golpistas que se aproveitam da rotina mais relaxada para aplicar fraudes digitais e presenciais. Nesse cenário, o tema golpes nas férias ganha relevância, principalmente pela combinação de deslocamentos, reservas on-line e acesso constante a redes públicas de internet. A falta de atenção a detalhes simples, como a checagem de links e valores em pagamentos, costuma ser o principal ponto de entrada para muitas armadilhas.
Com o avanço da tecnologia, os golpes deixaram de se concentrar apenas em ligações suspeitas ou abordagens na rua. Hoje, criminosos utilizam aplicativos de mensagem, redes sociais, sites falsos e maquininhas de cartão para enganar turistas e moradores. A mesma tecnologia que facilita reservas, compras e transferências rápidas também é usada para criar páginas fraudulentas, simular promoções e capturar dados pessoais, o que torna fundamental entender como esses esquemas funcionam.
Quais são os golpes nas férias mais comuns atualmente?
Entre os golpes mais frequentes nas férias estão os anúncios de hospedagem inexistente, o uso de redes Wi-Fi inseguras, cobranças indevidas em maquininhas e promoções falsas enviadas por aplicativos de mensagem. No caso de aluguel de temporada fraudulento, é comum a oferta de casas amplas, com estrutura completa, por valores muito abaixo da média local. Muitas vezes, as imagens são copiadas de outros anúncios e o suposto proprietário pressiona para pagamento imediato via transferência ou Pix, alegando alta procura.
Outro esquema recorrente envolve o Wi-Fi gratuito oferecido em estabelecimentos, praças ou pontos turísticos. Criminosos podem criar redes com nomes parecidos aos de hotéis, shoppings ou restaurantes e, ao se conectar, a pessoa pode ter seus dados interceptados. Também se destacam golpes com maquininhas de cartão, em que o atendente digita um valor diferente do combinado ou utiliza um equipamento adulterado. Já no ambiente digital, falsas promoções de passagens, pacotes de viagem e cupons de desconto circulam em massa por mensagens, sempre com senso de urgência.
Como se proteger de golpes nas férias com ajuda da tecnologia?
A própria tecnologia pode ser aliada para evitar golpes nas férias. Antes de fechar hospedagens, é possível usar ferramentas de mapa para confirmar se o endereço existe, checar avaliações em diferentes plataformas e fazer busca reversa de imagens para verificar se as fotos aparecem em outros sites. Plataformas de aluguel que funcionam como intermediárias trazem camadas extras de segurança, pois costumam liberar o pagamento ao anunciante somente após a entrada no imóvel, reduzindo o risco de sumiço do dinheiro.
No campo da segurança digital, recursos como autenticação em duas etapas em contas de e-mail, aplicativos de banco e redes sociais dificultam o acesso indevido mesmo que a senha seja descoberta. Aplicativos de instituições financeiras oferecem ainda alertas de transações em tempo real, permitindo identificar imediatamente uma cobrança fora do padrão. Sistemas de segurança do próprio celular, como bloqueio por biometria, senha forte e rastreamento em caso de perda, complementam a proteção, especialmente em viagens longas.
Quais cuidados práticos reduzem o risco de cair em golpe?
Alguns hábitos simples ajudam a diminuir a exposição a golpes em viagens. A atenção redobrada a valores exibidos em maquininhas, links recebidos por mensagem e pedidos de pagamento antecipado faz diferença. Manter o foco nos detalhes tende a ser mais difícil em clima de descanso, mas justamente por isso esses cuidados ganham importância. A seguir, alguns pontos práticos:
- Hospedagem: pesquisar o imóvel em mais de um site, ler comentários recentes, desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado e evitar pagamento integral fora da plataforma.
- Internet: priorizar dados móveis para acessar serviços sensíveis, como banco e e-mail, e evitar digitar senhas ou preencher formulários importantes em redes públicas.
- Pagamentos presenciais: olhar com calma o visor da maquininha, recusar equipamentos com tela danificada ou ilegível e conferir notificações do banco logo após a transação.
