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Cannabis mostra eficácia contra Alzheimer em estudo inédito

Por Lucas
29/01/2026
Em Saúde
Cannabis mostra eficácia contra Alzheimer em estudo inédito

Créditos: depositphotos.com / eranicle

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A utilização da cannabis medicinal no tratamento do Alzheimer vem ganhando espaço em centros de pesquisa e serviços de saúde no Brasil e no mundo. Portanto, estudos recentes, conduzidos com idosos diagnosticados com a doença, apontam que o extrato da planta pode estar associado a melhora em testes de memória e em outras funções cognitivas. Em suma, esse cenário desperta interesse de pesquisadores, familiares e profissionais de saúde, especialmente diante das limitações das terapias tradicionais disponíveis até 2025.

O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela morte de neurônios e por alterações estruturais no cérebro que podem começar décadas antes dos primeiros sintomas. Então, entre os sinais mais conhecidos estão lapses de memória, desorientação, dificuldade de organização das tarefas diárias e mudanças de comportamento. Em muitos casos, o impacto se estende para além do paciente, afetando rotinas familiares, capacidade funcional e necessidade de cuidados contínuos. Entretanto, com novas abordagens terapêuticas, como a cannabis medicinal, famílias passam a ter mais opções complementares de cuidado.

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Alzheimer e cannabis medicinal: o que os estudos têm mostrado?

Pesquisas clínicas recentes vêm avaliando o uso de extratos de cannabis, especialmente combinações de THC (tetrahidrocanabinol) e CBD (canabidiol), em pessoas com Alzheimer leve a moderado. Portanto, em um ensaio de longa duração, idosos tratados com um extrato do tipo full spectrum foram acompanhados por cerca de seis meses, com monitoramento de memória, atenção, linguagem e comportamento. Ao final do período, parte dos participantes apresentou melhora em testes cognitivos padronizados, como o Mini-Exame do Estado Mental (MMSE), instrumento amplamente utilizado na avaliação de funções mentais.

Esse tipo de resultado chama atenção por ir além da redução de agitação, ansiedade ou alterações do sono, que já vinham sendo descritas em outros estudos com canabinoides. A observação de ganhos em tarefas ligadas diretamente à memória reforça a hipótese de que a cannabis medicinal para Alzheimer possa atuar não só em sintomas comportamentais, mas também em processos associados à cognição. Entretanto, os autores dos trabalhos destacam que se tratam de grupos pequenos, com tempo limitado de acompanhamento, o que exige cautela na interpretação e necessidade de confirmação em pesquisas maiores.

Além disso, estudos mais recentes começam a comparar formulações com maiores proporções de CBD em relação ao THC, buscando reduzir ainda mais efeitos colaterais psicoativos. Em suma, alguns achados sugerem que o CBD, por si só ou em combinação equilibrada com o THC, pode contribuir para estabilizar o humor, favorecer o sono e, em certos casos, preservar funções cognitivas por mais tempo. Portanto, pesquisadores avaliam não apenas se ocorre melhora, mas também se a cannabis medicinal ajuda a desacelerar a piora típica da doença ao longo dos meses.

Como a cannabis pode atuar no cérebro de pacientes com Alzheimer?

A principal hipótese para explicar os efeitos da cannabis no cérebro está relacionada ao sistema endocanabinoide, um conjunto de receptores e substâncias produzidas pelo próprio organismo que regula funções como memória, humor, sono e resposta inflamatória. Compostos da planta, como THC e CBD, interagem com esse sistema e podem modular atividades neurais importantes para a progressão das doenças neurodegenerativas. Portanto, quando se fala em cannabis medicinal, não se trata apenas de “aliviar sintomas”, mas de influenciar rotas biológicas que participam da evolução do Alzheimer.

Estudos em modelos animais indicam que os canabinoides podem:

  • Reduzir processos inflamatórios no tecido cerebral;
  • Atenuar o estresse oxidativo, associado ao dano celular;
  • Influenciar a deposição de proteínas ligadas ao Alzheimer, como beta-amiloide e tau;
  • Estimular mecanismos de proteção e sobrevivência neuronal.

