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Calçadas do imóvel é obrigação do proprietário? Especialista explica

Por Lara
05/02/2026
Em Curiosidades
Créditos: depositphotos.com / markcarper

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Buracos, desníveis e pisos escorregadios em calçadas são situações presentes em diversas cidades brasileiras e têm impacto direto na segurança de quem circula a pé. Embora muitas pessoas entendam esses espaços como parte exclusiva do domínio público, a legislação e decisões judiciais vêm reforçando a responsabilidade do morador ou proprietário do imóvel em frente a esse trecho de passeio. Em caso de queda ou outro acidente, a conservação inadequada pode se transformar em tema jurídico e financeiro relevante.

O pedestre segue como o elemento mais exposto no ambiente urbano, especialmente em grandes centros. Idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida costumam ser os mais afetados por irregularidades na calçada, o que aumenta o risco de fraturas, contusões e internações. Esse cenário coloca a manutenção do passeio em um patamar de cuidado básico, semelhante a outras obrigações do imóvel, como instalações elétricas ou estruturas em bom estado.

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Responsabilidade civil pelas calçadas: o que a lei costuma determinar?

Em muitos municípios, os códigos de posturas estabelecem que o proprietário deve construir, conservar e manter limpo o passeio em frente ao imóvel, ainda que o solo seja considerado de uso comum do povo. Quando ocorre um acidente diretamente ligado à falta de conservação, discute-se se houve omissão ou negligência desse responsável.

De forma geral, o entendimento jurídico tende a considerar que, se a má conservação da calçada contribuiu de forma relevante para o dano, o proprietário pode ser chamado a reparar prejuízos materiais e, em certos casos, danos morais. Isso inclui situações como quedas provocadas por buracos, peças soltas, degraus fora de padrão ou uso de material inadequado. Em paralelo, a administração pública também pode ser acionada, especialmente quando há falhas de fiscalização ou interferências de serviços públicos sem recomposição adequada.

Quais são os principais riscos em calçadas mal conservadas?

Em muitos casos, não se trata apenas de falta de manutenção, mas também de escolhas equivocadas na concepção do passeio, como a adoção de revestimentos pouco indicados para áreas externas ou soluções improvisadas para vencer desníveis.

  • Pisos escorregadios: revestimentos muito lisos ou polidos, quando molhados pela chuva ou por lavagem, aumentam o risco de escorregões, especialmente para quem tem equilíbrio reduzido.
  • Desníveis bruscos e degraus irregulares: rampas improvisadas, degraus sem padrão e mudanças súbitas de altura dificultam a circulação segura.
  • Falta de manutenção contínua: buracos, rachaduras, peças soltas e afundamentos surgem com o tempo e podem se agravar sem reparos periódicos.
  • Interferências técnicas: tampas de inspeção, grelhas, raízes de árvores e acessos de garagem sem tratamento adequado costumam gerar tropeços e quedas.

Quando um desses fatores contribui para um acidente, o debate sobre responsabilidade do proprietário pela calçada ganha força. Em diversas ações judiciais, perícias técnicas analisam se o risco era previsível, se havia sinalização e se o problema poderia ter sido corrigido com medidas simples e de custo relativamente baixo.

Como reduzir o risco de acidentes e problemas jurídicos?

Evitar acidentes em calçadas passa por uma combinação de projeto adequado, escolha de materiais corretos e manutenção constante. Não se trata apenas de cumprir uma obrigação legal, mas de garantir condições mínimas de circulação em uma área por onde passam diariamente moradores, entregadores, estudantes e outros pedestres.

  1. Escolher piso antiderrapante: priorizar revestimentos próprios para áreas externas, com textura que ofereça aderência mesmo em dias de chuva.
  2. Respeitar normas de acessibilidade: buscar referências em normas técnicas sobre inclinações, largura mínima e altura de degraus para reduzir barreiras para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
  3. Manter o nivelamento do passeio: corrigir afundamentos, levantar peças soltas e eliminar desníveis que possam pegar o pedestre de surpresa.
  4. Tratar interferências de forma integrada: alinhar tampas técnicas, grelhas e entradas de garagem com o restante do piso, evitando sobressaltos ou vãos.
  5. Realizar inspeções periódicas: observar com frequência o estado da calçada e agir preventivamente, antes que pequenos defeitos se transformem em riscos maiores.

Esses cuidados tendem a reduzir tanto a ocorrência de acidentes em calçadas quanto a chance de questionamentos sobre responsabilidade civil, já que demonstram atenção e zelo com o espaço de circulação.

Por que a responsabilidade pela calçada tende a aumentar nos próximos anos?

Alguns fatores ajudam a explicar por que a responsabilidade civil por acidentes em calçadas tende a ganhar destaque crescente. Entre eles estão o envelhecimento da população, o incentivo à mobilidade a pé em centros urbanos e a maior conscientização sobre acessibilidade. Com mais pessoas caminhando diariamente, cresce também a atenção a obstáculos, desníveis e falhas de manutenção.

Nos últimos anos, campanhas de urbanismo, decisões judiciais e atualizações de códigos municipais vêm reforçando a ideia de que a calçada é parte integrante do cuidado com o imóvel e com o entorno. Em muitas cidades, a fiscalização de passeios danificados se tornou mais frequente, com notificações e prazos para correção. Esse movimento tende a estimular a adoção de soluções mais duráveis e seguras, reduzindo o contraste entre trechos bem conservados e áreas com alto potencial de risco.