- Mensagens e promoções: desconfiar de prazos extremamente curtos, verificar o endereço do site com atenção e buscar o canal oficial da empresa antes de fornecer qualquer dado.
Para quem deseja organizar melhor esses cuidados, a adoção de uma rotina básica de verificação pode ajudar. Um checklist simples, aplicado sempre que surgir uma oferta ou situação suspeita, reduz improvisos e decisões impulsivas, mesmo quando a atenção está voltada ao descanso.
- Confirmar a origem da oferta (site oficial, aplicativo reconhecido ou canal verificado).
- Analisar se o preço é compatível com o praticado no mercado local.
- Verificar avaliações e comentários de outros usuários em mais de uma plataforma.
- Checar se a conexão é segura antes de inserir dados pessoais ou bancários.
- Ativar alertas de transações e revisar movimentações financeiras com frequência.
Golpistas adaptam estratégias ao comportamento de quem está de férias, alternando entre abordagens digitais e presenciais. A combinação de desconfiança saudável, uso inteligente da tecnologia e atenção a sinais de alerta tende a reduzir significativamente o risco de prejuízos. Assim, o período de descanso permanece associado às lembranças da viagem, e não a problemas financeiros ou burocráticos após o retorno.
FAQ – Perguntas e respostas sobre golpes famosos nas férias
1. O que é o golpe do “falso suporte do banco” durante as férias?
O golpe do falso suporte ocorre quando criminosos ligam, enviam mensagens ou entram em contato por aplicativos se passando pelo banco, dizendo ter identificado movimentações suspeitas justamente por você estar viajando. Em suma, eles pedem que a vítima confirme dados pessoais, códigos enviados por SMS ou até que faça uma “transferência de segurança”. Entretanto, nenhum banco legítimo solicita senhas completas, códigos de autenticação ou transferências para “contas de verificação”. Portanto, ao receber esse tipo de contato, o ideal é encerrar a conversa e ligar diretamente para o número oficial do banco, que está no cartão ou no aplicativo. Então você confirma se realmente existe algum problema.
2. Como funciona o golpe do “falso guia turístico” em destinos muito procurados?
Nesse tipo de fraude, alguém se apresenta como guia credenciado, muitas vezes com crachás ou folhetos que parecem oficiais, oferecendo passeios exclusivos ou “ingressos mais baratos” para atrações. O golpista pode cobrar antecipado por um passeio que não acontecerá ou conduzir o turista a estabelecimentos que pagam comissão, inflando preços. Entretanto, guias sérios costumam estar vinculados a agências reconhecidas, órgãos de turismo locais ou plataformas avaliadas por usuários. Portanto, antes de contratar, verifique o nome do guia, pesquise na internet, confirme se há registro em órgão oficial e evite pagar valores altos em dinheiro vivo sem recibo. Então, priorize agências e plataformas com reputação consolidada.
3. O que é o golpe da “corrente de WhatsApp” com recompensas em grandes marcas?
As correntes prometem cupons, diárias grátis, milhas ou prêmios de grandes empresas em troca de cliques e compartilhamentos. A mensagem geralmente exige que a pessoa responda a um questionário simples, compartilhe o link com vários contatos e, ao final, clique em um site que coleta dados ou instala algum tipo de malware. Entretanto, promoções oficiais dificilmente exigem que o usuário encaminhe mensagens a uma quantidade específica de pessoas para ganhar algo. Portanto, desconfie de links encurtados, erros de português e pedidos de compartilhamento em massa. Então, sempre confirme no site ou nas redes oficiais da marca antes de clicar em qualquer oferta.
4. Como age o golpe do “taxi ou transporte por app com cobrança exagerada”?
Em destinos turísticos, alguns motoristas mal-intencionados podem aproveitar o desconhecimento de rotas para dar voltas desnecessárias ou alterar o valor da corrida. Em aplicativos, um golpe comum é cancelar a viagem no sistema e combinar pagamento por fora, sem recibo, abrindo espaço para cobranças abusivas. Entretanto, as plataformas de mobilidade oferecem registro de trajeto, valor estimado e suporte em caso de problemas. Portanto, evite combinar pagamentos fora do aplicativo, confira se o motorista e o veículo correspondem aos dados exibidos na tela e acompanhe o percurso pelo mapa. Então, em casos de valor muito acima do normal, registre reclamação imediatamente no app.