Em experimentos com roedores, pequenas doses de THC foram associadas a estímulo da neurogênese no hipocampo, região diretamente ligada à formação de memórias. Então, essa possível promoção de novos neurônios e de conexões mais eficientes pode, em teoria, contribuir para manter a capacidade cognitiva por mais tempo. No entanto, a transposição desses achados para seres humanos ainda está em construção, uma vez que diferenças de dose, metabolismo e tempo de exposição podem alterar significativamente os resultados. Por isso, pesquisadores ressaltam que os estudos em pessoas precisam seguir modelos rigorosos, com grupos controle e uso de placebo, para avaliar de forma objetiva o real papel da cannabis medicinal no Alzheimer.

Além dos efeitos sobre neuroinflamação e estresse oxidativo, investigações recentes analisam também como os canabinoides regulam a comunicação entre neurônios, a chamada sinapse. Portanto, ao modular a liberação de neurotransmissores, a cannabis medicinal pode, em teoria, otimizar redes neurais envolvidas em atenção, linguagem e organização do pensamento. Em suma, trata-se de um campo em rápida evolução, no qual diferentes componentes da planta são estudados isoladamente e em conjunto, incluindo terpenos e outros canabinoides menores, com potencial de efeito complementar, conhecido como “efeito entourage”.

Quais são os benefícios observados e os principais cuidados?

Nos ensaios conduzidos até o momento, alguns potenciais benefícios têm sido descritos em pacientes com uso supervisionado de extratos de cannabis. Entre os efeitos mais relatados estão:

  • Melhora discreta em testes de memória e atenção, em determinados grupos;
  • Redução de agitação, agressividade e irritabilidade em alguns pacientes;
  • Melhora da qualidade do sono em parte dos casos;
  • Percepção de rotina mais estável por parte de cuidadores, em contextos específicos.

Além desses pontos, muitos cuidadores relatam, de forma qualitativa, que o ambiente em casa fica mais tranquilo e previsível. Portanto, mesmo quando os escores de testes cognitivos não mudam de forma marcante, a sensação de maior equilíbrio emocional e de noites melhor dormidas costuma representar um ganho considerável na qualidade de vida do paciente e da família. Em suma, o impacto da cannabis medicinal no Alzheimer não se limita ao cérebro em si, mas se reflete no cotidiano, na dinâmica familiar e na capacidade de manter atividades simples com menor estresse.

Em relação à segurança, estudos clínicos recentes não registraram eventos adversos graves nas dosagens avaliadas, sugerindo boa tolerabilidade em ambiente monitorado. Entretanto, especialistas chamam atenção para a necessidade de cuidados:

  1. Acompanhamento médico obrigatório: a indicação de cannabis medicinal para Alzheimer deve ser feita por profissional habilitado, com experiência no manejo de canabinoides. Portanto, consultas periódicas, ajustes graduais de dose e avaliação contínua dos sintomas tornam o processo mais seguro.
  2. Controle de dose e tipo de extrato: diferentes proporções de THC e CBD podem gerar respostas distintas, inclusive efeitos indesejados, como sonolência excessiva ou alterações de humor. Então, começa-se, em geral, com doses baixas, com aumento lento, sempre observando o comportamento do paciente e o relato dos cuidadores.
  3. Avaliação de interações medicamentosas: muitos idosos usam múltiplos remédios, o que exige análise de possíveis interações com canabinoides. Portanto, o médico precisa revisar a lista completa de medicamentos, suplementos e fitoterápicos para reduzir riscos de tonturas, quedas, alterações de pressão ou sonolência intensa.
  4. Monitoramento constante: acompanhamento periódico ajuda a ajustar a dose, avaliar benefícios reais e identificar reações adversas. Em suma, o uso de cannabis medicinal no Alzheimer se integra ao plano global de cuidados, e não substitui, de forma isolada, outros recursos terapêuticos recomendados.

Outro cuidado importante envolve a origem e a qualidade do produto. Portanto, é fundamental utilizar extratos prescritos e adquiridos por vias legais e reguladas, com laudos de concentração de THC, CBD e ausência de contaminantes. Entretanto, o uso de produtos sem controle, comprados de fontes informais, aumenta o risco de efeitos inesperados e resultados pouco confiáveis, o que pode comprometer tanto a segurança quanto a avaliação real de eficácia.

O que se espera das próximas pesquisas com cannabis medicinal e Alzheimer?

Centros universitários e grupos de pesquisa no Brasil têm ampliado os estudos sobre cannabis medicinal no tratamento de Alzheimer. Novos ensaios clínicos buscam comparar diferentes dosagens, combinações de canabinoides e formas de administração, além de acompanhar pacientes por períodos mais longos. Há interesse em avaliar não só memória e comportamento, mas também aspectos funcionais, como capacidade de realizar atividades diárias e necessidade de suporte de cuidadores. Portanto, o foco não recai apenas em testes laboratoriais, mas na vida real das pessoas que convivem com a doença.