Em um cenário de cidades mais densas e circulação intensa de pedestres, o entendimento predominante é que a calçada deixa de ser um simples corredor de passagem e passa a ser encarada como extensão do espaço urbano compartilhado. A forma como cada proprietário cuida desse pequeno trecho pode influenciar diretamente a segurança de quem depende diariamente do ato de caminhar para estudar, trabalhar ou acessar serviços essenciais.

FAQ sobre manutenção de imóveis

1. Com que frequência devo realizar manutenção preventiva no meu imóvel?
Em suma, é recomendável que se faça uma vistoria geral ao menos uma vez por ano, avaliando telhado, estrutura aparente, instalações elétricas e hidráulicas. Entretanto, sistemas mais sensíveis, como disjuntores, bombas e impermeabilizações, podem exigir verificações semestrais. Portanto, criar um calendário simples de inspeções ajuda a identificar sinais de desgaste antes que se tornem problemas caros. Então, a regularidade da manutenção preventiva reduz tanto riscos de acidentes quanto gastos emergenciais.

2. Quais são os principais sinais de infiltração que exigem atenção imediata?
Manchas escuras em paredes e tetos, pintura estufando, mofo com odor forte e revestimentos se desprendendo indicam infiltração ativa. Entretanto, pequenas fissuras próximas a janelas, lajes e rodapés também podem ser sinais iniciais. Portanto, ao notar qualquer mudança de cor ou textura em áreas expostas à chuva ou próximas a banheiros e cozinhas, é prudente investigar rapidamente. Então, agir cedo costuma evitar danos estruturais e problemas de saúde relacionados à umidade excessiva.

3. Quando devo chamar um profissional para avaliar a estrutura do imóvel?
Qualquer rachadura larga, deformação em vigas aparentes, portas que deixam de fechar sem motivo aparente ou pisos que afundam merecem avaliação técnica. Entretanto, reformas que envolvam remoção de paredes ou alteração de cargas também justificam a consulta a um engenheiro ou arquiteto. Portanto, não é recomendável basear decisões estruturais apenas na experiência de leigos. Então, ao menor sinal de comprometimento da estabilidade, a perícia especializada é o caminho mais seguro.

4. Como organizar um plano de manutenção para instalações elétricas e hidráulicas?
Um bom plano começa com um levantamento dos pontos críticos: quadro de distribuição, aterramento, disjuntores, registros gerais, bombas, caixas d’água e aquecedores. Entretanto, cada sistema tem sua própria vida útil e demanda de revisão. Portanto, registrar datas de limpeza de caixa d’água, troca de disjuntores, revisão de tomadas antigas e inspeção de vazamentos é uma prática simples e eficiente. Então, manter esse histórico facilita futuras intervenções e aumenta a segurança dos ocupantes.

5. Quais cuidados básicos devo ter com o telhado do imóvel?
É importante verificar periodicamente se há telhas quebradas, deslocadas ou com acúmulo de sujeira, folhas e galhos. Entretanto, o acesso ao telhado oferece riscos, o que torna recomendável contratar profissionais capacitados, principalmente em imóveis altos. Portanto, limpezas regulares de calhas, rufos e condutores evitam infiltrações e sobrecarga de água em pontos sensíveis. Então, uma inspeção visual após chuvas fortes também ajuda a detectar falhas de escoamento.

6. Como saber se a instalação elétrica do imóvel está desatualizada ou sobrecarregada?
Em suma, sinais como disjuntores desarmando com frequência, tomadas esquentando, cheiro de queimado e queda de luz ao ligar equipamentos potentes indicam sobrecarga ou obsolescência. Entretanto, mesmo sem esses sintomas, imóveis antigos que passaram por aumento do número de aparelhos costumam precisar de revisão. Portanto, contratar um eletricista para avaliar a bitola dos cabos, a divisão de circuitos e a qualidade das conexões é altamente recomendável. Então, atualizar o sistema elétrico aumenta tanto a segurança quanto a eficiência energética.

7. Quais cuidados de manutenção ajudam a preservar o valor de mercado do imóvel?
Manter pintura externa e interna em bom estado, evitar infiltrações, conservar esquadrias, portas e janelas funcionais e zelar pelas instalações técnicas são medidas essenciais. Entretanto, pequenos reparos estéticos, como rejuntes, rodapés e maçanetas, também influenciam a percepção de conservação. Portanto, investir em manutenção contínua costuma ser mais vantajoso do que reformas grandes e esporádicas. Então, um imóvel bem cuidado transmite sensação de segurança e pode alcançar melhor valorização em eventual venda ou locação.

8. Qual a importância de guardar notas fiscais e relatórios de serviços de manutenção?
Em suma, esses documentos comprovam que o proprietário realizou os cuidados necessários com o imóvel ao longo do tempo. Entretanto, muitas pessoas subestimam seu valor em situações de disputas contratuais, vistorias de seguro ou questionamentos sobre falhas em instalações. Portanto, arquivar notas, contratos e laudos técnicos cria um histórico organizado da vida útil de equipamentos e intervenções realizadas. Então, essa documentação pode reduzir conflitos e auxiliar na tomada de decisões futuras sobre substituições ou novas reformas.

Tags: acidentes em calçadascalçadasCuriosidadesleimanutenção de calçadas
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