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Por que a frente fria aumenta dores no corpo? A ciência explica

Por Eduardo
18/03/2026
Em Ciência
Por que a frente fria aumenta dores no corpo? A ciência explica

Por que a frente fria aumenta dores no corpo? A ciência explica (crédito: ED ALVES/CB/D.A Press)

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Se você sente uma pontada no joelho ou um incômodo na coluna antes mesmo de a chuva chegar, você pode estar entre as pessoas sensíveis a mudanças climáticas. Com a chegada de frentes frias, muitas pessoas relatam um aumento nas dores corporais, especialmente nas articulações. A explicação para essa sensação está diretamente ligada a um fenômeno físico: a mudança da pressão atmosférica, embora a ciência ainda busque comprovar definitivamente essa relação.

A pressão atmosférica é, de forma simples, o peso que a coluna de ar exerce sobre a superfície terrestre e, consequentemente, sobre o nosso corpo. Em condições normais, a pressão interna do nosso organismo está equilibrada com a pressão externa. Contudo, a chegada de uma frente fria é caracterizada por uma queda brusca nessa pressão do ar.

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Estudos científicos, como uma pesquisa de 2019 chamada ‘Cloudy with a chance of pain’, encontraram uma associação modesta entre mudanças climáticas e dor articular, mas as respostas variam muito entre indivíduos. Algumas pessoas relatam mais dor com baixa pressão, outras com alta pressão, e muitas não percebem diferença alguma.

Segundo uma das principais hipóteses científicas, essa alteração cria um desequilíbrio momentâneo. Com menos pressão externa empurrando, os tecidos do corpo, como músculos, tendões e as cápsulas articulares, se expandem levemente. Essa expansão, mesmo que mínima, é suficiente para irritar terminações nervosas, principalmente em áreas que já possuem algum tipo de inflamação, lesão antiga ou desgaste, como em casos de artrite e artrose.

Além disso, o frio pode contribuir para o desconforto, causando maior rigidez muscular e tendência ao sedentarismo, o que afeta a mobilidade das articulações.

Quem é mais afetado?

Embora qualquer pessoa possa sentir um leve desconforto, alguns grupos são mais sensíveis a essas mudanças climáticas. Entre os principais estão:

  • Pessoas com doenças reumáticas, como artrite, artrose e fibromialgia.
  • Indivíduos com histórico de fraturas, cirurgias ortopédicas ou lesões articulares.
  • Idosos, cujas articulações naturalmente apresentam maior desgaste.
  • Pessoas com hérnia de disco ou outras condições inflamatórias crônicas.

Vale ressaltar que nem todas as pessoas com essas condições são sensíveis às mudanças climáticas, e a intensidade da resposta varia significativamente.

Como aliviar o desconforto

Adotar algumas medidas simples pode ajudar a minimizar as dores durante a passagem da frente fria. As recomendações focam em manter o corpo aquecido e a circulação ativa para reduzir a rigidez.

  • Mantenha-se aquecido: use roupas adequadas, meias e cobertores. O calor ajuda a relaxar a musculatura e a melhorar o fluxo sanguíneo para as articulações.
  • Movimente-se: evite ficar parado na mesma posição por muito tempo. Pratique alongamentos e exercícios de baixo impacto dentro de casa para estimular a circulação e lubrificar as articulações.
  • Compressas mornas: aplicar uma bolsa de água quente ou uma toalha aquecida sobre a área dolorida por cerca de 15 minutos pode proporcionar alívio imediato.
  • Hidrate-se bem: manter o corpo hidratado é fundamental para o bom funcionamento de todos os tecidos, inclusive das cartilagens.
Tags: CiênciaFrente Friasaúde
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