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Dormir até tarde ajuda na ansiedade dos adolescentes; entenda

Por Larissa
19/01/2026
Em Saúde
Dormir até tarde ajuda na ansiedade dos adolescentes; entenda

Créditos: depositphotos.com / olenahs2.gmail.com

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Entre adolescentes, a relação entre sono e saúde mental tem ganhado cada vez mais atenção de pesquisadores. Estudos recentes indicam que estender as horas de sono nos fins de semana pode funcionar como uma espécie de “respiro” emocional para jovens que acumulam noites curtas durante os dias de aula. Esse descanso extra aparece associado a níveis menores de estresse, ansiedade e sintomas depressivos, especialmente entre aqueles que dormem pouco de segunda a sexta.

Na fase dos 13 aos 18 anos, o organismo passa por mudanças intensas, e o sono se torna um aliado importante nesse processo. Quando o descanso fica insuficiente, o corpo e o cérebro costumam responder com irritabilidade, dificuldade de concentração e maior sensibilidade a situações do dia a dia.

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Sono na adolescência: por que tantas horas são necessárias?

Nessa etapa da vida, o relógio biológico costuma atrasar, levando muitos jovens a dormirem mais tarde e, ao mesmo tempo, precisarem acordar cedo para estudar. Essa combinação favorece uma espécie de “dívida de sono”, que vai se acumulando ao longo da semana. Portanto, quando essa dívida aumenta, o adolescente sente mais cansaço, tem menos paciência e apresenta maior oscilação de humor. Com menos horas na cama, o organismo produz mais hormônios ligados ao estresse e reduz a capacidade de regular emoções.

Pesquisas apontam que adolescentes precisam, em média, de 8 a 10 horas de sono por noite para manter o funcionamento adequado do cérebro e do corpo. Entretanto, muitos jovens dormem bem menos que isso por causa de tarefas escolares, uso excessivo de telas e horários rígidos de entrada na escola. Quando essa meta não é alcançada, o impacto aparece em diferentes áreas: desempenho escolar, relações sociais, motivação para atividades físicas e até alimentação. Em suma, o sono na adolescência influencia diretamente notas, convivência com amigos, prática de esportes e escolhas alimentares diárias.

O sono insuficiente ainda interfere no processamento de memórias e na tomada de decisões, algo especialmente sensível nessa fase de maior exposição a riscos. Portanto, quando o jovem dorme pouco, ele tende a avaliar pior as consequências de seus atos, o que aumenta a chance de comportamentos impulsivos, como dirigir em alta velocidade, usar substâncias ou se envolver em brigas. Então, cuidar do sono não significa apenas “descansar mais”, mas também proteger o adolescente de situações que podem comprometer sua saúde física, emocional e social a médio e longo prazo.

Mais sono no fim de semana ajuda mesmo a saúde mental?

Dormir mais nos fins de semana é conhecido como sono compensatório. Em adolescentes, esse hábito tem sido analisado como uma possível forma de reduzir o desgaste acumulado durante a semana. Estudos recentes sugerem que, quando o jovem consegue prolongar o sono aos sábados e domingos, há tendência a relatar menos sintomas de ansiedade, menos irritação e maior sensação de bem-estar emocional. Um pouco de sono compensatório pode funcionar como uma “pausa de recuperação” para o cérebro e para o corpo.

Isso ocorre porque o sono atua como um regulador importante do humor. Durante a noite, o cérebro reorganiza informações, consolida memórias e ajusta sistemas ligados ao controle das emoções. Quando esse processo acontece de forma mais completa, o adolescente tende a lidar melhor com frustrações, pressões escolares e conflitos sociais. Então, ele reage com menos impulsividade, sente menos desânimo e mantém maior foco nas tarefas. Ainda assim, especialistas alertam que o sono de fim de semana não substitui a necessidade de noites razoavelmente estáveis ao longo da semana.

Outro ponto destacado por pesquisadores é que exagerar nos horários pode gerar o chamado “jet lag social”. Quando o jovem dorme muito tarde e acorda quase ao meio-dia nos fins de semana, o relógio biológico se desajusta e a adaptação à rotina de segunda-feira se torna mais difícil. Portanto, essa mudança brusca reduz o efeito positivo do sono compensatório e aumenta a sensação de cansaço no início da semana. Por isso, a recomendação costuma ser aumentar um pouco as horas de sono, mas sem mudanças extremas de horário entre dias de aula e dias de descanso. Em suma, equilíbrio e consistência de horários ajudam mais do que grandes “maratonas de sono” apenas em um ou dois dias.

Como melhorar o sono na adolescência no dia a dia?

Para favorecer um sono saudável, famílias e escolas podem adotar estratégias simples, focadas em rotina, ambiente e uso de tecnologia. A combinação de pequenos ajustes costuma fazer diferença na qualidade do descanso e, por consequência, no equilíbrio emocional dos jovens. Portanto, em vez de mudanças radicais, vale apostar em passos graduais que se encaixem na realidade de cada adolescente.