A tendência é que os próximos anos tragam respostas mais consistentes sobre quais perfis de pacientes podem se beneficiar, quais concentrações são mais adequadas e por quanto tempo a terapia deve ser mantida. Em suma, espera-se identificar subgrupos mais responsivos, como pessoas em estágios iniciais da doença, indivíduos com sintomas comportamentais marcantes ou pacientes que não toleram bem as medicações tradicionais. Paralelamente, discute-se a construção de protocolos clínicos mais claros, que orientem profissionais da saúde no uso responsável da cannabis medicinal em doenças neurodegenerativas.

Enquanto essas evidências são produzidas, a indicação de cannabis para Alzheimer permanece restrita ao contexto médico, baseada na análise individual de cada caso, na observação cuidadosa dos efeitos e na integração com outros recursos terapêuticos, como medicamentos convencionais, fisioterapia e estimulação cognitiva. Portanto, o ideal é que a família veja a cannabis medicinal como parte de uma estratégia ampla, que inclui atividade física adaptada, alimentação equilibrada, rotina estruturada e suporte emocional. Dessa forma, o tema segue em evolução, com a combinação de expectativa por novas alternativas e compromisso com critérios científicos rigorosos. Em suma, a ciência avança, os protocolos se refinam e, então, pacientes e cuidadores passam a ter mais ferramentas para lidar com os desafios do Alzheimer.

FAQ – Perguntas frequentes sobre cannabis medicinal e Alzheimer

1. A cannabis medicinal pode curar o Alzheimer?
Não. A cannabis medicinal, até o momento, não cura o Alzheimer. Portanto, ela é estudada como uma terapia complementar, com potencial para aliviar sintomas, melhorar alguns aspectos da cognição em determinados pacientes e, possivelmente, retardar a progressão em alguns casos. Em suma, trata-se de um recurso adicional, e não de uma solução definitiva.

2. Em que estágio da doença a cannabis medicinal costuma ser considerada?
Geralmente, médicos consideram o uso em estágios leve a moderado, quando ainda se consegue avaliar mudanças de memória, comportamento e rotina com mais clareza. Entretanto, em alguns contextos específicos, profissionais também analisam o uso em estágios avançados para controle de agitação, distúrbios do sono e desconforto. Portanto, a decisão depende do quadro clínico e da resposta às terapias já em uso.

3. O paciente vai “ficar chapado” usando cannabis medicinal?
Quando o tratamento segue prescrição adequada, com extratos padronizados e doses ajustadas, busca-se evitar efeitos de euforia ou alteração intensa de percepção. Em suma, formulações com mais CBD e doses cuidadosamente calculadas de THC tendem a gerar menos efeito psicoativo. Portanto, qualquer sinal de confusão, sedação excessiva ou mudança comportamental intensa deve ser relatado ao médico para ajuste de dose.

4. Quanto tempo leva para perceber algum efeito após iniciar o uso?
Em muitos casos, efeitos sobre sono e ansiedade aparecem em algumas semanas. Entretanto, mudanças em cognição e comportamento podem exigir um acompanhamento de meses, com ajustes graduais de dose. Portanto, é importante alinhar expectativas, registrar observações em um diário de sintomas e retornar às consultas para que o profissional consiga avaliar com mais precisão o que realmente melhorou.

5. A cannabis medicinal substitui os medicamentos tradicionais para Alzheimer?
Não costuma substituir por completo. Em suma, na maioria dos protocolos atuais, a cannabis medicinal entra como terapia complementar, associada a remédios convencionais, estimulação cognitiva e outras intervenções. Portanto, qualquer mudança em medicações já em uso deve ocorrer apenas com orientação do médico responsável, para evitar descompensações do quadro.

6. Como a família pode se preparar antes de buscar essa terapia?
A família pode reunir relatórios médicos, lista de remédios em uso, histórico de reações a medicamentos e principais dificuldades do dia a dia. Então, com essas informações organizadas, a consulta com o profissional habilitado em cannabis medicinal se torna mais objetiva, facilitando a definição de metas realistas para o tratamento, como melhorar o sono, reduzir agitação ou estabilizar a memória o máximo possível.

Tags: Alzheimercannabiseficáciaestudomaconhasaúdetratamento
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