Uma infecção urinária comum pode evoluir para um quadro grave chamado pielonefrite quando as bactérias alcançam os rins. A condição, que gerou um aumento nas buscas online recentemente, exige atenção médica imediata para evitar complicações sérias e danos permanentes ao órgão.
A pielonefrite acontece quando bactérias, na maioria das vezes a Escherichia coli, sobem da bexiga para um ou ambos os rins. Se não tratada adequadamente, uma cistite, que é a infecção da bexiga, pode se agravar e permitir que os micro-organismos se espalhem pelo trato urinário superior.
Essa progressão é mais comum em mulheres, devido à anatomia da uretra mais curta, mas também pode afetar homens, crianças e idosos. Fatores como sistema imunológico enfraquecido, obstruções urinárias e uso de cateteres aumentam o risco de desenvolver o problema.
Como identificar a pielonefrite?
Os sinais da pielonefrite são mais intensos que os de uma infecção urinária comum e costumam surgir de forma repentina. É fundamental ficar atento a um conjunto de manifestações:
- Febre alta, geralmente acima de 38°C;
- Dor lombar intensa, em um ou ambos os lados, que pode irradiar para o abdômen;
- Calafrios e tremores;
- Náuseas e vômitos;
- Mal-estar geral e fraqueza acentuada;
- Dor ou ardência ao urinar;
- Urina com cheiro forte ou aparência turva.
O diagnóstico é confirmado por exames de urina e, em alguns casos, de imagem, como ultrassonografia. O tratamento é feito com antibióticos, que podem ser administrados por via oral em casa ou, em quadros mais severos, por via intravenosa no hospital. A terapia costuma durar de 7 a 14 dias, e os sintomas geralmente melhoram nas primeiras 48 a 72 horas após o início da medicação.
A busca por ajuda médica ao primeiro sinal de agravamento é crucial. A demora no tratamento pode levar a complicações, como a formação de abscessos nos rins, insuficiência renal e até mesmo a sepse, uma infecção generalizada que coloca a vida em risco.