Entre as orientações mais citadas por profissionais de saúde, destacam-se:

  • Evitar mudanças bruscas de horário entre semana e fim de semana, mantendo uma diferença moderada de tempo para dormir e acordar. Em suma, variações de até 1 ou 2 horas costumam ser mais bem toleradas pelo organismo.
  • Priorizar o descanso em períodos de maior demanda escolar, organizando estudos e atividades para não avançar de forma constante pela madrugada. Então, planejar trabalhos e provas com antecedência reduz a necessidade de virar noites.
  • Reduzir o uso noturno de telas, como celular, computador e televisão, pelo menos 1 hora antes de dormir, já que a luz azul interfere na produção de melatonina. Portanto, estabelecer um “horário limite” para redes sociais e jogos ajuda a facilitar o início do sono.
  • Criar um ambiente tranquilo, com pouca luz e barulho, facilitando o início do sono. Em suma, quarto arejado, temperatura agradável e cama confortável favorecem uma noite mais contínua e restauradora.
  • Evitar estimulantes, como bebidas energéticas e excesso de cafeína à noite. Então, substituir esses itens por água, chás sem cafeína e lanches leves contribui para um sono mais profundo.

Para algumas famílias, pode ser útil estruturar pequenos passos para organizar melhor o sono do adolescente.

  1. Definir um horário-alvo para dormir nos dias de aula. Escolher um horário realista, que permita de 8 a 10 horas de sono.
  2. Ajustar gradualmente esse horário, antecipando 15 a 20 minutos por noite, quando necessário.
  3. Estabelecer um “ritual de desaceleração”, como banho morno, leitura leve ou exercícios de respiração. Então, o corpo recebe sinais claros de que está chegando o momento de dormir, o que reduz a agitação mental.
  4. Combinar limites claros para o uso de celular e videogame no período noturno. Deixar os aparelhos fora do quarto ou longe da cama diminui a tentação de continuar conectado até tarde.
  5. Observar sinais de alerta, como mudanças intensas de humor ou dificuldade persistente para dormir, buscando orientação profissional se necessário. Em suma, quando o problema de sono se prolonga e afeta a rotina, ajuda especializada faz diferença.

O conjunto de evidências científicas indica que o sono na adolescência não é apenas uma questão de cansaço, mas um componente central da saúde mental. Dormir um pouco mais nos fins de semana pode funcionar como apoio importante, desde que aliado a uma rotina relativamente estável e a hábitos noturnos que respeitem o relógio biológico dos jovens. Portanto, em vez de enxergar o sono como “preguiça”, famílias e escolas podem tratá-lo como parte essencial da educação em saúde e do desenvolvimento emocional. Em suma, cuidar do sono na adolescência significa investir em bem-estar, aprendizado e qualidade de vida no presente e no futuro.

FAQ sobre sono na adolescência e saúde mental

1. Qual é o horário ideal para um adolescente dormir?
Não existe um único horário ideal para todos, entretanto, o mais importante é garantir entre 8 e 10 horas de sono por noite. Portanto, se o adolescente precisa acordar às 6h30 para ir à escola, o recomendado é que ele durma entre 20h30 e 22h30. Em suma, o horário deve respeitar tanto a rotina familiar quanto o relógio biológico do jovem.

2. Cochilos à tarde atrapalham o sono da noite?
Cochilos curtos, de até 20 ou 30 minutos, no meio da tarde tendem a não atrapalhar o sono noturno e podem até melhorar o humor e a concentração. Entretanto, cochilos longos ou muito próximos do horário de dormir podem dificultar o início do sono à noite. Portanto, se o adolescente já apresenta insônia, convém limitar ou evitar sonecas prolongadas.

3. Exercício físico ajuda o sono na adolescência?
Sim, atividade física regular melhora a qualidade do sono, reduz a ansiedade e contribui para um humor mais estável. Então, práticas como caminhada, esportes coletivos ou dança, realizadas preferencialmente durante o dia ou no fim da tarde, favorecem um adormecer mais rápido. Em suma, o que deve ser evitado são exercícios muito intensos imediatamente antes de dormir.

4. Quando o problema de sono exige ajuda profissional?
Quando o adolescente passa semanas com muita dificuldade para dormir, acorda várias vezes durante a noite ou se sente exausto mesmo depois de muitas horas na cama, é hora de buscar avaliação especializada. Portanto, se o sono ruim vem acompanhado de tristeza intensa, queda acentuada no rendimento escolar ou isolamento social, um psicólogo, psiquiatra ou médico do sono deve ser consultado. Em suma, quanto mais cedo o cuidado, menor o risco de agravamento de problemas de saúde mental.

5. Como pais podem apoiar sem gerar conflitos sobre horário de dormir?
Pais podem começar pela escuta e pelo diálogo, explicando por que o sono na adolescência é importante para o humor, as notas e a saúde em geral. Então, em vez de impor regras sem conversa, eles podem negociar horários, construir juntos o ritual noturno e dar exemplo ao também cuidar do próprio sono. Portanto, quando o adolescente se sente respeitado, ele tende a colaborar mais com os ajustes de rotina. Em suma, parceria funciona melhor do que apenas cobrança ou punição.

Tags: adolescentesansiedadesaúdesaúde mental
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