5. O que é o golpe do “ingresso falso” para shows e atrações de férias?
Esse golpe consiste na venda de ingressos inexistentes ou duplicados para festivais, parques, festas e eventos sazonais. O criminoso pode usar anúncios em redes sociais, grupos de viagem ou marketplaces, muitas vezes alegando que “não poderá ir” e que está revendendo por preço promocional. Entretanto, ingressos comprados fora de canais oficiais têm maior risco de serem falsos ou já usados. Portanto, prefira adquirir entradas diretamente com organizadores, bilheterias oficiais ou parceiros autorizados, conferindo sempre o CNPJ e os dados da empresa. Então, se for comprar de terceiros, faça isso em plataformas que ofereçam algum tipo de proteção ao comprador.
6. Como funciona o golpe do “câmbio de moeda com taxa irresistível”?
Em regiões turísticas, aparecem ofertas de câmbio com valores muito mais vantajosos que os praticados em casas oficiais. Golpistas podem entregar notas falsas, incompletas ou até simplesmente desaparecer após receber o dinheiro. Entretanto, o câmbio legal é regulado e não costuma ter diferenças extremas de taxa entre estabelecimentos sérios. Portanto, verifique se a casa de câmbio é autorizada, consulte avaliações e desconfie de abordagens na rua ou em locais improvisados. Então, para evitar problemas, faça simulações em sites de bancos e corretoras conhecidas e compare com a oferta antes de fechar qualquer troca de moeda.
7. O que caracteriza o golpe do “convite para investimento rápido em viagens”?
Esse golpe mistura férias e promessa de ganho financeiro. Em suma, alguém oferece um “investimento” em cotas de hotéis, casas de temporada, timeshares ou clubes de férias, garantido lucro alto e uso do imóvel em determinadas épocas do ano. Muitas vezes a apresentação é feita em resorts, com brindes e pressão para fechar na hora. Entretanto, retornos muito acima do mercado, falta de documentação clara e insistência para assinatura imediata são sinais de alerta. Portanto, nunca assine contratos ou faça pagamentos sem ler tudo com calma, pesquisar a empresa, analisar o CNPJ e, se possível, consultar um profissional de confiança. Então, se a proposta não puder esperar sua análise, provavelmente não é confiável.
8. Como funciona o golpe de “clonagem de cartão em caixas eletrônicos turísticos”?
Em locais muito movimentados, criminosos podem instalar dispositivos em caixas eletrônicos para copiar dados do cartão e filmar ou capturar a senha digitada. A vítima usa o caixa normalmente, mas depois percebe saques e compras desconhecidas na conta. Entretanto, sinais como peças soltas, teclados sobrepostos ou leitores de cartão estranhos devem chamar a atenção. Portanto, sempre que possível use caixas dentro de agências ou shoppings, cubra o teclado ao digitar a senha e habilite limites baixos para saques. Então, se notar qualquer transação suspeita, bloqueie o cartão imediatamente pelo aplicativo ou telefone do banco.
9. O que é o golpe da “reserva de carro que some na hora da retirada”?
Nesse golpe, sites ou perfis falsos oferecem aluguel de carro com preços muito abaixo do mercado, pedindo pagamento antecipado total ou parcial. Em suma, o viajante recebe um “voucher”, mas, ao chegar ao destino, descobre que a locadora não existe ou que a empresa verdadeira não reconhece a reserva. Entretanto, grandes locadoras trabalham com sites oficiais e parceiros conhecidos, além de enviarem confirmações com detalhes claros de reserva. Portanto, antes de pagar, pesquise o nome da empresa, procure por reclamações em órgãos de defesa do consumidor e confirme se o site indicado aparece no canal oficial da marca. Então, desconfie de descontos muito agressivos, especialmente se exigirem transferência direta para contas de pessoa física.









