Entrar em diferentes farmácias para comprar o mesmo remédio e encontrar preços completamente distintos é uma situação comum para muitos brasileiros. A diferença de valores, que pode ser surpreendente, não é aleatória e resulta de uma combinação de fatores que vão desde a carga tributária até as estratégias comerciais de cada estabelecimento.
Essa variação de custo é regulada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que estabelece preços máximos, mas permite uma ampla margem de manobra para o varejo. Entender os elementos que influenciam o preço final ajuda o consumidor a fazer escolhas mais conscientes e a economizar na hora da compra.
Entenda os principais fatores
Um dos principais componentes no preço de um medicamento é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A alíquota desse imposto varia de estado para estado, o que já cria uma diferença de custo inicial antes mesmo de o produto chegar à prateleira. Alguns estados também possuem alíquotas de ICMS diferenciadas para medicamentos genéricos, o que pode aumentar a variação de preços.
A concorrência entre medicamentos de referência, genéricos e similares também impacta diretamente o valor. Remédios de referência, os de marca, costumam ter um preço mais elevado para compensar os investimentos em pesquisa. Já os genéricos, com o mesmo princípio ativo, são mais baratos por terem custos de produção menores. Existem ainda os medicamentos similares, que também são uma alternativa mais acessível, mas podem diferir em características como prazo de validade ou embalagem. Tanto genéricos quanto similares têm sua eficácia comprovada pela Anvisa.
Grandes redes de farmácias compram medicamentos em enormes volumes, o que lhes garante um poder de negociação maior com os laboratórios e distribuidores. Essa capacidade de compra resulta em descontos significativos, que podem ser repassados, em parte, aos clientes para atrair mais movimento.
Além disso, muitos laboratórios oferecem programas de desconto para medicamentos de uso contínuo. As próprias farmácias também criam seus programas de fidelidade, que garantem preços mais baixos para clientes cadastrados, incentivando a compra recorrente no mesmo local.
Como economizar na compra
A principal recomendação é sempre pesquisar. A variação de preço entre uma farmácia e outra, mesmo que estejam na mesma rua, pode ser grande. Compare os valores em lojas físicas, aplicativos de entrega e sites, pois o canal de venda também pode influenciar o custo.
Sempre pergunte ao farmacêutico se existe uma versão genérica ou similar do medicamento prescrito. Eles são igualmente seguros e eficazes, com aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o custo é consideravelmente menor.
Por fim, informe-se sobre os programas de benefícios do laboratório fabricante e da própria farmácia. O cadastro costuma ser gratuito e pode garantir descontos imediatos ou acumulativos, gerando uma economia importante a longo prazo.










